quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O que deve saber antes de adoptar um cão



Antes de escolher o seu amigo canino, deve saber e considerar os seguintes tópicos:

 1. Os cães requerem muito tempo e energia, daí que se vive sozinho e trabalha 20 horas por dia, talvez o cão não seja a melhor escolha para si; 

 2. Se não está muitas vezes em casa e quer realmente ter um cão, deve ponderar um serviço de Dog Walker para o seu animal; Para além disso, deve optar por uma raça que não seja muito carente enquanto não está em casa; 

 3. Qualquer cão deve ser capaz de se adaptar ao seu estilo de vida, mas também ao ambiente que rodeia; Se vive numa habitação pequena, então um cão de raça grande não é a melhor opção. Não vai querer ter um cão com problemas de sáude, frustrado, ou que destrua objectos em casa. Cães grandes gostam de espaços grandes com muitos zonas ao ar livre; 

 4. Tenha em consideração quais as raças mais adequadas para o clima da sua região, especialmente se tem quintal e prefere mantê-lo ao ar livre; 

5. Os cachorros requerem mais atenção, uma vez que necessitam de treino. Se não quer objectos roídos/destruídos e não tem dinheiro para treinar o seu animal, considere adoptar um cão adulto, já domesticado; 

 6. Garanta que tem muitos brinquedos disponíveis para o seu cachorro e mantenha todos os objectos caros/valiosos (por exemplo, sapatos e roupas), fora do seu alcance; o mesmo se aplica para medicamentos e detergentes; Os cachorros gostam de explorar e experimentar tudo, por isso tenha a certeza que não deixa nenhum perigo à sua volta; 

 7. Vacine e esterilize o seu cão o mais cedo possível; levar o seu animal a consultas de rotina é muito importante, ele vai-lhe agradecer e viverá muito melhor; 

 8. Adquira uma coleira e uma trela/peitoral adequada para o seu cão. Se forem muito grandes ou pequenas podem inadevertidamente magoá-lo durante os seus passeios habituais, magoar outros animais ou mesmo fugir; 

 9. Pondere fazer um bom seguro de sáude para o seu animal; 

 10. Independentemente da raça de cães que escolher, divirta-se! Dizem que não há melhor amigo do Homem do que um cão, nós também concordamos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vem ai o Dia das bruxas ou Halloween!


Existe ainda quem tenha preconceitos contra gatos e os associe negativamente com azar e com bruxas.

Vamos provar a toda a gente o quão especiais são os GATOS?

Mande-nos uma frase sobre os gatos, uma história engraçada do seu, uma foto ou um vídeo dos gatos no seu melhor, para o nosso e-mail: bichoscaprichosvet@gmail.com e nós partilhamos no facebook durante a próxima semana.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Porque devo ir com o meu animal ao veterinário para um check-up?

É muito provável que você visite o médico ou o dentista pelo menos uma vez por ano. Costuma fazer o mesmo com o seu animal? Não se esqueça que os cães e gatos envelhecem mais rapidamente que nós e por isso levá-los a fazer um check-up anual é o mesmo que se fossemos ao médico apenas uma vez de 5 em 5 ou de 7 em 7 anos.

Então porquê ir com o meu animal a uma consulta veterinária se ele não está doente? Porque a prevenção é o melhor remédio! Quanto mais completo for o check-up feito ao animal (análises gerais e outros exames em casos de animais mais idosos) maior será a probabilidade de detectar precocemente doenças num estado inicial. Além disso geralmente são também feitas vacinas e/ou desparasitações de rotina que ajudam a evitar um grande número de doenças graves. 

Sendo que este mês se comemorou o dia do animal, uma boa maneira de mostrar o carinho pelo seu é comprometer-se a realizar uma consulta anual para avaliar a saúde do seu amigo de 4 patas. Esta consulta anual é recomendada para os animais mais jovens, à medida que envelhecem o número de vezes que necessitam de ser vistos pelo médico veterinário deve ser determinado individualmente de acordo com a espécie, raça, idade e condições em que vive. Fale com o seu veterinário para saber o que é melhor para si e para o seu animal.

Original em: PetsMatter September / October 2010, published by the American Animal Hospital Association.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A raiva e as lendas



Devido à vacinação anti-rábica dos cães, obrigatória no nosso país e em muitos outros, a Raiva é, hoje em dia, uma doença pouco comum.


Contudo nem sempre foi assim, a raiva foi em tempos uma doença frequente. Desde a Antiguidade, a raiva era temida pelo quadro clínico e sua evolução. Acreditavam que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por entidades malignas. Assim várias lendas e personagens, que surgiram em tempos remotos e que perduram até aos dias de hoje, poderão ter como origem a raiva. 


