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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como manter o seu gato seguro quando sai à rua

Quer tenha um gato adulto ou um gatinho brincalhão deve decidir se quer que ele fique apenas em casa ou se o vai deixar ir passear à rua. Para tomar uma decisão consciente, saiba que perigos corre o seu gato e que cuidados deve ter para minimizar os riscos quando vem à rua.

Perigos à espreita
- Lutas com outros animais: por vezes fatais e quando ligeiras os donos podem não se aperceber das feridas causadas pelas dentadas até que estas ganhem infecções ou abcessos. As lutas, muitas vezes, implicam uma visita ao médico veterinário para tratar as feridas.

- Doenças: gatos que saem à rua têm mais possibilidades de apanhar infecções por vírus como a coriza, panleucoénia, a leucemia felina e o FIV que podem não ter cura. 

- Carros e outros veículos motorizados: vários estudos estimam que por ano são atropelados 5,4 milhões de gatos no mundo.

- Parasitas: há um risco muito maior do gato apanhar pulgas, carraças ou parasitas intestinais como lombrigas ou ténias.

- Venenos: como por exemplo o anticongelante dos carros, lixívia, adubos, herbicidas e venenos para insectos e ratos.

Como prevenir acidentes
Antes de deixar o seu amigo de 4 patas ir à rua, planeie a sua segurança.
- Castre/esterilize o seu animal e diminuía a probabilidade de fugas e lutas.

- Faça uma vedação exterior para o seu gato: assim pode manter o seu gato seguro e proporcionar-lhe momentos divertidos. A vedação pode ser maior ou menor, pode estar no meio do jardim, numa varanda, pátio ou junto à casa. 

- Ponha uma coleira no gato: coloque uma coleira com uma placa identificadora ao seu gato. Isto faz com que as outras pessoas saibam que o gato tem dono e caso necessário poderão contactá-lo. Tenha o cuidado de escolher uma coleira com fecho de segurança que se abra caso o gato fique preso numa vedação ou num ramo de uma árvore para permitir que se solte.

- Coloque um microchip ao seu gato: esta é uma forma definitiva de identificar o seu animal que permite que se o seu gato for encontrado poderá ser rapidamente devolvido. Se o microchip for verificado por um médico veterinário e se o seu animal estiver registado, o médico veterinário terá acesso aos seus dados para o contactar.

- Mantenha a vacinação em dia: fale com o seu médico veterinário para saber quais são as vacinas aconselhadas para o seu gato e qual a frequência com que precisam de ser feitas para o manter protegido. Habitualmente em gatos que saem à rua é recomendado vacinar para a coriza, panleucopénia e leucemia felina. 

- Coloque o desparasitante externo: basta uma pulga para que o seu gato tenha comichão e uma carraça para transmitir doenças graves. Coloque um produto adequado para prevenir os parasitas antes de deixar o seu gato vir à rua e não se esqueça de o renovar mensalmente.

Passeios e vistas divertidas para gatos de interior
Algumas visitas ao exterior ajudam o gato a fazer mais exercício e a reduzir o stress. Em alguns gatos o contacto com o exterior pode ajudar a diminuir os problemas comportamentais e problemas de saúde associados uma vez que o sol, o ar fresco e o exercício físico são importantes para o bem-estar.
-Treine o gato para andar com peitoral e trela: com um pouco de tempo e paciência, o treino com a trela pode permitir trazer o seu gato à rua. Use sempre um peitoral para prender a trela pois o gato pode soltar-se da coleira se se assustar.

 - Colocar mantas no parapeito da janela: torne os parapeitos de várias janelas da casa agradáveis para que o gato possa ver o que se passa na rua em segurança, sempre com a janela fechada ou uma rede mosquiteira na janela.

Adaptado de: http://pets.webmd.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Como acabar com as pulgas em casa



O seu cão ou gato andam a coçar-se ultimamente? Viu uma coisa pequenina preta a saltar do sofá para o seu braço? Não entre em pânico, controle a situação seguindo estes passos.

