segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ossos – NÃO SÃO BOA IDEIA

Existe uma crença popular de que é natural os cães roerem ossos. Mas dar ossos aos cães é prejudicial para a sua saúde. Para além do mal que podem fazer, os ossos não servem de alimento, pois os ossos não são digeridos, não tendo qualquer valor nutritivo.


As 10 principais razões para não dar ossos ao seu cão:

  1. Dentes partidos: ficam mais sensíveis a abcessos e implicam a realização de cirurgias para retirar ou tratar o dente.
  2. Lesões da boca ou da língua que sangram bastante e causam dores e infecções que impedem o animal de comer.
  3. Ossos presos nos dentes ou na garganta causam dores e pânico ao animal obrigam muitas vezes à sedação do cão pelo veterinário para poder retirar o osso.
  4. Ossos presos no esófago (tubo que leva a comida da boca até ao estômago) fazem com que o cão se engasgue, salive em excesso e não permitem que ele coma ou beba. O osso tem de ser retirado o mais rapidamente possível para evitar que haja perfuração do esófago e infecções associadas, recorrendo a endoscopia ou cirurgia.
  5. Entrada de ossos na traqueia (aparelho respiratório) podem acontecer se um pequeno fragmento for aspirado e provocam dificuldade respiratória grave. Trata-se de uma urgência pois o animal corre risco de sufocar.
  6. Ossos encravados no estômago porque apesar de entrarem bem no estômago podem ser demasiado grandes para sair. Pode ser necessário retirá-lo através de uma endoscopia ou cirurgia ao estômago.
  7. Ossos no intestino delgado podem causar bloqueios intestinais associados a dores abdominais e vómitos. Podem causar morte do animal e só se resolvem com cirurgias dispendiosas.
  8. Obstipação devido a fragmentos de ossos, ou seja, dificuldade ou impossibilidade de defecar. Isto ocorre porque as pontas afiadas dos ossos fazem feridas no intestino e recto à medida que se vão movimentando e provocam dores ao cão. As fezes ficam demasiado duras e não moldadas e podem não conseguir sair. Estas situações necessitam de tratamento veterinário imediato para permitir que o cão volte a defecar.
  9. Sangue nas fezes ou sangramento pelo recto devido a lesões causadas pelos ossos são situações muito graves e que podem causar bastante transtorno em casa devido à sujidade.
  10. Peritonite que é uma infecção abdominal generalizada grave que causa a morte do animal. Pode ser originada pela perfuração do intestino ou estômago por um osso que faz com que o conteúdo saia para o abdómen.

Todas estas situações são motivo para uma consulta veterinária para identificar o problema e tratá-lo da melhor forma o mais rapidamente possível. A falta de tratamento adequado pode levar à morte do seu cão.

Qualquer tipo de osso, seja de que animal for e de que tamanho for, desde que possa ser roído e engolido pode causar sérios danos ao animal pelo que é desaconselhado. Por isso deve sempre manter os ossos que sobram das refeições fora do alcance do seu cão e dar-lhe apenas ossos de brincar, apropriados para serem roídos sem causar problemas de saúde.

Lembre-se sempre que ao dar um osso ao seu cão pode causar-lhe problemas sérios que vão levar a tratamentos e gastos que facilmente poderiam ser evitados.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Que este Natal seja para todos uma época de felicidade junto dos que mais gostamos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ATL para animais de companhia

A pensar nos cuidados prestados aos animais de companhia, o Hospital Veterinário do Porto criou um ATL (actividades de tempos livres) para os animais de estimação. O ATL é a resposta perfeita para o proprietário do animal de estimação moderno. Infelizmente, os proprietários dos animais muitas vezes não têm o tempo todo durante a semana de trabalho (principalmente) que possibilitem um estilo de vida saudável para seus companheiros, refere o Mário Santos, director clínico do Hospital Veterinário do Porto.
O Hospital Veterinário do Porto pretende resolver este dilema, fornecendo o serviço de ATL que é ideal para os animais durante todo o dia de trabalho dos donos e adequa-se a todos os tipos de cães e idades.


Leia mais em:
http://www.jn.pt/blogs/osbichos/archive/2011/12/09/hospital-veterin-225-rio-do-porto-criou-atl-para-animais-de-estima-231-227-o.aspx

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Demodecose - Demodex canino


A demodecose ou sarna demodécica é um tipo de “sarna” provocada por ácaros microscópicos do género Demodex sp. que vivem dentro do folículos dos pêlos. Pode afectar tanto os cães (Demodex canis) como os gatos (Demodex cati e Demodex gatoi) mas o demodex canino não é contagioso para Humanos nem para gatos e também não é transmissível entre cães adultos.

Este ácaro existe normalmente na pele de quase todos os cães uma vez que é transmitido pela mãe para a pele dos bebés enquanto mamam, logo nos primeiros dias de vida. A maioria dos cães não desenvolve a doença porque o seu sistema imunitário consegue controlar a multiplicação e proliferação deste parasita. Se houver alterações imunitárias o parasita pode reproduzir-se em grandes quantidades e causar alterações a nível da pele. Muitas vezes a tendência para desenvolver demodecose é genética, pelo que cães portadores da doença não devem ser usados para reprodução.

