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quinta-feira, 10 de março de 2016

Envenenamento por chocolate em cães

Os cães são conhecidos por comer coisas estranhas quando não é suposto, principalmente os cachorros. Para além disso, têm um excelente olfacto sendo bastante fácil para eles encontrar os esconderijos de determinados alimentos. Esta combinação de características pode ser perigosa, especialmente quando há chocolate em casa. 
O chocolate deriva de sementes de Theobroma cacao, que contém certas propriedades que são tóxicas para os animais, como a cafeína e a teobromina. Estes dois ingredientes, quando ingeridos, podem levar a várias complicações sérias e podem mesmo ser fatais para o seu cão.
 
Sinais clínicos:
- Vómito
- Diarreia
- Aumento da temperatura corporal
- Aumento dos reflexos
- Rigidez muscular
- Respiração rápida/ofegante
- Aumento da frequência cardíaca
- Diminuição da pressão arterial
- Convulsões
- Falha cardíaca
- Fraqueza
- Coma
 


A quantidade e o tipo de chocolate ingerido são importantes, sendo factores determinantes na gravidade da intoxicação. Assim, deve ter em conta que quanto mais escuro for o chocolate, maior a quantidade de cafeína e teobromina, logo maior a gravidade da intoxicação. Da mesma forma, quanto maior a quantidade de chocolate ingerido maior é o grau de envenenamento.

Em certas quantidades pode ser tóxico para qualquer animal, desta forma não alimente o seu animal com produtos que contenham chocolate e mantenha-o fora do alcance deste.
Diagnóstico: O seu médico veterinário realizará um exame físico detalhado e análises sanguíneas e de urina. Podendo ser necessários exames complementares como electrocardiograma para detectar anomalias no ritmo e batimento cardíaco.

Tratamento: O seu cão deve ser visto de imediato por um médico veterinário. Até visitar o seu veterinário deve tentar mante-lo calmo e num espaço tranquilo. O tratamento é estabelecido em função dos sintomas que o seu cão demonstrar. À posteriori, o cão deve ser mantido numa dieta branda por alguns dias.

Prevenção: É crucial para a saúde do seu animal de estimação para manter produtos de chocolate fora do seu alcance, já que não há antídoto para a toxicidade do chocolate.
Adaptado de: http://www.petmd.com/dog/conditions/digestive/c_multi_chocolate_toxicity?page=2

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Plantas - Venenos do nosso jardim

É preciso estar ciente dos potenciais perigos das plantas de Primavera para o nosso animal de estimação, para que este esteja seguro e o jardim não seja nenhuma ameaça.

1.Tulipas e jacintos: 
Ambas as plantas contêm substâncias tóxicas alergénicas, que estão em maiores concentrações no bolbo destas plantas (comparativamente com a flor ou folha). Preste especial atenção quando o seu cão desenterra alguma coisa no jardim, uma vez que a mastigação e ingestão de certas partes destas plantas causam irritação dos tecidos da boca e esófago. Os sinais típicos incluem salivação excessiva, vómitos, ou ainda diarreia dependendo da quantidade ingerida. Não há um antídoto específico, mas com os cuidados médicos apropriados (lavagem da boca, medicação para vómito, diarreia e soro), o seu animal de estimação poderá ficar bem. Com a ingestão de grandes quantidades a sintomatologia pode ser mais grave, tais como aumento da frequência cardíaca e dificuldades respiratórias sendo a ajuda do seu médico veterinário indispensável nestas situações. 

2. Narcisos
Estas plantas contêm licorina, uma substância que desencadeia o vómito. A ingestão da flor, caule ou bolbo pode causar vómito intenso, diarreia, dor abdominal, e até arritmias cardíacas e depressão respiratória. Os cristais de licorina localizam-se na camada externa dos bolbos, o que conduz a uma grande irritação e grande salivação secundária. A sua ingestão pode provocar sinais clínicos muito graves, por isso se houver contacto do seu animal com estas plantas, procure o seu médico veterinário.

3. Lírios

Existem vários tipos de lírios, uns têm com características tóxicas e outros são menos agressivos quando em contacto com os nossos animais de estimação. Os mais inofensivos contêm cristais de oxalato que causam irritação da boca, língua, faringe e esófago, levando à salivação excessiva do animal. Os mais perigosos são potencialmente fatais e altamente tóxicos para gatos. A ingestão de pequenas quantidades (2 a 3 pétalas ou folhas) pode resultar em insuficiência renal grave, daí que se vir o seu gato a ingerir este tipo de planta deve procurar o seu médico veterinário o mais rápido possível. Se possível colha um pouco da planta e leve-a consigo, desta forma o veterinário conseguirá identificar a causa da falha renal e iniciar o tratamento o mais rapidamente possível, visto que quanto mais célere se atuar melhor é o prognóstico. A indução do vómito e a administração de substâncias (p.e. carvão activado) pouco tempo após a ingestão pode ajudar na fase de descontaminação. Para além disso a terapia agressiva com fluidoterapia, análises de monotorização renal e outros cuidados médicos, podem ajudar a estabilizar o seu animal.

