terça-feira, 27 de setembro de 2016

Venda de garagem

O QUE É UMA VENDA DE GARAGEM?
O conceito de venda de garagem nasceu nos Estados Unidos da América e rapidamente se estendeu a outros países. 
Basicamente, uma venda de garagem consiste em colocar à venda objectos que temos em casa e os quais já não usamos a preços simbólicos. 
A venda é normalmente feita numa garagem ou no quintal. Trata-se de um conceito que tem três mais-valias imediatas: - para quem vende, ganhar algum dinheiro e esvaziar a casa de objectos que já não se usam e - para quem compra, adquirir um objecto que pretenda e lhe dê jeito por um preço aliciante.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Porquê que os gatos adoram caixas de cartão?



Acabou de gastar muito dinheiro no arranhador que deu ao seu gato, mal chega a casa abre a caixa e passa 2h a montá-lo. Mal acaba, o seu gato olha para ele com ar indiferente, salta para dentro da caixa de cartão onde vinha o arranhador e começa a brincar.
Não se assuste, há uma explicação para os gatos adorarem caixas de cartão. As razões podem fazê-lo chegar à conclusão que o seu gato prefere simples caixa de cartão em vez de um brinquedo caro.

Reduz os stress nos gatis 
Um estudo conduzido pela etologista holandesa Claudia Vinke demonstra alguns factos interessantes. Para ver se as caixas reduziam os níveis de stress em abrigos para animais ela dividiu 19 gatos que tinham acabado de dar entrada no gatil em 2 grupos: um com caixas de cartão e outro sem caixas de cartão. Ela descobriu que após 3 dias o grupo com caixas reduziu os níveis de stress, enquanto que o grupo sem caixas demorou 2 semanas a acalmar a ansiedade associada à vida no gatil. Resumindo, ficou provado que as caixas ajudam os gatos a aliviar o stress quando dão entrada no gatil onde há uma grande quantidade de cheiros e novos sons a que tem de se habituar.


Feliz em casa
Ainda não foi determinado se esta baixa nos níveis de stress também se verifica em gatos que vivem em casa. No entanto, visto que os gatos são animais solitários e evitam conflitos o máximo que podem, ter uma caixa em casa pode representar um microcosmos de paz e sossego para eles. A veterinária especialista em comportamento Leslie Cooper diz “ Num ambiente hospitalar, tudo o que permita a um gato esconder-se de imediato, quer seja uma caixa ou uma toalha a cobrir a grade da jaula de internamento provoca uma redução no stress, mesmo que seja mínima”. Tal como os ajuda a reduzir a ansiedade em gatis e hospitais é muito provável que também o faça em casa.

Esconderijo
E o facto de os gatos gostarem não só de sentar dentro das caixas como de brincar com elas? Nunca aconteceu ir a passar por uma caixa aparentemente vazia e ser atacado por uma pata que salta lá de dentro? A Drª Cooper diz “Pode haver muitas causas para um determinado comportamento. Do ponto de vista adaptativo, um pequeno predador pode achar útil esconder-se e no nosso mundo moderno as caixas estão lá para que os gatos se escondam.”  

Manter-se quente
Talvez o seu gato goste de relaxar em caixas porque servem de isolamento para o manter quente. Esta pode ser outra razão que desmistifica a necessidade do gato se meter dentro de alguma coisa, apesar de ainda não ter havido nenhum estudo científico sobre o assunto.
Da próxima vez que estiver a pensar gastar as suas poupanças num “castelo” para os seus gatos, pense melhor. Aquelas caixas vazias que tem acumuladas na garagem podem poupar-lhe uns trocos e dar ao seu amigo peludo as horas de brincadeira, calor e segurança que ele precisa.
Aqui fica um vídeo sobre gatos e caixas!


Adaptado de: Bekka Burton em http://www.aaha.org

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Como evitar que o seu cão fuja de casa



Donos de outros cães têm mais probabilidade de encontrar cães perdidos. Ou porque se cruzam com eles na rua e acabam a brincar juntos, ou então porque cães perdidos muitas vezes ficam ao portão de uma casa onde haja outro cão.

Quando têm microchip ou uma chapa de identificação na coleira, facilmente são devolvidos ao dono, que por vezes nem sabe bem como eles se escaparam. A fuga do cão pode correr mal pois existe sempre o risco de serem atropelados, atacados por outros animais, correrem atrás de uma criança ou de se perderem em locais muito afastados de casa.