 - Telefone ao médico veterinário:
O seu animal está a cumprir o programa de desparasitação externa adequado? Se costuma colocar-lhe algum produto para prevenção de pulgas e carraças e mesmo assim ele as apanha algo não está a ser feito correctamente. Pergunte ao seu médico veterinário qual é o produto mais adequado ao seu animal. O ideal é um produto que mate não só pulgas adulta como os seus ovos e que funcione bem no clima onde vive. 
A maioria dos produtos para as pulgas só precisam de ser aplicados uma vez por mês para prevenir as pulgas de fazer com que o animal e o dono se cocem.
Caso o animal já esteja com pulgas peça ao médico veterinário um produto diferente para experimentar e certifique-se que todos os cães e gatos da casa são devidamente tratados.

- Ponha o aspirador a funcionar:
Se é daquelas pessoas que raramente aspira a casa, as pulgas são um bom pretexto para uma mudança de hábitos.
Ao aspirar regularmente a casa reduz o número pulgas e de ovos de pulgas nos tapetes, frestas do soalho, cortinas e móveis estofados e apanha as que estão por baixo da mobília. Não se esqueça de aspirar as zonas onde o seu animal come e dorme. Esvazie o saco do aspirador ou deite-o no lixo na rua de imediato para que as pulgas não possam voltar para casa.
Deve aspirar diariamente as zonas onde o seu animal passa mais tempo (cozinha, sala, etc) e as restantes zonas da casa semanalmente.
Se tiver uma infestação séria de pulgas mande lavar os seus tapetes com vapor. O calor mata as pulgas mas pode não matar todos os ovos por isso esta limpeza pode ter de ser repetida.
Caso não seja suficiente pode aplicar produtos adequados para matar as pulgas, tendo em atenção que sejam seguros para si e os seus animais ou chamar uma empresa especializada em desinfestações.

- Lavar as camas dos animais com água quente e sabão:
A água quente com sabão também mata as pulgas por isso certifique-se que lava a cama dos seus animais semanalmente à mão ou à máquina. Se o seu animal dorme na sua cama ou na dos seus filhos certifique-se que lava as camas todas lá de casa semanalmente.

- Compre um pente de pulgas
Apesar de parecer uma coisa antiquada um pente de pulgas com os dentes finos pode resultar para ajudar a remover as pulgas. Penteie o animal no exterior e concentre-se na zona do pescoço e base da cauda onde habitualmente há mais pulgas. Tenha sempre uma taça com uma solução de água e sabão onde pode ir molhando o pente para afogar as pulgas.
Ao passar o pente de pulgas regularmente no seu animal também pode verificar a evolução da situação relativamente à infestação de pulgas.

- Dê banho ao animal:
Após ter aspirado e desinfestado a casa, lavado a cama do seu animal e colocado produtos para lhe matar as pulgas pode-lhe dar um banho (respeitando o intervalo da aplicação do produto para as pulgas utilizado no animal). Não precisa de utilizar um champô para matar pulgas pois alguns são tóxicos e as pulgas morrem afogadas com água e sabão. Certifique-se só que o champô que usa é próprio para cão ou gato.

Adaptado de: WebMD Medical Reference

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Alergias em animais



A alergia é um estado de hipersensibilidade do organismo. Nesta situação, substâncias que habitualmente são inofensivas causam uma reacção exagerada do sistema imunitário. Existem vários agentes que podem ser causadores de alergia chamados alergenos: poléns, fungos, ácaros, substâncias químicas, alimentos e saliva das pulgas.

As alergias podem surgir em todos os animais, fêmeas ou machos de qualquer idade, sendo menos frequentes antes do ano de idade.

As reações alérgicas podem ser devidas a inalação, ingestão ou contacto com os agentes causadores. Muitas vezes o principal sintoma é o prurido (comichão) e os animais coçam-se com as patas, podem lamber-se excessivamente, morder-se ou até arrastar-se no chão ou paredes. Aparecem posteriormente diversas lesões derivadas da comichão como falhas de pelo, vermelhidão da pele, pústulas, escoriações, crostas e infecções por bactérias ou leveduras. Outros sintomas das alergias são otites recorrentes, vómitos, diarreias ou até flatulência.

Dependendo da causa, o animal pode ter sintomas apenas em parte do ano ou durante todo o ano. Por exemplo, se a alergia for a pólens, que existem apenas na primavera, o animal apenas irá manifestar os sintomas nessa época; no caso das alergias alimentares, os sintomas irão permanecer enquanto o animal comer o alimento a que é alérgico.
O diagnóstico é feito muitas vezes através da sintomatologia e da exclusão de outras doenças. Para determinar ao que o animal é alérgico, é possível fazer testes sanguíneos ou intradérmicos.