4. Açafrão
A ingestão deste tipo de planta conduz a desconforto gastrointestinal, incluindo vómitos e diarreia. É necessário ter atenção à espécie que se desenvolve no Outuno (Colchicum autumnale ou Açafrão do Prado), uma vez que é altamente tóxica devido à colchicina fazer parte da sua constituição. Esta é capaz de induzir o vómito, hemorragias gastrointestinais, problemas hepáticos, renais e insuficiência respiratória. Os sinais podem começar a manifestar-se de imediato ou depois de alguns dias, desta forma se observar a ingestão desta planta leve de imediato o seu animal ao veterinário.

5. Lírio do Vale
Esta planta contém glicosídeos cardíacos que causam sinais como vómito, diarreia, diminuição da frequência cardíaca, alteração do ritmo cardíaco e possivelmente convulsões. Animais expostos a esta planta devem ser analisados, avaliados por um veterinário e tratados sintomaticamente.

Para além das plantas, os fertilizantes também são perigosos. Com a chegada da Primavera, a utilização destas substâncias aumenta, sendo necessário saber que a maioria não é tóxica, resultando em irritação gastrointestinal menor quando consumido, mas que outros são potencialmente fatais sem tratamento.

1.Farinha de sangue
Este fertilizante é sangue seco, moído e congelado, que contém 12% de nitrogénio. Embora seja um excelente fertilizante, se ingerido pode causar vómito e diarreia, mas também pancreatite (inflamação do pâncreas) que é uma doença potencialmente fatal.

2.Farinha de osso
Este fertilizante resulta do desengorduramento, secagem, moagem e congelamento de ossos moídos de animais, o que o torna tão palatável para o seu animal de estimação. Apesar de ser um bom adubo orgânico, ao ser ingerido forma uma bola de cimento a nível do estômago e/ou intestino, podendo levar a uma obstrução gastrointestinal, que apenas se resolve com cirurgia.

3. Fertilizantes de plantas e flores

Alguns destes tipos de fertilizantes contêm organofosfatos, que apesar da sua utilização ter diminuído devido aos efeitos nefastos que causam no Ambiente e consequentemente no Homem, podem ser responsáveis por alguns sinais com lacrimejamento, salivação, convulsões, dificuldade respiratória e hipertermia, que por vezes pode ser fatal.

4. Pesticidas e inseticidas

A maioria (principalmente aqueles que se apresentam em lata de spray) é irritante para os animais de estimação, e geralmente não são grande preocupação, a menos que os sinais se tornem persistentes. Alguns podem conter organofosfatos responsáveis por determinados sinais como lacrimejamento, salivação, convulsões, dificuldade respiratória e hipertermia, podendo ser potencialmente fatal. Procure de imediato o seu médico veterinário.

5. Produtos com ferro
Este ião é comumente adicionado a fertilizantes, resultando em toxicidade. Grandes ingestões podem causar vómito, diarreia com sangue e ter efeitos prejudiciais na função cardíaca e hepática.

A melhor forma de se evitar este tipo de acidentes com o seu animal de estimação é ter conhecimento das toxinas que temos em casa e no jardim. Mantenha todos os produtos rotulados, em recipientes bem fechados e fora do alcance do seu animal de estimação. Em caso de exposição do seu animal a estes venenos, procure o seu médico veterinário de imediato.

Adaptado de: http://www.petpoisonhelpline.com/pet-owners/seasons/spring/

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sinais de envenenamento em cães e gatos


Os sinais de envenenamento podem variar muito consoante o tipo de veneno subjacente. Quando o seu gato ou cão tem acesso e/ou ingere venenos deve procurar ajuda imediata do seu médico veterinário, uma vez que quanto mais cedo for tratado mais hipóteses temos de obter um bom resultado.
Embora esta lista não seja exaustiva ou completa, alguns sinais mais comuns de intoxicação incluem:

Sinais gastrointestinais:
Vómito
Diarreia
Aumento da salivação
Prostração
Náusea.