Mas o que faz os cães fugirem de casa? Como podem os donos prevenir isto?
A Drª Ellen Lindell, especialista em comportamento, diz que como nenhum cão obedece 100% das vezes, há algumas medidas que se podem tomar para evitar que fujam. Seja porque o cão se distraiu a correr atrás de outro animal que passa a correr ou porque foi atraído por um cheiro irresistível a uma longa distância, aqui ficam algumas sugestões:

Esterilize ou castre: a motivação dos cães para acasalar é muito grande, por isso os cães machos que não são castrados são muito difíceis de manter em casa se houver uma fêmea em cio nas redondezas. Fêmeas não esterilizadas também podem escapar-se para ir procurar companheiros, por isso esterilizar ou castrar o seu cão ou cadela é a chave para evitar que eles fujam para acasalar.

Invista numa boa vedação tradicional: vedações tradicionais são muitas vezes preferidas em vez das eletrónicas por serem apropriadas para a maioria dos cães e permitir-lhes ver as fronteiras do seu espaço. A cerca deverá ser suficientemente alta para que o cão não salte. Também é aconselhável dar uma volta ao longo da vedação com o cão todos os dias para verificar se neve amontoada, ramos de árvores caídos, buracos e falhas na vedação ou outras coisas que possam ajudar o cão a sair. Enquanto faz isto pode ir atirando uma bola ao seu cão para lhe proporcionar uma brincadeira estimulante que o faça ver o jardim como um local de diversão. Por fim, outra ajuda é ter portões que se fecham sozinhos, principalmente em casa com crianças.

Proporcione exercícios interativos: recomenda-se pelo menos meia hora de exercício aeróbico duas vezes por dia mas o exercício não se resume a corrida ou caminhadas, pode incluir brincadeiras interativas como jogos de treino. O mais importante é o tempo que passamos na rua com o nosso cão seja interessante. Por exemplo, em vez de nos sentarmos num banco de jardim a ler um livro, ou parar para falar ao telefone, pode atirar uma bola ao seu cão para ele ir buscar ou fazer outro tipo de brincadeiras. Também lhe pode dar brincadeiras enriquecedoras em casa para os manter ocupados como puzzles para cães, encher brinquedos de comida com paté e congelar para os entreter durante mais tempo, esconder guloseimas ou brinquedos pela casa, esconder bonecos de peluche no quintal ou construir uma caixa de areia onde o cão possa escavar.

Use métodos de treino positivo: certamente que não vai querer ralhar ou punir o seu cão quando ele volta para perto de si, pois isto só vai fazer com que o cão não queira vir para perto de si. Em vez de tentar chamar o cão quando ele anda a correr em círculos à sua volta, tente ensiná-lo a deitar-se rapidamente para obter uma recompensa (um biscoito ou um brinquedo) pois pode ser uma brincadeira engraçada que pode usar sempre que o seu cão começa a correr. Outro truque é treinar o seu cão a não passar por uma porta ou portão sem ser convidado. Use treino baseado em recompensas (dar uma guloseima por cada comportamento adequado) em vez de treino baseado em castigos (como as coleiras de choques) para evitar criar medo e agressividade no seu cão.

Avalie as necessidades do seu cão: algumas raças como os huskies têm fama de ser independentes e vaguear mas o temperamento e motivação de cada cão são diferentes. Para obter melhores resultados, trabalhe em conjunto com um treinador ou médico veterinário de comportamento para proporcionar ao seu cão a melhor forma de o manter feliz em casa. Podemos treinar todas as raças de cães, em alguns casos podemos é ter mais trabalho que noutros.

Fale com o seu médico veterinário ou treinador caso suspeite que o cão pode ter ansiedade por separação: uma coisa é o seu cão ficar triste quando você sai de casa, outra é mostrar sinais de stress extremo sempre que fica sozinho como deixar marcas de arranhar nas portas ou tentar saltar por uma janela. Nestes casos deve procurar ajuda de um profissional o mais rapidamente possível. 

Crie uma casa de onde os cães não queiram sair: ficar em casa é um hábito e eles devem aprender que ficar em casa é um bom hábito pois a casa é tão boa que não há razão para sair. 