O tratamento da alergias passa por eliminar o contacto/inalação/ingestão com o(s) alérgeno(s), mas nem sempre é possível. Em qualquer caso, deve-se tentar evitar ao máximo o contacto com o alérgeno causador. No tratamento também pode ser necessário medicação para acalmar o prurido, ou tratamento de infecções secundárias da pele e, em alguns casos, alimentação e suplementos adequados ao problema. Quando o agente causador está definido e não pode eliminar-se completamente o contacto com ele, nalguns casos, pode-se fazer a dessensibilização a alguns tipos de alérgenos através de vacinas.

Assim os animais com alergia à picada da pulga devem estar sempre com a desparasitação externa em dia para evitar que qualquer pulga lhe pique. Já no caso de alergias a produtos químicos ou plantas deve evitar-se o seu uso ou o contacto dos animais com eles. Evitar passear o animal em zonas húmidas e relvados se houver alergias a bolores ou plantas. O ambiente onde o animal vive deve estar sempre limpo para controlar os alérgenos ambientais como ácaros e bolores, tendo sempre uma cama que possa ser lavada frequentemente na máquina de lavar roupa.

Geralmente são situações a longo prazo ou até para toda a vida do animal portanto deve sempre seguir os conselhos do médico veterinário para evitar recaídas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Leishmaniose canina - Uma doença mortal!



A leishmaniose canina é causada por uma infecção parasitária, transmitida de cão para cão através da picada de flebótomos infectados, uma espécie de mosquitos. Se o seu cão estiver infectado com o parasita, a doença pode não ser detectável de imediato. Os sintomas são variáveis como febre, perda de pêlo (sobretudo à volta dos olhos), perda de peso, feridas na pele, crescimento excessivo das unhas, anemia, artrite e insuficiência renal grave. Esta doença é frequentemente mortal e embora os tratamentos (dispendiosos) permitam controlar os sintomas, não curam a doença. 

Na Europa já existem 2,5 milhões de cães infectados com este parasita.

Rastreie o seu cão para esta doença.
O Outono/Inverno é a altura ideal para fazer o rastreio da leishmaniose canina. Este rastreio pode efectuar-se com uma simples colheita de sangue ao seu cão. Caso o seu animal seja negativo planeie a protecção para o seu cão. Portugal é um país de alto risco e existe agora a possibilidade de vacinar o seu animal contra esta doença. A protecção vacinal deve iniciar-se nesta época (Outono/Inverno) para que o seu cão possa enfrentar a época de maior perigo (Março a Outubro) com um nível elevado de defesas.

A prevenção é a melhor protecção!
A prevenção até agora era feita somente com produtos repelentes do mosquito flebotomos, como coleiras e spot-on específicos.
Após 20 anos de pesquisa, está agora disponível a vacina contra a leishmaniose canina. Com a vacinação é possível elevar o patamar de protecção do seu cão contra esta doença. O programa completo de vacinação inclui três injecções administradas com três semanas de intervalo, e confere ao seu cão uma protecção interna duradoura contra a doença. Depois será necessária apenas uma revacinação anual para manter os níveis de resistência imunitária do seu cão.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Demodecose - Demodex canino


A demodecose ou sarna demodécica é um tipo de “sarna” provocada por ácaros microscópicos do género Demodex sp. que vivem dentro do folículos dos pêlos. Pode afectar tanto os cães (Demodex canis) como os gatos (Demodex cati e Demodex gatoi) mas o demodex canino não é contagioso para Humanos nem para gatos e também não é transmissível entre cães adultos.

Este ácaro existe normalmente na pele de quase todos os cães uma vez que é transmitido pela mãe para a pele dos bebés enquanto mamam, logo nos primeiros dias de vida. A maioria dos cães não desenvolve a doença porque o seu sistema imunitário consegue controlar a multiplicação e proliferação deste parasita. Se houver alterações imunitárias o parasita pode reproduzir-se em grandes quantidades e causar alterações a nível da pele. Muitas vezes a tendência para desenvolver demodecose é genética, pelo que cães portadores da doença não devem ser usados para reprodução.