É mais comum em raças de pêlo curto como o Pin
scher ou o Bull Terrier mas pode aparecer em animais de pelo comprido.
A demodecose pode ser localizada caso as lesões afectem um único lo
cal do corpo ou generalizada se aparecerem em várias regiões do corpo. Nos locais afectados o pêlo cai, a pela fica inflamada, pode ter crostas e estar hiperpigmentada (escura). O animal pode ou não ter comichão mas se houver infecção secundária da pele podem aparecer feridas e em casos muito graves o animal pode ter febre.

O diagnóstico é feito através de uma raspagem profunda da pele e da observação ao microscópio do parasita ou através de biópsia de pele nos casos em que o parasita se encontra em zonas muito profundas do folículo piloso. No caso de ser diagnosticada num animal adulto devem ser feitos mais exames para procurar doenças que possam causar alterações imunitárias como doenças hormonais, doenças renais ou hepáticas ou tumores.

O tratamento da doença varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade do animal podendo ser feito com pipetas, banhos, xaropes e comprimidos isolados ou em conjunto. Em casos mais graves o animal pode ter de ser tratado durante meses e necessitar de repetir a raspagem de pele para avaliar a diminuição da quantidade de parasitas na pele.
Além do tratamento médico é necessário ter cuidados para prevenir alterações do sistema imunitário e ajudar o animal a recuperar:
- O animal deverá ser esterilizado/castrado quando a doença estiver controlada. As alterações hormonais como cios e gravidez causam muito stress que pode despoletar uma recaída e os animais portadores não devem ser reproduzidos.
- O cão deve ser alimentado com ração de elevada qualidade para evitar carências nutricionais.
- É necessário manter a desparasitação interna e externa em dia pois os parasitas intestinais causam baixas imunitárias e as pulgas e caraças podem despoletar alterações na pele que levem a recaídas.
- Ter as vacinas em dia para evitar doença virais que baixem a imunidade.

- Não tomar medicamentos que possam interferir com o sistema imunitário.

O prognóstico é melhor em cães jovens, com menos de 1,5 anos de idade, pois a maioria deles conseguem atingir uma cura completa. Em animais adultos pode ser apenas possível manter a doença controlada podendo haver algumas recaídas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diabetes Mellitus

A diabetes mellitus é uma doença em que há acumulação excessiva de açúcar (glicose) no sangue (hiperglicémia). Este aumento de açúcar no sangue deve-se há impossibilidade da entrada de açúcar (glicose) dentro das células, por falta de quantidade suficiente de insulina. Nos animais diabéticos há uma diminuição da produção de insulina no pâncreas. Sem insulina não é possível a utilização do açúcar pelas células e estas deixam de ter energia suficiente. Assim têm de procurar formas alternativas de produzir energia, utilizando a gordura e o músculo o que provoca emagrecimento do animal ao mesmo tempo que o seu apetite aumenta. A glicose excessiva acumula-se na urina fazendo com que o animal urine em grandes quantidades e beba mais água para compensar as perdas na urina. Estes mecanismos provocam o aparecimento dos principais sintomas de diabetes:
- Perda de peso
- Aumento do apetite
- Aumento da quantidade de urina
- Aumento da sede


Os animais com diabetes não controlada podem também ter
mais tendência a ter infecções urinárias, os cães podem desenvolver problemas oculares (cataratas, glaucoma) e os gatos podem perder a força e mobilidade das patas devido a neuropatias. Caso a doença não seja tratada atempadamente a acumulação de açúcar no sangue irá provocar acidose diabética e consequentemente coma e morte do animal.

Esta doença ocorre geralmente em cães e gatos com mais de 5 anos de idade. Além dos factores genéticos há muitos outros que podem predispor a diabetes como a obesidade, dietas de má qualidade, falta de exercício, alterações hormonais (cio, infecções uterinas), doenças endócrinas ou medicamentos.

O diagnóstico é efectuado pelos sintomas, pela medição da glicose no sangue e pela presença de glicose na urina. Normalmente a glicose no sangue deve variar entre 80 e 120 mg/dl, podendo
estar um pouco aumentada em situações de stress ou após uma refeição. Nos animais diabéticos é frequente a glicose no sangue ser superior a 400 mg/dl.
Esta doença exige tratamento, ou seja é necessário administrar insulina (através de uma pequena injecção subcutânea) e dieta apropriada para animais diabéticos. Quando o animal inicia o tratamento com insulina deve ser hospitalizado para que possa ser controlada a glicemia durante 12 a 24h de forma a fazer os ajustes necessários na dose de insulina e alimentação. Alguns animais podem necessitar de insulina uma ou duas vezes por dia. Os gatos devem ter alimentação sempre disponível e os cães vão precisar de ser alimentados a horas definidas.

Depois de a glicemia estar controlada é apenas necessário que o dono compreenda que é uma doença crónica e incurável que exige tratamento por toda a vida do animal. Mas desde que o dono siga as recomendações em termos de medicação e alimentação dadas pelo médico veterinário o animal pode ter uma boa qualidade de vida e prevenir-se complicações. As complicações mais comuns são a acidose diabética (se o açúcar no sangue continuar elevado) ou a hipoglicémia caso o açúcar no sangue seja demasiado baixo. Se houver um episódio de hipoglicémia o animal pode perder a consciência e entrar em convulsões, nesse caso deve-lhe ser colocado um pouco de mel na boca e deve ser levado de imediato a um médico veterinário pois corre risco de vida.

