terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

É Inverno. Porquê que o meu cão perde pelo?



A queda de pelo é sazonal, tal como a cair e renascer das folhas das plantas. À medida que os dias se tornam mais curtos, mais as folhas caem e o mesmo acontece com o pelo dos animais. Por outro lado, assim que os dias começam a crescer, na Primavera, também o pelo se torna mais forte.
Gatos e cães que vivem dentro de casa vão ter uma queda de pelo mais suave e ao longo de todo o ano, por terem temperatura e luz controladas. Se o seu gato ou cão passa a maior parte do tempo no exterior vai notar uma queda de pelo mais acentuada no Inverno e Primavera.

A maior parte do pelo cai na Primavera
A queda de pelo é controlada por mudanças hormonais que são afetadas pelas alterações no tempo de luz diário. À medida que os dias se tornam menores, a maioria dos cães e gatos perde o pelo para que cresça um novo pelo mais grosso e protetor para o Inverno. Embora o pelo que cai seja habitualmente mais fino, pode ser surpreendente para os donos a quantidade que cai.
Na mudança de pelo da Primavera, a pelagem que cai dá lugar a uma mais fina e normalmente nota-se uma queda muito mais acentuada nesta altura.

Nem todas os cães perdem pelo da mesma forma
A quantidade de pelo que cai varia de raça para raça. Em cães com uma dupla camada de pelo, a camada interior de pelo é muito mais grossa no Inverno. Nestes animais a camada interna de pelo é mais fina e serve para os aquecer enquanto a camada exterior mais grossa repele a humidade e a sujidade. Estas raças, que incluem os collies, os huskies e os pastores alemães por exemplo, tendem a ter uma queda de pelo muito acentuada devido à grande camada de pelo interior que possuem.
Estes cães habitualmente mudam a camada interna de pelo duas vezes por ano e a exterior apenas uma vez ao ano. Se ambas as camadas saírem ao mesmo tempo nota-se uma queda em tufos. Os cães com apenas uma camada de pelo largam muito menor quantidade em cada muda.
O processo de mudança de pelo pode demorar entes 3 a 8 semanas.
“Não há nenhuma forma de prevenir a queda de pelo nestas alturas,” diz a Drª Kelly Kirk, “A melhor forma de controlar a queda excessiva é escovar o cão ou gato diariamente. Há escovas que são feitas especificamente para remover a camada de pelo interna e que vão reduzir significativamente o pelo espalhado pela casa”.
Tenha uma rotina de escovagem do seu animal, escove contra o pelo e o mais junto à pele possível para retirar maior quantidade de pelo morto que está prestes a cair.
Dar uma banho na fase final da queda pode também ajudar a retirar o pelo morto nos cães. No caso dos gatos, eles próprios tratam do seu banho e pode ser necessário reforçar a toma de pasta ou biscoitos para as bolas de pelo.
Mesmo com todos os cuidados, se tiver o seu amigo de 4 patas dentro de casa, durante este período, pode sempre contar com algumas bolas de pelo em casa e também na sua roupa.

Tome atenção aos padrões
Esteja atento às épocas em que o seu animal larga mais pelo para começar a perceber qual é o padrão normal dele. Por vezes, a queda de pelo pode ser sinal de stress, má alimentação ou doenças.
Se vir irritação da pele, feridas abertas, excesso de comichão, lamber as patas constantemente, esfregar o focinho em objetos, zonas sem pelo, enfraquecimento do pelo ou pelo demasiado seco consulte o seu médico veterinário.

Adaptado de : http://www.aaha.org

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O que fazer quando o seu cão come as fezes?



Quando o seu cão ingere fezes (coprofagia) pode pensar que não lhe está a oferecer a dose certa de comida ou que este tem deficiências nutricionais, mas a verdade é que este acto é uma forma comum de eles passarem o tempo, que apesar de normal, não é agradável! Um exemplo deste hábito são as fêmeas em lactação que para estimularem os cachorros a defecar lambem a região anal, não parando de os lamber mesmo quando estes começam a defecar. A atenção do dono também deve ser redobrada quando o seu cão coabita com gatos, porque este adora comer as fezes do companheiro felino, enquanto que, os cães que não partilhem o seu espaço com gatos não têm tanta tendência para o fazer.