Lobisomem

Na Idade Média era comum as pessoas serem mordidas por lobos que lhes transmitiam raiva. Com a evolução da doença as pessoas mostravam sinais de agressividade e intolerância à luz o que fez com que se criasse a lenda de que essas pessoas se tornavam metade homem, metade lobo e só saiam durante a noite.


Vampiros

Os morcegos são também susceptíveis de contrair e transmitir raiva. A lenda dos vampiros é muito antiga tendo evoluído ao longo do tempo mas mostra ligações com os sintomas da raiva nomeadamente:

- Fotossensibilidade: é um dos sintomas que se observam em casos de raiva, o qual justifica que quando os padres eram chamados para tentar curar os doentes reagissem ao reflexo da luz nos crucifixos, tal como os vampiros. Segundo a lenda, os vampiros também só saem durante a noite pois não toleram a luz.

- Agressividade: em certa fase da doença as pessoas tentam morder e podem espumar sangue pela boca. A mordedura é a forma de transmissão da doença por isso ficou associado ao mito dos vampiros que ao morder outras pessoas as transformavam em vampiros.

- Reação de euforia quando vê água: as pessoas com raiva sofrem de paralisia e não conseguem beber água mas reagem quando a vêem, confundida por vezes com aversão à água (hidrofobia). Assim criou-se a ideia dos vampiros reagirem mal à presença de água benta.

Zumbi / Mortos-vivos

O vírus da raiva parece ter algumas semelhanças com os vírus retratados nos filmes de zumbi, onde uma epidemia viral incontrolável devasta a humanidade, transformando as pessoas em monstros sem consciência e com tendências canibais. A raiva afecta o sistema nervoso central e pode fazer com que os doentes tenham comportamentos violentos.

 Para manter afastados os lobisomens, vampiros e zumbis vacine o seu animal. Mais fácil que água benta …

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Primeiro caso de raiva em Espanha desde 1975

No dia 1 de Junho de 2013 um cão causou tumultos em Toledo, Espanha tendo mordido 5 pessoas, inclusive um bebé de 2 anos que passou vários dias internado no hospital devido a ferimentos na face. O cão foi depois capturado pela polícia e abatido.

Este foi o 1º caso de raiva em Espanha desde 1975 e fez com que as autoridades declarassem alerta de nível 1 na zona durante 6 meses e obrigassem à vacinação de todos os cães, gatos e furões num raio de 20 km. 

O animal tinha vindo de Marrocos no dia 12 de Abril depois de ter lá passado 4 meses com os donos.

A legislação da União Europeia obriga a que os animais que saiam da Europa sejam vacinados contra a raiva e submetidos a uma análise sanguínea sorológica 30 dias após a vacinação para garantir a presença de anticorpos contra a raiva no sangue. Esta análise deve ser feita 3 meses antes de o animal viajar para o estrangeiro. Apesar de estes procedimentos não terem sido cumpridos neste caso o cão voltou a entrar em Espanha. O seu dono foi multado por negligência devido ao facto do cão ter atacado várias pessoas.

Segundo o Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente, o casal tentou em várias ocasiões entrar no país sem os documentos necessários.

No dia 5 de Abril os proprietários tentaram entrar de ferry através de Algeciras com 3 cães mas foi-lhes recusada a entrada uma vez que os passaportes não preenchiam todos os requisitos necessários. Passada uma semna conseguiram entrar em Algeciras através de um barco vindo de Ceuta. Desta vez o relatório do ministério refere que “a secção 5 não foi verificada”, ou seja, a parte da documentação que certifica que o teste serológico foi realizado.

O Ministério da Saúde disse que as hipóteses de um surto de raiva são mínimas e que é quase impossível um ser humano contactar com o vírus da raiva hoje em dia. Apesar disso o plano de contingência foi posto em prática num raio de 20 km em volta de Toledo e nas áreas da Catalunha em que se sabe que o animal passou desde que o Centro Nacional de Microbiologia confirmou a existência da estirpe norte africana no dia 5 de Junho.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Raiva

A raiva é uma doença mortal causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central de animais selvagens, do cão, do gato e do Homem. Apesar de a doença não ser comum, permanece prevalente em populações de animais selvagens, principalmente, morcegos e raposas, que podem contactar com os animais de estimação. Estando estes, em risco de contrair a doença e potencialmente, transmiti-la ao Homem.

O vírus tem um período de incubação que varia de dias a meses e é geralmente transmitido pelo contacto com a saliva de um animal infectado. Este migra do local da lesão (mordedura, arranhão) até ao cérebro e por último, para as suas glândulas salivares. Assim que o vírus se encontra nas glândulas salivares, o indivíduo pode transmitir a doença a outros animais ou Humanos através da sua saliva. 