Em casa o dono pode monitorizar a quantidade de água que o animal bebe por dia, a quantidade de urina e a quantidade de comida que ingere pois alterações destes parâmetros podem ser indicativas de que o tratamento pode precisar de ser alterado.
Periodicamente o animal deve ser observado pelo médico veterinário que o acompanha para verificar se não há necessidade de ajustar insulina ou alimentação administrada.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Rastreio da Leishmaniose - A melhor época!


O Outono/Inverno é a altura ideal para fazer o rastreio da leishmaniose canina. Este rastreio pode efectuar-se com uma simples colheita de sangue ao seu cão. Caso o seu animal seja negativo planeie a protecção para o seu cão. Portugal é um país de alto risco e existe agora a possibilidade de vacinar o seu animal contra esta doença. A protecção vacinal deve iniciar-se nesta época (Outono/Inverno) para que o seu cão possa enfrentar a época de maior perigo (Março a Outubro) com um nível elevado de defesas.

A prevenção é a melhor protecção!

No sul da Europa muitos cães vivem em risco permanente de desenvolver a leishmaniose canina; uma doença que agora tem vindo a alastrar para Norte.

Leishmaniose canina - Uma doença mortal!

A leishmaniose canina é causada por uma infecção parasitária, transmitida de cão para cão através da picada de flebótomos infectados, uma espécie de mosquitos. Se o seu cão estiver infectado com o parasita, os sintomas podem não ser detectáveis de imediato. Man­tenha-se alerta para sinais como febre, perda de pêlo (sobretudo à volta dos olhos), perda de peso, feridas na pele e problemas nas unhas. Os órgãos internos são também afectados, o que pode conduzir ao aparecimento de anemia, artrite e insuficiência renal grave. Esta doença é frequentemente mortal e embora os tratamentos (dispendiosos) permitam controlar os sintomas, não curam a doença. Na Europa já existem 2,5 milhões de cães infectados com este parasita.

A primeira vacina contra a leishmaniose canina

Após 20 anos de pesquisa, está agora disponível a vacina contra a leishmaniose canina. Com a vacinação é possível elevar o patamar de protecção do seu cão contra esta doença. O programa completo de vacinação inclui três injecções administradas com três semanas de intervalo, e confere ao seu cão uma protecção interna duradoura contra a doença. Depois será necessária apenas uma revacinação anual para manter os níveis de resistência imunitária do seu cão.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Aprender a andar à trela







Os cães de trenó usam peitorais para terem mais força para puxar, como tal, os cachorros não devem usar peitorais, na fase de aprendizagem "andar à trela sem puxar", excepto em situações especificas de saúde ( ex: colapso de traqueia...).





Da mesma forma, o uso de trelas extensíveis está desaconselhado nesta fase de aprendizagem.

Conselhos da pagina do facebook Comportamento Animal

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

URETROSTOMIA PERINEAL FELINA

A uretrostomia perineal felina é um procedimento cirúrgico para felinos machos que sofrem de obstrução uretral recorrente como resultado de doença do trato urinário inferior que não melhora com tratamento médico.

A cirurgia só deve ser realizada depois de o animal estar estabilizado. E quando feita correctamente, esta cirurgia evita novos casos de obstrução uretral em felinos machos. O número de felinos que necessitam desta cirurgia tem vindo a diminuir, possivelmente devido ao correcto tratamento médico e nutricional das doenças do trato urinário inferior desses animais.

Esta cirurgia consiste no desvio urinário permanente em que a uretra peniana é excisada e a uretra pélvica suturada à pele perineal. O gato inteiro é castrado na mesma cirurgia, o pénis é removido e fica a urinar por um orifício mais largo abaixo do ânus.

Depois da cirurgia o paciente deve usar colar de isabelino durante uns dias para evitar auto-traumatismos e utilizar papel picado na caixa de areia durante este período até a retirada dos pontos. Durante o resto da vida, o gato deverá ser levado ao médico veterinário para consultas de monitorização todos os 6 meses, para descartar possíveis infecções urinárias e formação de cálculos urinários.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

4 de Outubro - Dia do animal


O Dia Mundial do Animal celebra-se anualmente a 04 de Outubro.

A data foi escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha teve em conta o facto do dia 4 de Outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

A Bichos & Caprichos, Clínica Veterinária deseja-lhe um BOM DIA MUNDIAL DO ANIMAL.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CHURRASCÃO