Hemorragias internas:
Tosse com sangue
Vómito com sangue
Mucosas pálidas
Aumento da frequência cardíaca
Fraqueza e prostração
Colapso.

Insuficiência renal:
Halitose (cheiro urémico)
Prostração
Vómito
Diarreia
Excesso de sede e aumento da urina
Ausência ou diminuição de urina.

Insuficiência hepática:
Mucosas amarelas/ictéricas
Fraqueza ou colapso secundária à falta de açucares
Vómito
Diarreia
Sangue nas fezes
Comportamento anormal

Sinais neurológicos
Salivação
Tremores
Fraqueza
Perda de consciência
Convulsões 


Caso detecte algum sintoma destes no seu animal contacte o médico veterinário o mais rápico possível. Nunca dê nada ao seu animal sem o conselho do médico veterinário pois certos venenos podem actuar ainda mais rapidamente em conjunto com outros produtos como o azeite ou o leite por exemplo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Intoxicação por pesticidas insecticidas

Os organofosforados e os carbamatos são pesticidas insecticidas que se encontram frequentemente em produtos de uso doméstico e agrícola na forma de pós, sprays, coleiras, champôs e soluções usadas para matar pulgas e carraças em animais e outros insectos indesejados, com os mais variados nomes comerciais.

Tanto os organofosforados como os carbamatos são altamente tóxicos para os animais (principalmente gatos) e para o Homem mas pelo seu baixo preço e facilidade de compra são ainda muito utilizados tanto na agricultura como nos animais. Estes compostos causam intoxicação tanto por absorção cutânea como por ingestão ou por via respiratória, sendo depois distribuídos pela corrente sanguínea a todos os órgãos.
O efeito tóxico é devido ao bloqueio da inibição dos estímulos nervosos e estes ficam descontrolados causando:
- Hipersalivação
- Lacrimejar, corrimento nasal
- Cólicas e diarreia
- Anorexia, náuseas e vómito
- Diminuição da frequência cardíaca
- Dificuldade respiratória devido a acumulação de secreções
- Hiperactividade, ansiedade ou depressão
- Convulsões

Estes insecticidas tem efeitos muito prolongados pelo que havendo exposições repetidas aos produtos a intoxicação é cumulativa, ou seja, os efeitos serão cada vez mais graves. Em casos de exposição a grandes quantidades destes produtos pode haver morte imediata do animal devido a paragem respiratória.

O diagnóstico da intoxicação por carbamatos ou organofosforados é feito com base na história de exposição a um ou mais produtos contendo estes insecticidas, sinais clínicos e análises sanguíneas. Em caso de morte o diagnóstico pode ser feito através de análises a alguns órgãos onde estes químicos se acumulam, sendo mais difícil detectar a presença de carbamatos pois degradam-se mais rapidamente.

Em caso de exposição através da pele o animal deve ser lavado com água abundante e sabão para impedir a absorção do produto, em caso de ingestão não se deve provocar o vómito mas dar medicação que diminua a absorção intestinal.

O tratamento passa pela administração de soro, de antídotos que ajudam a reverter alguns sinais clínicos e medicação para controlar as convulsões. O prognóstico é reservado em todos os casos de intoxicação por estes produtos.
Para prevenir este tipo de intoxicação deve-se evitar o uso de produtos contendo este tipo de pesticidas nos animais e em todos os locais com que os animais possam contactar. Estes pesticidas também devem ser manuseados com muito cuidado pelos humanos evitando qualquer contacto com a pele ou mucosas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Febre

A febre é elevação da temperatura corporal. É uma reacção orgânica de defesa. A temperatura (rectal) normal no cão e no gato é entre 38°C e 39°C.

A temperatura rectal mede-se com um termómetro normal introduzido no recto do animal. Pode medir a temperatura do seu animal em casa, destinando um termómetro normal ao seu animal. Antes de inserir o termómetro no recto, deverá lubrificá-lo com vaselina ou um produto semelhante para não causar incómodo no animal. Insira o termómetro no recto do animal cerca de 2 cm e encoste a ponta do termómetro à parede do recto. A febre é um mecanismo de defesa, tentando evitar a multiplicação de bactérias e melhorar a resposta imunitária. No entanto, se persistirem valores muito elevados, podem surgir efeitos nefastos. Animais com febre podem apresentar-se prostrados, apáticos, sem apetite, desidratados e com respiração e batimentos cardíacos mais frequentes. A maioria dos casos de febre é de origem infecciosa (bactérias ou vírus). Existem ainda outras causas de febre, como neoplasias (linfoma e outros tumores), doenças imuno-mediadas (lúpus, poliartrite idiopática) e doenças inflamatórias não infecciosas (pancreatite, doença inflamatória intestinal). Uma temperatura elevada também se pode dever a falha no sistema de regulação interno ou por um golpe de calor. Existem, portanto, muitas causas de febre e o diagnóstico pode ser complexo.