É mais comum em raças de pêlo curto como o Pin
scher ou o Bull Terrier mas pode aparecer em animais de pelo comprido.
A demodecose pode ser localizada caso as lesões afectem um único lo
cal do corpo ou generalizada se aparecerem em várias regiões do corpo. Nos locais afectados o pêlo cai, a pela fica inflamada, pode ter crostas e estar hiperpigmentada (escura). O animal pode ou não ter comichão mas se houver infecção secundária da pele podem aparecer feridas e em casos muito graves o animal pode ter febre.

O diagnóstico é feito através de uma raspagem profunda da pele e da observação ao microscópio do parasita ou através de biópsia de pele nos casos em que o parasita se encontra em zonas muito profundas do folículo piloso. No caso de ser diagnosticada num animal adulto devem ser feitos mais exames para procurar doenças que possam causar alterações imunitárias como doenças hormonais, doenças renais ou hepáticas ou tumores.

O tratamento da doença varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade do animal podendo ser feito com pipetas, banhos, xaropes e comprimidos isolados ou em conjunto. Em casos mais graves o animal pode ter de ser tratado durante meses e necessitar de repetir a raspagem de pele para avaliar a diminuição da quantidade de parasitas na pele.
Além do tratamento médico é necessário ter cuidados para prevenir alterações do sistema imunitário e ajudar o animal a recuperar:
- O animal deverá ser esterilizado/castrado quando a doença estiver controlada. As alterações hormonais como cios e gravidez causam muito stress que pode despoletar uma recaída e os animais portadores não devem ser reproduzidos.
- O cão deve ser alimentado com ração de elevada qualidade para evitar carências nutricionais.
- É necessário manter a desparasitação interna e externa em dia pois os parasitas intestinais causam baixas imunitárias e as pulgas e caraças podem despoletar alterações na pele que levem a recaídas.
- Ter as vacinas em dia para evitar doença virais que baixem a imunidade.

- Não tomar medicamentos que possam interferir com o sistema imunitário.

O prognóstico é melhor em cães jovens, com menos de 1,5 anos de idade, pois a maioria deles conseguem atingir uma cura completa. Em animais adultos pode ser apenas possível manter a doença controlada podendo haver algumas recaídas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sarna sarcóptica

A sarna é uma doença da pele causada por ácaros que são parasitas microscópicos da família das aranhas. Existem vários tipos de sarnas, dependendo do tipo de ácaro que as causa e cada uma pode ter localização, sintomas e formas de transmissão diferentes. O ácaro que causa a sarna sarcóptica chama-se Sarcoptes scabiei, afecta principalmente o cão mas também outros animais domésticos (gatos, cavalos, ovelhas, cabras, vacas, etc) e os humanos, sendo bastante contagioso.

Nos gatos esta sarna é causada por um ácaro do mesmo género chamado Notoedres cati que causa sintomas muito semelhantes aos do cão. A doença pode afectar animais de qualquer idade e em qualquer época do ano.

A transmissão pode acontecer por contacto directo com animais infectados ou contacto com objectos contaminados (camas, mantas, pentes) uma vez que o ácaro pode sobreviver por alguns dias no meio ambiente.

Uma vez no animal o ácaro mantém-se durante 3 a 4 semanas na pele onde a fêmea escava galerias para pôr ovos e onde se desenvolvem os novos ácaros. Quando escavam galerias os ácaros provocam muito prurido (comichão) e os seus ovos também causam reacções alérgicas que agravam ainda mais a comichão.

Os animais com comichão coçam-se com as patas, esfregam-se contra paredes, objectos e chão e morde
m-se, arrancando pêlos e provocando feridas.
Nos seres humanos a infecção é auto-limitante
, ou seja, desaparece uma vez que os animais da casa sejam tratados e o ambiente (trelas, camas, etc) desinfectado pois os parasitas não conseguem reproduzir-se na pele humana.
Nos animais as zonas mais afectadas inicialmente são geralmente as orelhas, olhos, axilas, virilhas e barriga pois têm menos pêlo mas à medida que a doença evolui pode afectar todo o corpo.

As lesões de pele mais comuns são:
- Pápulas (borbulhas)
- Perda de pêlo
- Eritema (inflamação da pele)
- Crostas e feridas (causadas pelo animal quando se coça)
- Piodermatite (infecção da pele causada pelo animal quando se coça)

O diagnóstico baseia-se nos sintomas e história clínica e em raspagens de pele (raspagem da superfície da pele e observação ao microscópio). No caso da sarna sarcóptica só se consegue identificar o ácaro em cerca de 50% das raspagens uma vez que ao coçar o animal destrói os túneis onde os ácaros se alojam e mata parte deles.