Adaptado de: http://www.aaha.org/

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Bolas de pêlo em gatos – o que fazer?

As bolas de pêlo em gatos são muito desagradáveis e não é só para quem tem de as limpar. No animal podem mesmo causar bloqueios intestinais, um problema sério de saúde para o gato.

Qual é a causa das bolas de pêlo?
As bolas de pêlo são o resultado dos hábitos de higiene saudáveis e insistentes dos gatos. Ao lamber-se, o gato apanha os pêlos mortos com pequenas estruturas da língua que parecem ganchos e engole-os. A maioria destes pêlos segue o seu caminho no tracto intestinal sem problemas mas se ficam no estômago podem formar uma bola de pêlo. Em último caso, o seu gato irá vomitar para se livrar da bola de pêlo. As bolas de pêlo têm aspecto tubular devido à passagem pelo esófago.
São mais frequentes em raças de pelo longo como os Persas ou os Maine Coon. E também em gatos que tenham muita queda de pêlo ou se lavem compulsivamente. Geralmente os gatinhos não têm bolas de pelo, os donos notam que estas aparecem apenas mais tarde à medida que o gato cresce. Isto é normal porque os gatos aumentam o tempo que dedicam diariamente à sua limpeza à medida que crescem.

Que sintomas podem provocar?
Os sintomas causados pelas bolas de pêlo são engasgos, tentativas de vómitos e por fim acabam por vomitar a bola de pêlo acompanhada ou não por comida. Em caso de haver obstrução do intestino causada por bolas de pêlo há risco de vida para o animal e os sintomas podem ser: vómito persistente, diminuição da actividade, apetite diminuído, diarreia ou ausência de fezes. 


 Como prevenir as bolas de pêlo?
Não há nada que previna a 100% as bolas de pêlo nos gatos mas há formas de reduzir a probabilidade e frequência do aparecimento de bolas de pêlo no estômago do seu gato.
- Escovar o gato com frequência: quanto mais pelo morto remover do seu gato, menos pêlo irá ser engolido. Escovar o gato diariamente é uma forma eficaz de minimizar o problema e também é uma forma divertida de criar laços com o seu gato. Se não consegue que o seu gato se habitue a ser escovado pense em levá-lo a um profissional para ser escovado e tosquiado (no caso de gatos de pelo longo) de 6 em 6 meses.
- Dê alimentação especial para prevenção de bola de pêlo: existem já várias marcas de alimentos para animais que têm rações para prevenir a formação de bolas de pêlo. Geralmente são rações com alto teor de fibras que ajudam a manter o pêlo saudável, minimizam a queda de pêlo e aumentam a passagem do pêlo no trato gastrointestinal.
- Use uma pasta para bola de pêlo: existe no mercado uma grande variedade de pastas que são laxantes muito suaves que ajudam o pêlo a passar pelo sistema digestivo sem causar problemas.
- Evite que o seu gato se lave excessivamente: se suspeita que a causa das bolas de pêlo do seu gato é a limpeza compulsiva tente distraí-lo com outras actividades. Pode treiná-lo para brincar sozinho com um novo brinquedo ou brincar com ele.

Adaptado de: www.webmd.com

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como manter o seu gato seguro quando sai à rua

Quer tenha um gato adulto ou um gatinho brincalhão deve decidir se quer que ele fique apenas em casa ou se o vai deixar ir passear à rua. Para tomar uma decisão consciente, saiba que perigos corre o seu gato e que cuidados deve ter para minimizar os riscos quando vem à rua.

Perigos à espreita
- Lutas com outros animais: por vezes fatais e quando ligeiras os donos podem não se aperceber das feridas causadas pelas dentadas até que estas ganhem infecções ou abcessos. As lutas, muitas vezes, implicam uma visita ao médico veterinário para tratar as feridas.

- Doenças: gatos que saem à rua têm mais possibilidades de apanhar infecções por vírus como a coriza, panleucoénia, a leucemia felina e o FIV que podem não ter cura. 

- Carros e outros veículos motorizados: vários estudos estimam que por ano são atropelados 5,4 milhões de gatos no mundo.

- Parasitas: há um risco muito maior do gato apanhar pulgas, carraças ou parasitas intestinais como lombrigas ou ténias.