Mas porque é que as fezes despertam tanto interesse no seu animal?
Tudo começou há milhares de anos! Originalmente os cães domésticos eram caçadores e, com o passar dos anos, os descendestes tornaram-se recolectores. Esta tendência para comerem tudo o que encontram ainda pode ser observada nos dias de hoje nos animais de rua. Enquanto muitos cães tem um lar e refeições frescas diariamente, outros não tem outra opção a não ser viver na rua e aproveitar restos humanos e fezes. Porém alguns animais apesar de terem um lar mantêm este hábito.

O que fazer para evitar que o seu cão coma as fezes? 
Pode tentar utilizar produtos repelentes que tornam o sabor das fezes desagradável, ou mesmo colocar pimenta durante algum tempo para que naturalmente o seu animal sinta repulsa do cheiro da pimenta e das fezes. Mas a forma com mais sucesso é negar o acesso as fezes limpando-as o mais rápido possível. Não perca tempo a bater ao seu cão, porque a tendência deste é continuar a comer as fezes mas apenas quando o dono não está. Em vez disso, chame-o assim que este defecar e recompense-o quando este vem na sua direcção e ignora as fezes. 

Adaptado de: http://drsophiayin.com/blog/entry/poop-eating_in_pups

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Porquê que os gatos têm bigodes?



Aqueles pêlos compridos e espetados no focinho e patas do seu gato não servem só para o tornar mais bonito, têm uma função. Os bigodes são o GPS e radar do seu gato.
“São uma parte importante e poderosa de como o gato percebe o mundo.”

Como funcionam?
Cada bigode é preenchido por minúsculos nervos sensitivos que ajudam o gato a medir a distância e o espaço. É a forma como eles tomam decisões tais como: Esta caixa é demasiado pequena para me por lá dentro? Quanto é que eu preciso de saltar para chegar aquele balcão?

Também é desta forma que detectam o mundo que os rodeia. “Gatos cegos podem orientar-se bem numa divisão e andar por todo o lado porque os bigodes permitem-lhes sentir onde estão espacialmente.”

Os folículos dos bigodes (onde se inserem os pelos) são profundos, com muitas terminações nervosas que mandam mensagens para o cérebro do gato. Também há um órgão dos sentidos na ponta de cada bigode. Sentem as vibrações do ambiente que ajudam o gato a saber onde está e que outros seres vivos o rodeiam.

A maioria dos bigodes encontra-se no lábio superior mas há alguns mais pequenos nas sobrancelhas, no queixo e na parte de trás das patas.

Os bigodes situados no focinho têm a mesma largura que o corpo do gato e ajudam-no a perceber se certos espaços são suficientemente largos para que possam passar. Os bigodes na parte de trás das patas permitem-lhes mais sensibilidade para trepar.


Os bigodes não devem ser cortados!

Tal como os outros pelos do corpo os bigodes caem e crescem novos. Este ciclo é normal mas nunca devem ser cortados pois um gato com os bigodes cortados fica desorientado e mais assustado.

“Cortar os bigodes a um gato é como colocar uma venda a uma pessoa, é tira-lhes uma das formas de identificar o ambiente que os rodeia.”
  
Adaptado de: Why Do Cats Have Whiskers? By Suz Redfern

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Como escovar os dentes do seu cão



1º Passo: Escolha a hora certa
Escove os dentes do seu cão quando ele está calmo e relaxado. O ideal é criar uma rotina diária, mas se a boca do seu animal está saudável e o dono não tem tempo, a escovagem três vezes por semana já faz a diferença. Sem a escovagem a placa bacteriana pode depositar-se, o que leva a que o seu animal tenha mau hálito, problemas de gengivas e até queda de dentes. 

2º Passo: Reúna o material necessário
Existem escovas e pastas de dentes próprias para cães. As cerdas são mais macias e angulosas. Para além disso, é possível encontrar escovas de diferentes formas: escovas em forma de dedos resultam muito bem em cães com menos de 30 Kg, enquanto que em animais mais pesados um cabo mais comprido permite um melhor acesso. A pasta de dentes também deve ser própria para animais e pode ter vários sabores (aves ou manteiga de amendoim), uma vez que a pasta de Humanos contém ingredientes que podem prejudicar o estômago do seu cão. 