Os sinais clínicos podem ser vagos e difíceis de identificar. Estes podem progredir através de diversas fases, mas nem todos os doentes evidenciam todos os sinais:

e9dfcecb6537a3ae5ad48ad0444857df_L1.Sinais precoces: apreensão, agitação, vómito,hipersensibilidade ao toque e salivação excessiva;
2.Sinais tardios: nervosismo, agressividade para outros animais, pessoas ou objectos inanimados e alterações da vocalização;
3.Por último: fraqueza muscular, paralisia, coma e morte.
Também podem manifestar convulsões. Uma vez que os sinais aparecem a morte ocorre geralmente em 10 dias.

O diagnóstico baseia-se nos sinais clínicos e no exame laboratorial post-mortem do tecido cerebral do animal infectado.

Não há tratamento efectivo para a doença e como é uma zoonose (transmite-se dos animais para as pessoas) com implicações graves para a saúde do Homem, a vacinação de todos os cães é exigida por lei em Portugal, sendo que todos os gatos podem também ser vacinados. Este é o meio mais eficaz para prevenir a doença nos animais e desta forma, salvaguardar a saúde humana. O cão pode iniciar a vacinação antirrábica aos 3 meses de idade, juntamente com a colocação da identificação electrónica (microchip), também obrigatória, que permitirá registá-lo numa base de dados nacional. Passando a revacinação a ser anual. No caso dos gatos a vacinação não é obrigatória mas podem também ser vacinados a partir dos 3 meses.

Outras medidas preventivas incluem:

1.    Manter o animal de estimação longe da população selvagem e dos animais errantes;
2.    Assegurar que todos os animais que contactem com o animal estão vacinados.

Por lei, qualquer animal que morde o Homem e tem um estado vacinal desconhecido ou desactualizado, pode ser sujeito a um período de quarentena ou mesmo eutanásia. Por isso, proteja-se a si e ao seu animal: mais vale vacinar!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fístulas e abcessos das glândulas perianais



As glândulas perianais são glândulas sebáceas que existem em diversos mamíferos, incluindo os cães e os gatos. Localizam-se junto à saída do ânus e o seu conteúdo tem a função de marcação de território pois contem feromonas (substâncias químicas com um cheiro único que identificam o animal). Estas glândulas normalmente são esvaziadas quando os animais defecam e o conteúdo tem habitualmente cor amarela acastanhada e um odor forte e desagradável, semelhante a peixe podre. 


A maioria dos animais esvazia naturalmente as glândulas mas se não o fizerem há acumulação de líquido, a zona fica inchada, inflamada e por fim acabam por se desenvolver abcessos que podem rebentar originando fístulas que drenam pús.
A falha no esvaziamento das glândulas anais é mais comum em cães de raças pequenas e está associada a vários fatores como à má localização das glândulas, enfraquecimento dos músculos que exercem pressão sobre as glândulas (em animais obesos ou idosos), a alimentação (pode originar fezes moles que não fazem pressão sobre as glândulas), obstrução dos canais de esvaziamento ou esvaziamento manual excessivo que pode lesar a glândula.


Os animais que não fazem o esvaziamento normal das glândulas perianais apresentam sinais como arrastar a parte traseira no chão, lamber ou tentar morder a zona, andar em círculos e por vezes os donos podem notar um cheiro intenso e desagradável. Em muitos casos a zona fica inchada e vermelha.

Há animais que arrastam o rabo no chão apesar de não terem nenhum problema das glândulas e muitas vezes é devido à presença de parasitas intestinais (ténias) tendo de ser devidamente desparasitados.

Quando há acumulação de líquido nas glândulas perianais e o animal não consegue fazer o esvaziamento sozinho devido a uma má localização devem-se esvaziar manualmente. O esvaziamento é fácil e rápido, sendo apenas necessário exercer alguma pressão sobre cada um dos sacos das glândulas. Se a acumulação de líquido for muito prolongada a consistência altera-se, torna-se mais espesso e pode haver infeção associada formando um abcesso na zona. 

Quando estas situações acontecem deve consultar o médico veterinário que poderá explicar a melhor forma de fazer o esvaziamento caso seja necessário, verificar a periodicidade com que é necessário esvaziar as glândulas e prescrever medicação no caso de já haver infeção. Se o esvaziamento normal das glândulas não for feito devido a alteração da consistência das fezes o médico veterinário poderá também investigar as causas associadas e trata-las adequadamente, pois nesse caso poderá não ser necessário o esvaziamento das glândulas.
Em casos mais graves de fístulas ou tumores das glândulas poderá ser necessário fazer cirurgia para remover as glândulas perianais.