No dia 5 de Outubro a QOASMI tem mais um evento à sua espera! Junte-se à qoasmi num churrasCÃO a realizar no Parque Nossa Senhora do Soito em Fernão Joanes. Será uma ótima forma de celebrar o Dia Mundial do Animal.
O churrasCÃO consistirá num churrasco, para toda a família e os seus amigos de 4 patas, que nos permitirá um excelente dia de actividade física ao ar livre e convívio a par com uma campanha de sensibilização para a importância da posse responsável de animais de companhia. Promete ser um maravilhoso almoço enquanto disfruta de paisagens fabulosas no Parque Nossa Senhora do Soito e uma visita pedagógica à quinta temática de Fernão Joanes. A Lusitanian Escapes mantém-se ao lado da QOASMI na defesa de grandes causas e estará presente para lhe proporcionar momentos apaixonantes e sensações únicas com diversas actividades organizadas.
Os aficcionados do BTT podem se deslocarem até Fernão Joanes de biciclete devendo comparecer junto à Garbike (Guarda) pelas 8:30 para dar inicio a um precurso de cerca de 20km de dificuldade média/baixa.
Trata-se de uma iniciativa que visa a angariação de fundos para a esterilização de animais de rua como forma de controlo da sobrepopulação animal e consequente diminuição do abandono, negligência e maus tratos e ainda para a recolha, tratamento e encaminhamento destes animais para adopção responsável.
Se não tiver companhia de um quatro patas, não se acanhe, poderá sempre levar um dos que estão para adoptar porque eles também precisam de se divertir.
Ou venha sozinho apenas para se divertir num ambiente arrebatador.
Pode inscrever-se e obter mais informações em http://qoasmi.yolasite.com/

Contactos:

Tlm: Andreia - 966761197/ Marisa - 964344387

Email: qoasmi@gmail.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Partos distócicos – problemas no parto

Quando tudo corre bem com a gravidez de uma cadela ou gata será de esperar que por volta dos 2 meses de gestação (59 a 65 dias) se inicie o trabalho de parto e os bebés nasçam sem ser necessária intervenção do dono ou do médico veterinário.
A fase inicial do parto pode durar até 12h nas cadelas e 1 dia nas gatas e estas começam a preparar o local do ninho e a mostrar-se mais irrequietas. Nesta 1ª fase podem ter tremores, vomitar e ficar ofegantes.

Quando se inicia a 2ª fase as fêmeas começam a ter contracções,
expulsam um corrimento verde-escuro e passados 5 a 10 minutos deve nascer o 1º cachorro ou gatinho. As fêmeas devem ser mantidas em locais sossegados e afastados de outros animais durante o parto e não lhe devem ser retirados os bebés pois em caso de stress podem parar as contracções, interromper o parto e posteriormente deixar de cuidar dos bebés. O nascimento dos cachorros deve estar completo em cerca de 6h enquanto o dos gatinhos pode demorar um dia inteiro.

Em que situações o animal deve ser imediatamente observado pelo médico veterinário?
- Se passaram mais de 70 dias de gestação sem sinais de parto

- Se há corrimento vaginal com sangue antes do parto
- Se o animal está com contracções fortes há uma hora sem que nasça nenhum bebé
.
- Se não nasce um bebé há mais de 4 horas e sabemos que ainda há mais bebés para nascer. - Se o animal está com dores.
- Se houver retenção de placentas após o parto que causem infecção.

A
pós o parto é normal haver corrimento vaginal que pode ser acastanhado, esverdeado ou sanguinolento e pode persistir durante cerca de 3 semanas. Se durante este tempo a mãe estiver bem-disposta e com apetite não há razão para preocupação. Se começar a ficar apática ou o corrimento tiver pus ou sangue vivo é aconselhável levá-la ao médico veterinário para ser observada logo que possível.

Muitas pessoas tentam ajudar o animal nestas situações mas sem saber podem estar a agravar os problemas existentes. Por isso é completamente desaconselhado:
- Introduzir as mãos no canal do parto pois pode causar traumatismos e infecções
- Puxar o bebé para o forçar a sair
- Puxar a cabeça do bebé ou o cordão umbilical
- Segurar o bebé pelo
cordão umbilical

Cerca de 2 em c
ada 3 animais com problemas no parto vão ter de ser submetidos a uma cesariana de urgência por isso é aconselhável ter os contactos de um médico veterinário que possa observar o animal se for necessário.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Espirro Invertido

O Espirro Invertido (reverse sneezing) é um evento desconcertante em que um cão faz sons respiratórios desagradáveis. Aos donos pode parecer-lhes que o cão está com sérias dificuldades respiratórias e que pode morrer em poucos minutos.
Nesta situação o cão faz sons semelhantes aos feitos por um cão com colapso da traqueia, mas trata-se de uma condição muito mais simples que normalmente não necessita de qualquer tratamento. É chamado espirro invertido porque soa como se o cão espirrasse durante a inalação e caracteriza-se por um som respiratório acentuado, como se o cão estivesse a inalar ar de forma violenta.
No espirro normal, o percurso do ar faz-se no sentido oposto - o ar sai violentamente pelo nariz do cão. Durante o espirro invertido, o cão faz inspirações pronunciadas e rápidas, estica o pescoço e abre as patas dianteiras como se tentasse respirar melhor.
A causa mais comum de espirros invertidos é uma irritação do palato mole e da garganta que resulta num espasmo. Qualquer coisa que irrita a garganta pode causar esse espasmo e espirros subsequentes. As causas incluem:
- Excitação,
- Comer ou beber,
- Intolerância ao exercício,
- Puxar a coleira,
- Ácaros, pólen ou outras poeiras
- Corpos estranhos na garganta,
- Perfumes,
- Vírus,
-produtos químicos domésticos,
- Alergias
Alguns cães têm episódios a vida inteira, outros têm episódios muito esporádicos.
Cães braquicéfalos (como Pequinois, Pugs, Buldogs e Boxers), com palato mole alongado, são mais propensos a espirros invertidos tal como cães de pequeno porte.
Esta situação raramente requer tratamento. O dono pode massajar a garganta do cão para parar o espasmo. Se a causa subjacente for determinada (alergias, etc) o seu veterinário pode prescrever medicação.
Lembre-se que o espirro invertido não é um problema grave, não se preocupe em deixar o seu cão sozinho em casa.
Se o espirro invertido se tornar um problema crónico e frequente em vez de uma ocorrência ocasional, pode ser necessária uma rinoscopia e outros exames complementares. Porém muitas vezes nenhuma causa consegue ser identificada.
Os gatos são menos propensos a espirro invertido do que os cães.









