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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Como evitar que o seu cão fuja de casa



Donos de outros cães têm mais probabilidade de encontrar cães perdidos. Ou porque se cruzam com eles na rua e acabam a brincar juntos, ou então porque cães perdidos muitas vezes ficam ao portão de uma casa onde haja outro cão.

Quando têm microchip ou uma chapa de identificação na coleira, facilmente são devolvidos ao dono, que por vezes nem sabe bem como eles se escaparam. A fuga do cão pode correr mal pois existe sempre o risco de serem atropelados, atacados por outros animais, correrem atrás de uma criança ou de se perderem em locais muito afastados de casa.


Mas o que faz os cães fugirem de casa? Como podem os donos prevenir isto?
A Drª Ellen Lindell, especialista em comportamento, diz que como nenhum cão obedece 100% das vezes, há algumas medidas que se podem tomar para evitar que fujam. Seja porque o cão se distraiu a correr atrás de outro animal que passa a correr ou porque foi atraído por um cheiro irresistível a uma longa distância, aqui ficam algumas sugestões:

Esterilize ou castre: a motivação dos cães para acasalar é muito grande, por isso os cães machos que não são castrados são muito difíceis de manter em casa se houver uma fêmea em cio nas redondezas. Fêmeas não esterilizadas também podem escapar-se para ir procurar companheiros, por isso esterilizar ou castrar o seu cão ou cadela é a chave para evitar que eles fujam para acasalar.

Invista numa boa vedação tradicional: vedações tradicionais são muitas vezes preferidas em vez das eletrónicas por serem apropriadas para a maioria dos cães e permitir-lhes ver as fronteiras do seu espaço. A cerca deverá ser suficientemente alta para que o cão não salte. Também é aconselhável dar uma volta ao longo da vedação com o cão todos os dias para verificar se neve amontoada, ramos de árvores caídos, buracos e falhas na vedação ou outras coisas que possam ajudar o cão a sair. Enquanto faz isto pode ir atirando uma bola ao seu cão para lhe proporcionar uma brincadeira estimulante que o faça ver o jardim como um local de diversão. Por fim, outra ajuda é ter portões que se fecham sozinhos, principalmente em casa com crianças.

Proporcione exercícios interativos: recomenda-se pelo menos meia hora de exercício aeróbico duas vezes por dia mas o exercício não se resume a corrida ou caminhadas, pode incluir brincadeiras interativas como jogos de treino. O mais importante é o tempo que passamos na rua com o nosso cão seja interessante. Por exemplo, em vez de nos sentarmos num banco de jardim a ler um livro, ou parar para falar ao telefone, pode atirar uma bola ao seu cão para ele ir buscar ou fazer outro tipo de brincadeiras. Também lhe pode dar brincadeiras enriquecedoras em casa para os manter ocupados como puzzles para cães, encher brinquedos de comida com paté e congelar para os entreter durante mais tempo, esconder guloseimas ou brinquedos pela casa, esconder bonecos de peluche no quintal ou construir uma caixa de areia onde o cão possa escavar.

Use métodos de treino positivo: certamente que não vai querer ralhar ou punir o seu cão quando ele volta para perto de si, pois isto só vai fazer com que o cão não queira vir para perto de si. Em vez de tentar chamar o cão quando ele anda a correr em círculos à sua volta, tente ensiná-lo a deitar-se rapidamente para obter uma recompensa (um biscoito ou um brinquedo) pois pode ser uma brincadeira engraçada que pode usar sempre que o seu cão começa a correr. Outro truque é treinar o seu cão a não passar por uma porta ou portão sem ser convidado. Use treino baseado em recompensas (dar uma guloseima por cada comportamento adequado) em vez de treino baseado em castigos (como as coleiras de choques) para evitar criar medo e agressividade no seu cão.

Avalie as necessidades do seu cão: algumas raças como os huskies têm fama de ser independentes e vaguear mas o temperamento e motivação de cada cão são diferentes. Para obter melhores resultados, trabalhe em conjunto com um treinador ou médico veterinário de comportamento para proporcionar ao seu cão a melhor forma de o manter feliz em casa. Podemos treinar todas as raças de cães, em alguns casos podemos é ter mais trabalho que noutros.

Fale com o seu médico veterinário ou treinador caso suspeite que o cão pode ter ansiedade por separação: uma coisa é o seu cão ficar triste quando você sai de casa, outra é mostrar sinais de stress extremo sempre que fica sozinho como deixar marcas de arranhar nas portas ou tentar saltar por uma janela. Nestes casos deve procurar ajuda de um profissional o mais rapidamente possível. 

Crie uma casa de onde os cães não queiram sair: ficar em casa é um hábito e eles devem aprender que ficar em casa é um bom hábito pois a casa é tão boa que não há razão para sair. 


Adaptado de: http://www.aaha.org/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Viajar com o seu animal de companhia para o estrangeiro

Hoje em dia muitas pessoas levam os seus animais de companhia em viagem para o estrangeiro, quer seja porque decidem ir morar para outro país ou simplesmente porque vão de férias. No caso de o animal de estimação se tratar de um cão, gato ou furão existem vários procedimentos que devem ser realizados antes da viagem para que o animal possa entrar no país de destino. Esses procedimentos variam de país para país mas no caso da União Europeia foram estabelecidos através de uma legislação comum.