- Venenos: como por exemplo o anticongelante dos carros, lixívia, adubos, herbicidas e venenos para insectos e ratos.

Como prevenir acidentes
Antes de deixar o seu amigo de 4 patas ir à rua, planeie a sua segurança.
- Castre/esterilize o seu animal e diminuía a probabilidade de fugas e lutas.

- Faça uma vedação exterior para o seu gato: assim pode manter o seu gato seguro e proporcionar-lhe momentos divertidos. A vedação pode ser maior ou menor, pode estar no meio do jardim, numa varanda, pátio ou junto à casa. 

- Ponha uma coleira no gato: coloque uma coleira com uma placa identificadora ao seu gato. Isto faz com que as outras pessoas saibam que o gato tem dono e caso necessário poderão contactá-lo. Tenha o cuidado de escolher uma coleira com fecho de segurança que se abra caso o gato fique preso numa vedação ou num ramo de uma árvore para permitir que se solte.

- Coloque um microchip ao seu gato: esta é uma forma definitiva de identificar o seu animal que permite que se o seu gato for encontrado poderá ser rapidamente devolvido. Se o microchip for verificado por um médico veterinário e se o seu animal estiver registado, o médico veterinário terá acesso aos seus dados para o contactar.

- Mantenha a vacinação em dia: fale com o seu médico veterinário para saber quais são as vacinas aconselhadas para o seu gato e qual a frequência com que precisam de ser feitas para o manter protegido. Habitualmente em gatos que saem à rua é recomendado vacinar para a coriza, panleucopénia e leucemia felina. 

- Coloque o desparasitante externo: basta uma pulga para que o seu gato tenha comichão e uma carraça para transmitir doenças graves. Coloque um produto adequado para prevenir os parasitas antes de deixar o seu gato vir à rua e não se esqueça de o renovar mensalmente.

Passeios e vistas divertidas para gatos de interior
Algumas visitas ao exterior ajudam o gato a fazer mais exercício e a reduzir o stress. Em alguns gatos o contacto com o exterior pode ajudar a diminuir os problemas comportamentais e problemas de saúde associados uma vez que o sol, o ar fresco e o exercício físico são importantes para o bem-estar.
-Treine o gato para andar com peitoral e trela: com um pouco de tempo e paciência, o treino com a trela pode permitir trazer o seu gato à rua. Use sempre um peitoral para prender a trela pois o gato pode soltar-se da coleira se se assustar.

 - Colocar mantas no parapeito da janela: torne os parapeitos de várias janelas da casa agradáveis para que o gato possa ver o que se passa na rua em segurança, sempre com a janela fechada ou uma rede mosquiteira na janela.

Adaptado de: http://pets.webmd.com

quinta-feira, 10 de março de 2016

Envenenamento por chocolate em cães

Os cães são conhecidos por comer coisas estranhas quando não é suposto, principalmente os cachorros. Para além disso, têm um excelente olfacto sendo bastante fácil para eles encontrar os esconderijos de determinados alimentos. Esta combinação de características pode ser perigosa, especialmente quando há chocolate em casa. 
O chocolate deriva de sementes de Theobroma cacao, que contém certas propriedades que são tóxicas para os animais, como a cafeína e a teobromina. Estes dois ingredientes, quando ingeridos, podem levar a várias complicações sérias e podem mesmo ser fatais para o seu cão.
 
Sinais clínicos:
- Vómito
- Diarreia
- Aumento da temperatura corporal
- Aumento dos reflexos
- Rigidez muscular
- Respiração rápida/ofegante
- Aumento da frequência cardíaca
- Diminuição da pressão arterial
- Convulsões
- Falha cardíaca
- Fraqueza
- Coma
 


A quantidade e o tipo de chocolate ingerido são importantes, sendo factores determinantes na gravidade da intoxicação. Assim, deve ter em conta que quanto mais escuro for o chocolate, maior a quantidade de cafeína e teobromina, logo maior a gravidade da intoxicação. Da mesma forma, quanto maior a quantidade de chocolate ingerido maior é o grau de envenenamento.

Em certas quantidades pode ser tóxico para qualquer animal, desta forma não alimente o seu animal com produtos que contenham chocolate e mantenha-o fora do alcance deste.
Diagnóstico: O seu médico veterinário realizará um exame físico detalhado e análises sanguíneas e de urina. Podendo ser necessários exames complementares como electrocardiograma para detectar anomalias no ritmo e batimento cardíaco.