quinta-feira, 8 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Primeira gata clonada fez dez anos


Há quase dez anos, foi clonado o primeiro gato, ou melhor, a gata CC, mas desde este animal, as previsões para o início de um mercado comercial para a "ressurreição" de animais de estimação com o uso dessa tecnologia foram um fiasco.
Unidos, parou em 2009, e mesmo a clonagem de gado é relativamente pequena, com algumas centenas de porcos e vacas em todo o mundo, mas os donos da CC ainda a consideram um grande êxito.
Mais velha e gordinha, e mais lenta por causa da idade, a gata branca e cinza comporta-se como qualquer outro animal da sua espécie. O nome CC foi-lhe atribuído por serem as iniciais de Carbon Copy (Cópia Carbónica). O animal nasceu num laboratório da A&M em 22 de Dezembro de 2001, a partir de uma célula tirada de um gato tricolor chamado Rainbow, e inserida noutro embrião de gato.
A CC tem exactamente a mesma constituição genética de Rainbow, mas não tem a cor laranja que esse tinha. Geralmente apenas duas cores são passadas na clonagem de gatos tricolores. Esta é uma das falhas, mas o preço, que poderia chegar aos seis dígitos, é das principais razões pelas quais clonar animais de estimação não se tivesse tornado num sucesso comercial.

In: Ciência Hoje

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Linfoma


O linfoma ou linfossarcoma é um tumor maligno que ocorre quando há crescimento descontrolado de linfócitos (glóbulos brancos). Esta neoplasia é das mais comuns tanto em cães como em gatos, aparecendo tanto em machos como em fêmeas, geralmente entre os 5 e os 9 anos de idade.
Nos gatos há factores que podem predispor ao linfoma como o vírus da leucose felina (FeLV), as doenças intestinais crónicas e o convívio com fumadores.
Os glóbulos brancos estão presentes em vários órgãos e por isso este tumor pode ocorrer em diferentes localizações tendo diferentes designações:
- Forma multicêntrica quando afecta vários gânglios linfáticos superficiais, gânglios da cavidade abdominal , fígado, baço, rim…
- Forma alimentar se afectar o estômago ou intestinos
- Forma cutânea quando se apresenta na pele
- Forma mediastínica se afecta gânglios linfáticos do tórax
- Forma mesentérica quando há apenas alterações nos gânglios linfáticos da cavidade abdominal.
Nos cães é mais comum a forma multicêntrica e nos gatos formas intestinal e mediastínica ocorrem com maior frequência.

Os sintomas variam muito com a forma de linfoma podendo ser bastante inespecíficos:
- Perda de apetite
- Perda de peso
- Letargia
- Aumento do volume dos gânglios linfáticos
- Diarreia
- Vómitos
- Dificuldade respiratória
- Dificuldade em engolir os alimentos
- Aumento da sede
- Aumento da micção
- Anemia

O diagnóstico é feito por citologia ou biopsia dos gânglios afectados. No caso da citologia apenas se retiram algumas células do gânglio afectado picando-o com uma agulha. Quando a citologia não nos permite o diagnóstico é necessário realizar uma biópsia para retirar um pequeno fragmento o gânglio afectado que é depois analisado permitindo identificar de que tipo de linfoma se trata.
Para estadiar a doença, ou seja, para saber se está ou não muito avançada, são necessários mais exames como análises sanguíneas gerais (hemograma e bioquímicas), análise urinária, raio x, ecografia e por vezes também punção de medula óssea.

O tratamento do linfoma é feito com cirurgia no caso de se tratar de uma massa isolada ou quimioterapia, variando os protocolos de acordo com o tipo e estádio do linfoma e com a espécie do animal. Neste tipo de tumor o objectivo do tratamento não é a cura mas sim a remissão, ou seja, o desaparecimento de todos os sintomas durante o maior tempo possível. Seja qual for o protocolo de quimioterapia utilizado haverá tendência para que o tumor se torne resistente ao mesmo. Por isso em certa fase do tratamento terá de ser usado um protocolo de resgate para tentar induzir uma nova remissão. Se o linfoma estiver num estádio já avançado ou existam já outras alterações como hipercalcémia há menores hipóteses de resposta ao tratamento.

Todos os protocolos de quimioterapia exigem a realização de análises de controlo ao longo do tratamento para avaliar a existência de efeitos secundários (anemias, alterações renais ou hepáticas, etc) e algumas horas de internamento para administração dos medicamentos. Sem tratamento a maioria dos animais não sobrevive mais de 2 meses e a quimioterapia pode prolongar a vida do animal até cerca de 1 ano.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Adoptar dois gatos, melhor que um!