As restantes espécies de animais de companhia como as aves, répteis e roedores devem respeitar a legislação do país para o qual pretendem viajar que pode ser consultada aqui.

Para circular entre a maioria dos Estados Membros da Comunidade Europeia os cães, gatos e furões têm de:

- Estar identificados com um microchip ou uma tatuagem claramente legível (a tatuagem só será aceite até 3/07/2011)

- Ser acompanhados por um Passaporte para animais de companhia emitido por um Médico Veterinário habilitado que comprove que o animal foi sujeito a uma vacinação anti-rábica (raiva) válida. Para este efeito consideram que a 1ª vacinação da raiva é válida 21 dias após a sua administração e um reforço da vacina da raiva é válido a partir da data da administração se for feito antes de ter expirado o prazo da vacinação anterior. Nos casos em que o reforço seja feito após a data de validade da vacina anterior é considerado como 1ª vacinação.

Os cães, gatos e furões com idade inferior a 3 meses não podem circular para fora do pais até terem atingido a idade suficiente para serem vacinados contra a raiva. Apesar disso, os outros países podem autorizar a entrada destes animais no seu território se:

- Estiverem identificados com um microchip ou uma tatuagem claramente legível (a tatuagem só será aceite até 3/07/2011)

- Forem acompanhados por Passaporte para animais de companhia emitido por um Médico Veterinário habilitado

- Acompanhados por uma declaração do proprietário/responsável pelo animal inscrita no ponto XI. Outros do seu Passaporte, em como os animais permaneceram no local onde nasceram, sem contacto com animais selvagens susceptíveis de terem sido expostos à infecção pelo vírus da Raiva

Ou

Acompanhados pela mãe de que ainda dependem, devendo esta última circular com tudo o que é exigido para os animais adultos.

Mais informações sobre as condições em que os animais com idade inferior a 3 meses podem circular dentro da Comunidade Europeia podem ser vistas aqui.

Existem países como o Reino Unido, Irlanda, Malta, Chipre, Suécia e Finlândia que apesar de pertencerem à Comunidade Europeia têm exigências adicionais relativamente à vacinação da Raiva, à prevenção da Equinococose (parasitas internos) e das carraças. Esses procedimentos adicionais podem ser consultados aqui.

Se estiver a pensar viajar com o seu animal de estimação para outro país deve contactar com pelo menos 6 meses de antecedência o seu Médico Veterinário ou a Direcção Geral de Veterinária para se informar sobre tudo o que necessita de fazer para poder viajar descansado.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Microchip

O microchip é um dispositivo electrónico com um número único no mundo permitindo identificar os animais e associá-los ao seu dono. Esta associação permite encontrar um dono em caso de perda de um animal, provar a propriedade de um animal em caso de disputa e punir um dono que abandonou o seu animal.

O microchip é do tamanho de um bago de arroz o que possibilita a sua colocação por baixo da pele sem causar dor ao animal e como é feito de um material inerte não interfere com a saúde. Pode ser aplicado em cães, gatos, cavalos, aves e outros animais exóticos e é utilizado em toda a Europa há mais de 15 anos facilitando a devolução do animal ao seu dono em caso de perda ou roubo. Embora não indique a localização do animal, utilizando um leitor óptico específico podemos saber o número do microchip e associá-lo a uma ficha com todos os dados do animal e do seu dono que consta da base de dados nacional. Actualmente existem no nosso país duas bases de dados, o SICAFE (Sistema de Identificação de Caninos e Felinos) que pertence à Direcção Geral de Veterinária e o SIRA (Sistema de Identificação e Registo Animal) pertencente ao Sindicato dos Médicos Veterinários.

Os decretos lei 12/2003, 313/2003, 314/2003 e 315/2003, de 17 de Dezembro e portarias complementares tornaram a identificação com microchip obrigatória para todos os cães nascidos depois de 1 de Julho de 2008, cães de caça, cães de raças perigosas e a animais que vão viajar para o estrageiro, tendo de ser feita entre os 3 e os 6 meses de idade por um Médico Veterinário. Quando o microchip é colocado no animal é preenchido um formulário em quadruplicado e dado ao dono o original e duplicado que ele deve apresentar na respectiva junta de freguesia no prazo de um mês para efectuar o registo do animal e para que os seus dados passem a constar da base de dados nacional obrigatória (SICAFE). O triplicado é enviado pelo Médico Veterinário para a respectiva junta de freguesia ou para o Sindicato dos Médicos Veterinários e o quadruplicado fica na posse do Médico Veterinário. Actualmente a responsabilidade de inserir o constante no formulário na base de dados é da junta de freguesia, o que por vezes não se tem verificado muito eficaz.

Em caso de perda ou roubo de um animal identificado devem ser contactadas as bases de dados (SIRA e SICAFE) para que estejam informadas caso o animal seja encontrado. Em caso de morte do animal deve ser contactada a junta de freguesia onde ele está registado para que seja dada baixa na base de dados.

Caso queira saber a localização do seu animal em tempo real para que ele não se perca nem seja roubado também já existem localizadores de GPS com essa função na forma de coleiras. São dispositivos de dimensões muito maiores e que necessitam de baterias para emitir sinal. Não são obrigatórios e são bastante mais caros que os microchips.