Tratamento: O seu cão deve ser visto de imediato por um médico veterinário. Até visitar o seu veterinário deve tentar mante-lo calmo e num espaço tranquilo. O tratamento é estabelecido em função dos sintomas que o seu cão demonstrar. À posteriori, o cão deve ser mantido numa dieta branda por alguns dias.

Prevenção: É crucial para a saúde do seu animal de estimação para manter produtos de chocolate fora do seu alcance, já que não há antídoto para a toxicidade do chocolate.
Adaptado de: http://www.petmd.com/dog/conditions/digestive/c_multi_chocolate_toxicity?page=2

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

É Inverno. Porquê que o meu cão perde pelo?



A queda de pelo é sazonal, tal como a cair e renascer das folhas das plantas. À medida que os dias se tornam mais curtos, mais as folhas caem e o mesmo acontece com o pelo dos animais. Por outro lado, assim que os dias começam a crescer, na Primavera, também o pelo se torna mais forte.
Gatos e cães que vivem dentro de casa vão ter uma queda de pelo mais suave e ao longo de todo o ano, por terem temperatura e luz controladas. Se o seu gato ou cão passa a maior parte do tempo no exterior vai notar uma queda de pelo mais acentuada no Inverno e Primavera.

A maior parte do pelo cai na Primavera
A queda de pelo é controlada por mudanças hormonais que são afetadas pelas alterações no tempo de luz diário. À medida que os dias se tornam menores, a maioria dos cães e gatos perde o pelo para que cresça um novo pelo mais grosso e protetor para o Inverno. Embora o pelo que cai seja habitualmente mais fino, pode ser surpreendente para os donos a quantidade que cai.
Na mudança de pelo da Primavera, a pelagem que cai dá lugar a uma mais fina e normalmente nota-se uma queda muito mais acentuada nesta altura.

Nem todas os cães perdem pelo da mesma forma
A quantidade de pelo que cai varia de raça para raça. Em cães com uma dupla camada de pelo, a camada interior de pelo é muito mais grossa no Inverno. Nestes animais a camada interna de pelo é mais fina e serve para os aquecer enquanto a camada exterior mais grossa repele a humidade e a sujidade. Estas raças, que incluem os collies, os huskies e os pastores alemães por exemplo, tendem a ter uma queda de pelo muito acentuada devido à grande camada de pelo interior que possuem.
Estes cães habitualmente mudam a camada interna de pelo duas vezes por ano e a exterior apenas uma vez ao ano. Se ambas as camadas saírem ao mesmo tempo nota-se uma queda em tufos. Os cães com apenas uma camada de pelo largam muito menor quantidade em cada muda.
O processo de mudança de pelo pode demorar entes 3 a 8 semanas.
“Não há nenhuma forma de prevenir a queda de pelo nestas alturas,” diz a Drª Kelly Kirk, “A melhor forma de controlar a queda excessiva é escovar o cão ou gato diariamente. Há escovas que são feitas especificamente para remover a camada de pelo interna e que vão reduzir significativamente o pelo espalhado pela casa”.
Tenha uma rotina de escovagem do seu animal, escove contra o pelo e o mais junto à pele possível para retirar maior quantidade de pelo morto que está prestes a cair.
Dar uma banho na fase final da queda pode também ajudar a retirar o pelo morto nos cães. No caso dos gatos, eles próprios tratam do seu banho e pode ser necessário reforçar a toma de pasta ou biscoitos para as bolas de pelo.
Mesmo com todos os cuidados, se tiver o seu amigo de 4 patas dentro de casa, durante este período, pode sempre contar com algumas bolas de pelo em casa e também na sua roupa.

Tome atenção aos padrões
Esteja atento às épocas em que o seu animal larga mais pelo para começar a perceber qual é o padrão normal dele. Por vezes, a queda de pelo pode ser sinal de stress, má alimentação ou doenças.
Se vir irritação da pele, feridas abertas, excesso de comichão, lamber as patas constantemente, esfregar o focinho em objetos, zonas sem pelo, enfraquecimento do pelo ou pelo demasiado seco consulte o seu médico veterinário.

Adaptado de : http://www.aaha.org