Quando pensamos adoptar um gatinho, pensamos em comprar a caminha, wc, brinquedos e todos os acessórios de alimentação. No entanto podemos estar a priva-los do que mais precisam: a companhia de outro ser de sua própria espécie.

Os gatos têm uma vida mais saudável e feliz se houver outro felino na casa, declaram especialistas em comportamento felino. Mesmo quando eles parecem evitar-se ou quando existem brigas ocasionais, dividir a casa com outro gato ajuda a quebrar a monotonia e solidão. No caso de se tornarem bons companheiros e brincarem juntos, isso será um benefício adicional: terão exercício e diversão.

Muitos casos de alterações de comportamento como agressividade e actividades destrutivas, podem ser evitadas se as energias do gato estiverem direccionadas para um companheiro. Em termos de saúde, gatos com companheiros terão menos tendência para a obesidade e outros problemas de saúde com origem na ansiedade: problemas urinários, dermatológicos, entre outros.

Quando o gato é adulto a integração de outro animal pode ser difícil e exigir algum tempo. Por isso o ideal é, se pensa ter um gato, não pense ter só um mas dois. Vai-se deliciar a vê-los brincar um com o outro…

sexta-feira, 29 de julho de 2011

2ª CAOMINHADA DO CONCELHO DO SABUGAL

Vai-se realizar no próximo dia 6 de Agosto a 2º Cãominhada do Concelho do Sabugal. O local de encontro vai ser na antiga escola primária de Malcata (salão da Junta de Freguesia e Associação Desportiva de Malcata). O secratariado irá abrir às 17:00, seguindo uma sessão de esclarecimento sobre microchips e registos nas juntas. A cãominhada irá iniciar-se às 18:30 h, seguindo-se uma refeição volante. O percurso terá cerca de 6 km, por caminhos rurais da Serra da Malcata. É organizada pela ADES – Associação de Desenvolvimento do Sabugal, em conjunto com a VetCôa-Serviços Veterinários, Lda e a Husse Guarda. Conta com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, da Junta de Freguesia de Malcata e ainda com a colaboração da Associação Transcudânia e Associação A Casota. O valor da inscrição é de 10 €, dos quais 2,00 € são destinados à compra de material para esterilizações de cães de rua que serão encaminhados para adopção. As inscrições podem ser efectuadas até ao dia 03-08-2011 na ADES, na VetCôa ou on-line em: www.ades.pt

Contactos da Organização:

· ADES – Associação Desenvolvimento Sabugal

Rua Dr. João Lopes n.º 2, Porta 23 Apartado 40, 6320 – 420 Sabugal; Tel: 271 752 056 - Fax: 271 752 056

Internet: http://www.ades.pt/; geral@ades.pt

· Vetcôa-Serviços Veterinários Lda

Rua António J. Almeida 43, Sabugal 6320-354 SABUGAL; Tel. 271 753 989

· Husse Guarda – Rui Sousa

Tel: 91 522 56 44 - 96 385 00 60; E-mail: guarda@husse.pt; Internet: www.husse.pt

Programa para o dia 06-08-2011:

17:00 – Abertura do Secretariado no Salão da Junta de Freguesia de Malcata e Associação Desportiva (antiga escola primária)

17:30 – Sessões de Esclarecimento:

a) “O Abandono dos animais” - Apresentação de casos;

b) “Microship: (des)proteção animal: aplicação da lei e regulamentos;

c) Procedimentos para o registo online dos Microchips dos Canídeos – Aplicação SICAFE: Esclarecimento às Juntas de Freguesia e proprietários dos animais.

18:30 - Início da Cãominhada

20:30 – Fim da Cãominhada e inicio da refeição volante.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

NÃO COMPRE, ADOPTE

Campanha 'Não compre, adopte', da União Zoófila - Verão de 2011.
20 figuras públicas deram a cara por eles, os animais abandonados pelos motivos mais fúteis e irracionais que esperam donos na União Zoófila e em tantas outras associações e canis.
Obrigada Afonso Pimentel!
O Sky e a Cristal estão disponíveis para adopção na União Zoófila - LISBOA.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Animais nas redes sociais



Dez por cento de estimação dos Britânicos tem o seu próprio perfil numa rede social, de acordo com um estudo publicado hoje.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

GESTAÇÃO NA GATA

As gatas são mamíferos vivíparos, cujos embriões se desenvolvem dentro do útero da mãe.

O período de gestação na gata doméstica varia de 60 a 68 dias. Os partos antes de 60 dias de gestação devem ser considerados prematuros e com frequência são acompanhados de maior mortalidade dos recém-nascidos. Em condições naturais, as gatas podem produzir duas a três ninhadas por ano, com uma média entre três a cinco gatinhos por ninhada.

ALTERAÇÕES

Na gata o ganho de peso é constante na gestação e a fêmea aumenta cerca de 40% do seu peso.

O aumento de volume abdominal da fêmea gestante só se torna externamente visível após a segunda metade da gestação.

Gatas prenhes podem mostrar-se mais dóceis e menos activas.

