terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os 5 cães mais perigosos do mundo

Apesar de ser uma lista controversa achamos que vale a pena ser divulgada para que todos possam saber quais são afinal os cães mais perigosos do mundo:

5. Cão com falta de exercício
Trata-se de um cão que faz muito pouco exercício tendo em conta o que come, ou seja, é alimentado como um atleta de levantamento de pesos e depois apenas lhe é permitido gastar 20% das calorias que ingere. Estes cães acumulam energia que se manifesta em súbitos ataques de hiperactividade sempre que tem oportunidade de sair de casa. Para que estes cães sejam menos nervosos, mais seguros e felizes deve-lhes ser dada menor quantidade de alimento e principalmente mais hipóteses de fazer exercício.

4. Cão que nunca teve amigos
Também conhecido como cão que nunca foi socializado.
São cães que tinham mau feitio quando eram cachorros e por isso os seus donos optaram por não lhe permitir contactar com outros cães. Geralmente estes cães estão sempre presos e ficam obcecados em perseguir outros animais. Quando se soltam acabam por perseguir tudo o que se move e podem causar problemas.
Estes cães não tem qualquer tipo de capacidade social pois não lhes foi permitido aprendê-las com outros cães quando eram mais jovens, logo cada encontro com outros cães vai torna-se num verdadeiro pesadelo.

3. Cão que ladra a tudo o que mexe
É um cão que, de cada vez que ladra, em troca recebe os gritos dos donos a ralhar com ele. Este tipo de cão assume que quando os donos lhe gritam estão a recompensar o seu excelente trabalho e que o dono está tão chateado e nervoso por haver outros animais ou pessoas a passar à porta de casa como ele. Por ter a atenção do dono, sempre que exibe o comportamento de ladrar, ele sente-se feliz e, tal como o cão que não tem amigos, passa os dias a sonhar com o dia em estará frente a frente com os objectos da sua ira.

2. Orgulho dos donos
Este cão fica tão sentido por alguém invadir os seus domínios sem ser anunciado que facilmente é capaz de mutilar quem se atreva a entrar na sua casa sem todos os papéis de autorização.
Geralmente atacam os carteiros, as pessoas encarregadas de ler o contador ou quem vá fazer algum tipo de entrega. Felizmente para eles os donos recusam-se a acreditar que possam ser agressivos e deixam-nos à solta para que possam aplicar justiça a alguém mais imprudente que se atreva a aproximar de casa.

1. Cão mimado
Estes cães pensam: “ Isto é meu e aquilo também, eu tenho direito aquilo, fui eu quem vi primeiro, eu sou o dono de tudo isto por direito…”
Simplificando ele pensa que pode ter tudo o que quer e ai de quem tenteLink dizer o contrário! Os seus donos são tímidos e nunca se atreveram a dizer-lhe que no mundo dos humanos não basta mostrar os dentes ou dar uma rosnadela para se ter direito a tudo o que se queira. Eles deixam o cão fazer tudo o que lhe apetece e colocar tudo o que considera seu num local onde mais ninguém pode aceder.
Infelizmente, o cão mimado um dia irá conhecer alguém que não sabe que tudo lhe pertence e esta pessoa irá perceber isso da pior maneira. Se por acaso uma criança desatenta tentar agarrar um dos brinquedos deste cão a ida ao hospital para levar uns pontos irá certamente servir de ensinamento para que nunca mais toque em nada que lhe pertença.

(adaptado de: http://www.totaldog.co.uk/dog-articles/talking-points/most-dangerous-dogs/)

sábado, 21 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Intoxicação por pesticidas insecticidas

Os organofosforados e os carbamatos são pesticidas insecticidas que se encontram frequentemente em produtos de uso doméstico e agrícola na forma de pós, sprays, coleiras, champôs e soluções usadas para matar pulgas e carraças em animais e outros insectos indesejados, com os mais variados nomes comerciais.

Tanto os organofosforados como os carbamatos são altamente tóxicos para os animais (principalmente gatos) e para o Homem mas pelo seu baixo preço e facilidade de compra são ainda muito utilizados tanto na agricultura como nos animais. Estes compostos causam intoxicação tanto por absorção cutânea como por ingestão ou por via respiratória, sendo depois distribuídos pela corrente sanguínea a todos os órgãos.
O efeito tóxico é devido ao bloqueio da inibição dos estímulos nervosos e estes ficam descontrolados causando:
- Hipersalivação
- Lacrimejar, corrimento nasal
- Cólicas e diarreia
- Anorexia, náuseas e vómito
- Diminuição da frequência cardíaca
- Dificuldade respiratória devido a acumulação de secreções
- Hiperactividade, ansiedade ou depressão
- Convulsões

Estes insecticidas tem efeitos muito prolongados pelo que havendo exposições repetidas aos produtos a intoxicação é cumulativa, ou seja, os efeitos serão cada vez mais graves. Em casos de exposição a grandes quantidades destes produtos pode haver morte imediata do animal devido a paragem respiratória.