3º Passo: Assuma a posição
Certifique-se que está num local confortável para o seu animal de estimação. Não fique por cima do seu cão, não o agarre excessivamente e não assuma uma atitude ameaçadora. Em vez disso, tente ajoelhar-se à sua frente ou sentar-se ao seu lado. Preste atenção aos níveis de ansiedade e concentração do seu cão, se ele se mostrar chateado pare e tente mais tarde. Pode ser necessário treinar cada passo, até que este seja aceite e tolerado pelo seu animal de estimação. 

4º Passo: Preparação da boca
Teste a tolerância do seu cão ao toque dos seus dedos na boca esfregando os seus dedos nas gengivas e dentes superiores com pouca pressão. Isto vai ajudá-lo a habituar-se à mexer na boca. Dê sempre um biscoito como recompensa quando o animal permitir mexer sem ficar irrequieto. Pode necessitar de várias sessões de treino para que o animal se sinta confortável e possa passar a usar a escova de dentes.

Adaptado de: http://pets.webmd.com/healthy-dog-teeth-10/slideshow-brushing-dog-teeth?ecd=wnl_dog_061814&ctr=wnl-dog-061814_ld-stry&mb=ItcZCjIztYBJn2vvLKA%403%40HnVev1imbCFY%2fqOHB2ctM%3d

sábado, 4 de abril de 2015

Esgana - vacine para prevenir!



A esgana é uma doença causada por vírus que afecta cães e outros carnívoros como os furões, raposas e lobos que é altamente contagiosa. Afecta principalmente os sistemas respiratório, digestivo e nervoso do animal sendo das doenças infecciosas mais mortais dos cães.


O vírus passa-se facilmente de cão para cão através do contacto directo com animais doentes (secreções oculares, nasais, diarreia, espirros, etc). Os cães não vacinados e os cães jovens, entre 3 e 6 meses de idade, são mais susceptíveis de contrair a doença embora possa afectar animais de qualquer idade e raça.


Os sintomas iniciam-se habitualmente uma semana após o início da infecção. Geralmente começam com febres altas, vómitos, diarreia, desidratação e falta de apetite. Numa segunda fase podem aparecer sintomas respiratórios como tosse, dificuldade respiratória e corrimento com pús nos olhos e nariz que são causados não só pelo avanço da infecção pelo vírus como pelas infecções secundárias por bactérias. Por fim surge a fase dos sintomas neurológicos como espasmos nervosos, convulsões, paralisias e coma.


Cerca de 50% dos animais infectados pode chegar a ter sintomas neurológicos e na sua maioria acabam por morrer ou ficar com sequelas nervosas como tiques.

Qualquer cão que não esteja vacinado e apresente este tipo de sintomas, principalmente se não estiver vacinado, deve ser levado de imediato ao médico veterinário para que este possa fazer um diagnóstico adequado. Para além dos sintomas o diagnóstico é feito através de análises sanguíneas específicas. 


Não há tratamento específico para este vírus portanto todo o tratamento será para combater as infecções secundárias por bactérias e ajudar a reduzir os sintomas.


A partir do momento em que se detecta que um cão tem esgana deve ser separado de outros cães e os locais onde ele estava devem ser desinfectados. O vírus da esgana morre facilmente no ambiente com temperaturas mais elevadas ou detergentes/desinfectantes como a lixívia. Pode manter-se por mais tempo no ambiente se as temperaturas forem próximas dos 0ºC. O vírus pode ser transportado na roupa ou calçado de quem contacta com o animal doente e infectar outros animais. Por isso é importante que quem esteja a tratar um animal doente use uma roupa e calçado específico enquanto trata o animal. Caso tenha algum cão que morreu de esgana deve evitar ter cães no mesmo local durante 6 meses.


A única forma de prevenir esta doença é através da vacinação. A vacina da esgana pode ser iniciada a partir do mês e meio de idade. Nos cachorros é necessário fazer reforço da vacina  de acordo com as indicações do médico veterinário e depois de adultos o reforço deve ser feito todos os anos para a protecção contra a esgana se manter eficaz. Para evitar que os cachorros fiquem doentes antes de terminar o protocolo de vacinação devem ser mantidos em zonas limpas e evitar contacto com outros cães.