No decurso da gestação, o útero aumentado pressiona o estômago, levando a fêmea a comer menos de cada vez, mas com maior frequência. Tenha sempre alimento de alta qualidade à sua disposição.

Gatas prenhes começam a exibir comportamento de ninho cerca de uma semana antes do parto, procurando uma área isolada escura e seca onde possa estar relativamente tranquila. Esse local deve possuir elementos de protecção e material de cama macia.

A maior parte das gatas recusa-se a alimentar-se 24 a 48 horas antes do parto.

DIAGNÓSTICO

A palpação abdominal é considerada o método de diagnóstico gestacional mais simples e rápido. O período recomendado para realização é entre os 21º-25º dias de gestação. Em gestações mais avançadas (de 58 dias até termo) as cabeças e corpos fetais podem ser distinguidos à palpação e o movimento fetal detectado. A palpação deve ser suave e feita sem brusquidão para não causar danos à gestação. A taxa de sucesso do diagnóstico gestacional por meio da palpação está depende de alguns factores tais como a condição corporal do animal, tamanho do animal, temperamento do animal e tamanho da ninhada.

O exame radiológico é o método de escolha para contagem precisa do número de fetos. Na gata, a calcificação do esqueleto do feto torna-se visível na radiografia entre o 36º ao 45º dia de gestação. Mas devido aos riscos da exposição à radiação ao desenvolvimento fetal, o exame radiográfico do abdómen de gatas gestantes não deve ser realizado antes do 40° dia de gestação.

A ecografia possibilita detectar a viabilidade fetal, a qual não é detectada através da palpação e radiografia. A morfologia fetal pode ser detectável após o 26° dia de gestação. É um exame seguro para os fetos. A ecografia não permite uma estimativa certa do número de fetos.

A auscultação dos ruídos cardíacos fetais pode ser efectuada nos 15 últimos dias de gestação e são caracterizados por uma frequência elevada: 180 a 240 batimentos por minuto.

CONSELHOS

Deverá evitar reproduções indesejadas esterilizando os seus animais.

Durante a gestação deverá alimentar a gata com alimento completo e apropriado para essa fase. A fêmea gestante deverá ser desparasitada consoante as recomendações do seu médico veterinário.

Não administre medicação à sua gata prenhe sem indicação do seu médico veterinário.

Normalmente as gatas não apresentam dificuldades em parir. Caso note alguma dificuldade ou um trabalho de parto muito prolongado deverá contactar de imediato o seu médico veterinário.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

GATINHO DOENTE PROCURA DONO

Este gatinho foi encontrado dia 03/07/2011 ao final do dia na Guarda. Deve ter cerca de 1,5-2 meses, está habituado a pessoas pois vem logo quando o chamam. Estava no meio de um descampado, cheio de fome e sede e não conseguia abrir os olhos por causa da infecção que tem. Está também com uma infecção respiratória e otite nos 2 ouvidos mas já está a ser tratado e alimentado. Procura um dono que o trate bem!
Contactar: 962793177

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hipocalcémia

A hipocalcémia ocorre devido a uma diminuição dos níveis de cálcio no sangue e alteração do equilíbrio entre o cálcio, fósforo e magnésio no organismo. Estes desequilíbrios podem ocorrer antes ou depois do parto mas geralmente acontecem 1 a 3 semanas após o parto em cadelas ou gatas. É mais comum em cadelas de raças pequenas como os caniches, pinscher ou yorkshire terrier mas pode suceder em animais de raças maiores.
Os factores que predispõem a esta doença são o aumento da necessidade de cálcio para a produção de leite, dieta com baixo teor de cálcio, falta de absorção intestinal de cálcio e patologias das glândulas paratiróides que alteram o metabolismo do cálcio.
Inicialmente os sinais podem ser apenas excitabilidade do animal e também aumento da frequência respiratória (arfar) e quando a hipocalcémia se acentua podem ter:
- Incoordenação de movimentos ou incapacidade em manter-se de pé
- Diminuição do apetite
- Tremores musculares e convulsões
- Febre
- Coma

Quando ocorre antes do parto o animal pode não conseguir ter contracções suficientes para expulsar os bebés e ser necessária cesariana.

Uma vez que o cálcio é essencial para o funcionamento do sistema nervoso e do coração esta doença pode ser fatal. Bastam 8 a 12 horas para que um animal com sintomas ligeiros da doença progrida para convulsões e se não for tratado a doença progride para a morte.
O diagnóstico é baseado na história de ter havido um parto recentemente, nos sintomas e ainda em análises para avaliar os níveis de cálcio.
Uma vez repostos os níveis de cálcio o animal apresenta melhoras bastante rápidas mas é necessário perceber qual foi a causa inicial para que possa ser corrigida e os níveis de cálcio não voltem a baixar.
No caso da cadela estar a amamentar os cachorros devem ser impedidos de mamar para promover a secagem do leite da mãe. Aos filhotes deve ser dado leite de substituição apropriado até que comecem a comer a ração de desmame. Para evitar que a cadela sofra hipocalcémia deve ser alimentada com ração própria para cachorros de alta qualidade desde o início da gravidez e até que os cachorros sejam desmamados.