O diagnóstico da intoxicação por carbamatos ou organofosforados é feito com base na história de exposição a um ou mais produtos contendo estes insecticidas, sinais clínicos e análises sanguíneas. Em caso de morte o diagnóstico pode ser feito através de análises a alguns órgãos onde estes químicos se acumulam, sendo mais difícil detectar a presença de carbamatos pois degradam-se mais rapidamente.

Em caso de exposição através da pele o animal deve ser lavado com água abundante e sabão para impedir a absorção do produto, em caso de ingestão não se deve provocar o vómito mas dar medicação que diminua a absorção intestinal.

O tratamento passa pela administração de soro, de antídotos que ajudam a reverter alguns sinais clínicos e medicação para controlar as convulsões. O prognóstico é reservado em todos os casos de intoxicação por estes produtos.
Para prevenir este tipo de intoxicação deve-se evitar o uso de produtos contendo este tipo de pesticidas nos animais e em todos os locais com que os animais possam contactar. Estes pesticidas também devem ser manuseados com muito cuidado pelos humanos evitando qualquer contacto com a pele ou mucosas.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ossos – NÃO SÃO BOA IDEIA

Existe uma crença popular de que é natural os cães roerem ossos. Mas dar ossos aos cães é prejudicial para a sua saúde. Para além do mal que podem fazer, os ossos não servem de alimento, pois os ossos não são digeridos, não tendo qualquer valor nutritivo.


As 10 principais razões para não dar ossos ao seu cão:

  1. Dentes partidos: ficam mais sensíveis a abcessos e implicam a realização de cirurgias para retirar ou tratar o dente.
  2. Lesões da boca ou da língua que sangram bastante e causam dores e infecções que impedem o animal de comer.
  3. Ossos presos nos dentes ou na garganta causam dores e pânico ao animal obrigam muitas vezes à sedação do cão pelo veterinário para poder retirar o osso.
  4. Ossos presos no esófago (tubo que leva a comida da boca até ao estômago) fazem com que o cão se engasgue, salive em excesso e não permitem que ele coma ou beba. O osso tem de ser retirado o mais rapidamente possível para evitar que haja perfuração do esófago e infecções associadas, recorrendo a endoscopia ou cirurgia.
  5. Entrada de ossos na traqueia (aparelho respiratório) podem acontecer se um pequeno fragmento for aspirado e provocam dificuldade respiratória grave. Trata-se de uma urgência pois o animal corre risco de sufocar.
  6. Ossos encravados no estômago porque apesar de entrarem bem no estômago podem ser demasiado grandes para sair. Pode ser necessário retirá-lo através de uma endoscopia ou cirurgia ao estômago.
  7. Ossos no intestino delgado podem causar bloqueios intestinais associados a dores abdominais e vómitos. Podem causar morte do animal e só se resolvem com cirurgias dispendiosas.
  8. Obstipação devido a fragmentos de ossos, ou seja, dificuldade ou impossibilidade de defecar. Isto ocorre porque as pontas afiadas dos ossos fazem feridas no intestino e recto à medida que se vão movimentando e provocam dores ao cão. As fezes ficam demasiado duras e não moldadas e podem não conseguir sair. Estas situações necessitam de tratamento veterinário imediato para permitir que o cão volte a defecar.
  9. Sangue nas fezes ou sangramento pelo recto devido a lesões causadas pelos ossos são situações muito graves e que podem causar bastante transtorno em casa devido à sujidade.
  10. Peritonite que é uma infecção abdominal generalizada grave que causa a morte do animal. Pode ser originada pela perfuração do intestino ou estômago por um osso que faz com que o conteúdo saia para o abdómen.

Todas estas situações são motivo para uma consulta veterinária para identificar o problema e tratá-lo da melhor forma o mais rapidamente possível. A falta de tratamento adequado pode levar à morte do seu cão.

Qualquer tipo de osso, seja de que animal for e de que tamanho for, desde que possa ser roído e engolido pode causar sérios danos ao animal pelo que é desaconselhado. Por isso deve sempre manter os ossos que sobram das refeições fora do alcance do seu cão e dar-lhe apenas ossos de brincar, apropriados para serem roídos sem causar problemas de saúde.