O tratamento varia muito de acordo com os sintomas apresentados e o estado geral do animal e por vezes, além do tratamento para matar os ácaros (pipetas, injecções e/ou banhos) pode ser necessária também medicação para controlar o prurido e as infecções secundárias. Se existem vários animais na mesma casa muitas vezes é indispensável tratá-los a todos pois é muito provável que estejam todos afectados.

Durante o tratamento e mesmo até um mês depois o animal ainda pode ser uma fonte de contaminação por isso zonas de descanso (cobertores, camas, sofás, etc), trelas e coleiras devem ser lavadas e desinfectadas para evitar novas contaminações e deve ser mantido afastado de outros animais da casa.
Se suspeitar que o seu animal possa ter esta doença deve contactar o seu médico veterinário.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Erliquiose

É uma doença também conhecida como febre da carraça e é causada por uma bactéria chamada Erlichia canis que infecta os glóbulos brancos dos cães e de outros animais silvestres. É transmitida pela picada da carraça Rhipicephalus sanguineus ou por transfusões sanguíneas.


Tem um período de incubação que vai de 8 a 20 dias e os sintomas são:
- Apatia
- Perda de apetite
- Febre
- Perda de peso
- Hemorragias (nasais, sangue na urina ou fezes)
- Gânglios aumentados
- Manchas vermelhas na pele (petéquias)
- Anemia
- Alterações no fígado e rim

O diagnóstico faz-se através de análises específicas ao sangue que permitem detectar a bactéria, embora numa fase inicial da doença os testes possam ser negativos. Por vezes é necessário realizar ecografia para avaliar o fígado e baço ou análises à medula óssea em casos mais graves.
O tratamento é feito com antibióticos e anti-inflamatórios apropriados durante um mês. Nos casos em que há anemia grave pode ser necessário realizar transfusões sanguíneas.
O prognóstico é bom e os animais começam a melhorar após 3 dias de tratamento caso não haja alterações da medula óssea ou insuficiência renal associada.
A prevenção desta doença é a melhor solução e uma vez que não existe vacina deve-se apostar em colocar no cão produtos que impeçam a carraça de picar transmitindo a bactéria.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Babesiose ou Piroplasmose

A Babesiose ou Piroplasmose é uma das doenças a que vulgarmente se dá o nome de febre da carraça sendo causada por um parasita dos glóbulos vermelhos, a Babesia canis que é igualmente um parasita da carraça. As carraças (Rhipicephalus sanguineus e Dermacentor reticulatus) transmitem a doença quando ingerem sangue do hospedeiro durante mais de 48h e quanto maior a quantidade de carraças presentes no cão, maior o risco de infecção. Os animais mais jovens também têm maior probabilidade de serem infectados do que os adultos.
A maior parte dos animais infectados não apresenta sinais clínicos podendo só os manifestar quando é sujeito a stress ou tem outras doenças associadas. Como o sistema imunitário não elimina totalmente as Babesias do animal, mesmo os que recuperam são geralmente veículos crónicos de transmissão do parasita.
Os sintomas geralmente são:
- Cansaço
- Febre
- Perda de apetite
- Vómitos
- Sangue na urina
- Manchas vermelhas na pele (petéquias)
- Gânglios aumentados
- Alterações respiratórias ou neurológicas
- Anemia

O diagnóstico é feito por observação de um esfregaço de sangue ao microscópio ou testes específicos para detectar o parasita. Em animais que não apresentam sintomas o parasita pode não ser observado no sangue embora esteja presente.
O tratamento é simples e eficaz mas é sempre melhor prevenir a doença uma vez que pode também transmitir-se aos seres humanos.
A prevenção deve ser feita quer colocando no cão produtos que evitem a fixação de carraças, quer através da vacina que tem uma eficácia que varia entre 70% a 100%. O animal para poder ser vacinado contra a babesiose deve estar de perfeita saúde, e ter mais de 5 meses. A primeira vacinação requer duas injecções e a protecção só ocorre passado uns dias depois da segunda injecção. As seguintes revacinações são anuais.
Aconselhe-se junto do seu médico veterinário quais os produtos mais adequados para proteger o seu animal.