Se a sua cadela/ gata estiver grávida deve aconselhar-se com o seu médico veterinário sobre os cuidados que deve ter para prevenir estas ou outras doenças que podem surgir durante a gravidez.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cães distinguem quem gosta deles pelo olhar - Veterinaria Actual - Notícias


Cães distinguem quem gosta deles pelo olhar - Veterinaria Actual - Notícias
Um estudo conduzido pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, sugeriu a hipótese dos cães conseguirem, através da observação, saber se um humano gosta deles ou não, e quais são as suas intenções.

Monique Udell, que orientou a investigação, observou o que acontecia quando pessoas desconhecidas dos cães se aproximavam deles com alimentos na mão. Os participantes do estudo eram previamente entrevistados para averiguar se gostavam ou não de cães, bem como para analisar as suas capacidades de lidar com estes animais.

Os resultados demonstraram que, sempre que alguém que gostava de cães entrava no espaço, os animais aproximavam-se e interagiam com essa pessoa, pedindo o alimento. Mas quando confrontados com alguém que não gostava de cães, mostravam-se indiferentes ao alimento que transportavam. Os resultados sugerem que os canídeos são capazes de ler com precisão a linguagem corporal dos humanos e perceber quase de imediato as suas intenções.

sábado, 28 de maio de 2011

2ª CAOMINHADA QOASMI - 4 DE JUNHO


As inscrições são até ao dia 01 de Junho, quem se inscrever após essa data terá que pagar mais 5€ de coima!!
INSCRIÇÕES EM
http://qoasmi.yolasite.com/
A Cãominhada terá como destino a Barragem.
No local o Clube de Montanhismo da Guarda e a Lusitanian Escapes têm ao dispor dos participantes várias actividades. Poderão praticar:
- Canoagem

- Tiro ao alvo
- Arco e flecha
- Tiro com besta

- moto4
Venha passar um dia extraordinário na companhia do seu amiguinho de 4 patas!
Se não tiver companhia de 4 patas não se acanhe, poderá sempre levar um dos que estão para adoptar (eles também precisam de se divertir). Se quiser venha somente caminhar e desfrutar de uma paisagem arrebatadora!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sarna sarcóptica

A sarna é uma doença da pele causada por ácaros que são parasitas microscópicos da família das aranhas. Existem vários tipos de sarnas, dependendo do tipo de ácaro que as causa e cada uma pode ter localização, sintomas e formas de transmissão diferentes. O ácaro que causa a sarna sarcóptica chama-se Sarcoptes scabiei, afecta principalmente o cão mas também outros animais domésticos (gatos, cavalos, ovelhas, cabras, vacas, etc) e os humanos, sendo bastante contagioso.

Nos gatos esta sarna é causada por um ácaro do mesmo género chamado Notoedres cati que causa sintomas muito semelhantes aos do cão. A doença pode afectar animais de qualquer idade e em qualquer época do ano.

A transmissão pode acontecer por contacto directo com animais infectados ou contacto com objectos contaminados (camas, mantas, pentes) uma vez que o ácaro pode sobreviver por alguns dias no meio ambiente.

Uma vez no animal o ácaro mantém-se durante 3 a 4 semanas na pele onde a fêmea escava galerias para pôr ovos e onde se desenvolvem os novos ácaros. Quando escavam galerias os ácaros provocam muito prurido (comichão) e os seus ovos também causam reacções alérgicas que agravam ainda mais a comichão.

Os animais com comichão coçam-se com as patas, esfregam-se contra paredes, objectos e chão e morde
m-se, arrancando pêlos e provocando feridas.
Nos seres humanos a infecção é auto-limitante
, ou seja, desaparece uma vez que os animais da casa sejam tratados e o ambiente (trelas, camas, etc) desinfectado pois os parasitas não conseguem reproduzir-se na pele humana.
Nos animais as zonas mais afectadas inicialmente são geralmente as orelhas, olhos, axilas, virilhas e barriga pois têm menos pêlo mas à medida que a doença evolui pode afectar todo o corpo.

As lesões de pele mais comuns são:
- Pápulas (borbulhas)
- Perda de pêlo
- Eritema (inflamação da pele)
- Crostas e feridas (causadas pelo animal quando se coça)
- Piodermatite (infecção da pele causada pelo animal quando se coça)

O diagnóstico baseia-se nos sintomas e história clínica e em raspagens de pele (raspagem da superfície da pele e observação ao microscópio). No caso da sarna sarcóptica só se consegue identificar o ácaro em cerca de 50% das raspagens uma vez que ao coçar o animal destrói os túneis onde os ácaros se alojam e mata parte deles.

O tratamento varia muito de acordo com os sintomas apresentados e o estado geral do animal e por vezes, além do tratamento para matar os ácaros (pipetas, injecções e/ou banhos) pode ser necessária também medicação para controlar o prurido e as infecções secundárias. Se existem vários animais na mesma casa muitas vezes é indispensável tratá-los a todos pois é muito provável que estejam todos afectados.

Durante o tratamento e mesmo até um mês depois o animal ainda pode ser uma fonte de contaminação por isso zonas de descanso (cobertores, camas, sofás, etc), trelas e coleiras devem ser lavadas e desinfectadas para evitar novas contaminações e deve ser mantido afastado de outros animais da casa.
Se suspeitar que o seu animal possa ter esta doença deve contactar o seu médico veterinário.