Lembre-se sempre que ao dar um osso ao seu cão pode causar-lhe problemas sérios que vão levar a tratamentos e gastos que facilmente poderiam ser evitados.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Que este Natal seja para todos uma época de felicidade junto dos que mais gostamos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ATL para animais de companhia

A pensar nos cuidados prestados aos animais de companhia, o Hospital Veterinário do Porto criou um ATL (actividades de tempos livres) para os animais de estimação. O ATL é a resposta perfeita para o proprietário do animal de estimação moderno. Infelizmente, os proprietários dos animais muitas vezes não têm o tempo todo durante a semana de trabalho (principalmente) que possibilitem um estilo de vida saudável para seus companheiros, refere o Mário Santos, director clínico do Hospital Veterinário do Porto.
O Hospital Veterinário do Porto pretende resolver este dilema, fornecendo o serviço de ATL que é ideal para os animais durante todo o dia de trabalho dos donos e adequa-se a todos os tipos de cães e idades.


Leia mais em:
http://www.jn.pt/blogs/osbichos/archive/2011/12/09/hospital-veterin-225-rio-do-porto-criou-atl-para-animais-de-estima-231-227-o.aspx

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Demodecose - Demodex canino


A demodecose ou sarna demodécica é um tipo de “sarna” provocada por ácaros microscópicos do género Demodex sp. que vivem dentro do folículos dos pêlos. Pode afectar tanto os cães (Demodex canis) como os gatos (Demodex cati e Demodex gatoi) mas o demodex canino não é contagioso para Humanos nem para gatos e também não é transmissível entre cães adultos.

Este ácaro existe normalmente na pele de quase todos os cães uma vez que é transmitido pela mãe para a pele dos bebés enquanto mamam, logo nos primeiros dias de vida. A maioria dos cães não desenvolve a doença porque o seu sistema imunitário consegue controlar a multiplicação e proliferação deste parasita. Se houver alterações imunitárias o parasita pode reproduzir-se em grandes quantidades e causar alterações a nível da pele. Muitas vezes a tendência para desenvolver demodecose é genética, pelo que cães portadores da doença não devem ser usados para reprodução.

É mais comum em raças de pêlo curto como o Pin
scher ou o Bull Terrier mas pode aparecer em animais de pelo comprido.
A demodecose pode ser localizada caso as lesões afectem um único lo
cal do corpo ou generalizada se aparecerem em várias regiões do corpo. Nos locais afectados o pêlo cai, a pela fica inflamada, pode ter crostas e estar hiperpigmentada (escura). O animal pode ou não ter comichão mas se houver infecção secundária da pele podem aparecer feridas e em casos muito graves o animal pode ter febre.

O diagnóstico é feito através de uma raspagem profunda da pele e da observação ao microscópio do parasita ou através de biópsia de pele nos casos em que o parasita se encontra em zonas muito profundas do folículo piloso. No caso de ser diagnosticada num animal adulto devem ser feitos mais exames para procurar doenças que possam causar alterações imunitárias como doenças hormonais, doenças renais ou hepáticas ou tumores.

O tratamento da doença varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade do animal podendo ser feito com pipetas, banhos, xaropes e comprimidos isolados ou em conjunto. Em casos mais graves o animal pode ter de ser tratado durante meses e necessitar de repetir a raspagem de pele para avaliar a diminuição da quantidade de parasitas na pele.
Além do tratamento médico é necessário ter cuidados para prevenir alterações do sistema imunitário e ajudar o animal a recuperar:
- O animal deverá ser esterilizado/castrado quando a doença estiver controlada. As alterações hormonais como cios e gravidez causam muito stress que pode despoletar uma recaída e os animais portadores não devem ser reproduzidos.
- O cão deve ser alimentado com ração de elevada qualidade para evitar carências nutricionais.
- É necessário manter a desparasitação interna e externa em dia pois os parasitas intestinais causam baixas imunitárias e as pulgas e caraças podem despoletar alterações na pele que levem a recaídas.
- Ter as vacinas em dia para evitar doença virais que baixem a imunidade.

- Não tomar medicamentos que possam interferir com o sistema imunitário.

O prognóstico é melhor em cães jovens, com menos de 1,5 anos de idade, pois a maioria deles conseguem atingir uma cura completa. Em animais adultos pode ser apenas possível manter a doença controlada podendo haver algumas recaídas.