O médico veterinário pode ter que realizar um exame físico rigoroso e realizar testes de diagnóstico dispendiosos, até descobrir a razão da febre.

O tratamento da febre consiste em tratar a causa subjacente e, no caso da febre ser muito elevada, na administração de medicamentos antipiréticos. Por vezes, enquanto se aguarda pelo diagnóstico, iniciam-se antibióticos de largo espectro para debelar uma eventual infecção bacteriana. Os animais toleram mal certos antipiréticos como a aspirina e o paracetamol. Por isso, os donos nunca devem administrar medicação sem a prescrição do médico veterinário.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL

O paracetamol é um fármaco analgésico e antipirético muito utilizado em Medicina Humana (Bem-U-ron, Panasorbe, Panadol, Tylenol, etc). É um fármaco considerado inofensivo e seguro, muito utilizado em crianças, dada a sua elevada margem de segurança no ser humano. Mas este fármaco é extremamente tóxico para os animais de companhia, principalmente para os gatos mas também para os cães.

Este medicamento é metabolizado (eliminado) por certas enzimas no fígado. Mas a actividade destas enzimas nos gatos é bastante reduzida levando a uma acumulação de produtos intermédios muito tóxicos. Metade de um comprimido de 500 mg pode ser fatal para um gato de tamanho médio.

Os sintomas são:

-cianose (coloração azulada das mucosas)

-edema da face e dos membros

-dificuldades respiratórias

-prostração

-temperatura corporal baixa

-vómitos.

- A situação pode evoluir para coma e morte.

Existe um antídoto para esta intoxicação, mas pode requer tratamento por alguns dias com internamento, fluidoterapia e oxigenoterapia. O sucesso do tratamento depende do intervalo de tempo entre a intoxicação e o início do tratamento.

Uma suposta febre, um traumatismo ligeiro podem transformar-se numa doença grave, pela administração incorrecta de medicamentos de medicina humana. Existem medicamentos específicos para os animais com as concentrações mais indicadas para o seu peso e para cada espécie.

Apenas o seu médico veterinário está qualificado para o aconselhar no tratamento do seu animal de companhia. Um telefonema pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu animal.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alimentos tóxicos para cães e gatos

Ao contrário do que muitas pessoas pensam não são só os químicos e detergentes que temos em casa que são venenosos para os animais de estimação. Existem mais perigos espalhados pela casa, disfarçados de alimentos que comemos no dia-a-dia e que os cães e gatos muitas vezes gostam, mas que podem ser mortais.

Chocolate ou alimentos contendo cacau: quanto mais rico em cacau mais tóxico é para os cães e gatos pois mais teobromina tem. Causa intoxicações graves podendo ser causa de diarreias, vómitos, alterações cardíacas, convulsões e até causar a morte, dependendo da dose ingerida.


Café e chá: as substâncias tóxicas nestes casos são a cafeína e a teofilina, respectivamente. Causam sintomas semelhantes aos da intoxicação por chocolate mas a dose necessária para causar sintomas num cão ou gato é muito menor.

Uvas e uvas passas: apesar de não se saber qual o componente tóxico, uma pequena quantidade é suficiente para causar intoxicação que se manifesta por vómitos, diarreia, insuficiência renal e podem também causar a morte.

Cebola e alho: ambos têm um sulfoxido, um componente que causa destruição dos glóbulos vermelhos. Pode provocar fraqueza, anemia, respiração ofegante e sangue na urina.

Bebidas alcoólicas: a maioria dos animais manifesta depressão ou excitabilidade, alterações cardíacas e/ou respiratórias quando as ingerem, devido ao etanol que contêm. Não é necessária uma grande quantidade para causar sintomas e em casos graves pode provocar a morte.

Ossos e espinhas: ao mastigá-los ficam com pontas afiadas que ao ser engolidas podem ficar alojadas na garganta ou causar ruptura do estômago ou intestinos. Quando isto não acontece tornam as fezes muito secas e duras levando muitas vezes à paragem do trânsito intestinal.

Alimentos estragados: devem ser mantidos longe do alcance dos cães e gatos pois podem conter fungos e bactérias causadores de infecções graves.

Estes são os principais alimentos perigosos para os cães e gatos por isso deve evitar dar-lhos e em caso de eles os ingerirem deve consultar o seu médico veterinário.