quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Como acabar com as pulgas em casa



O seu cão ou gato andam a coçar-se ultimamente? Viu uma coisa pequenina preta a saltar do sofá para o seu braço? Não entre em pânico, controle a situação seguindo estes passos.

 - Telefone ao médico veterinário:
O seu animal está a cumprir o programa de desparasitação externa adequado? Se costuma colocar-lhe algum produto para prevenção de pulgas e carraças e mesmo assim ele as apanha algo não está a ser feito correctamente. Pergunte ao seu médico veterinário qual é o produto mais adequado ao seu animal. O ideal é um produto que mate não só pulgas adulta como os seus ovos e que funcione bem no clima onde vive. 
A maioria dos produtos para as pulgas só precisam de ser aplicados uma vez por mês para prevenir as pulgas de fazer com que o animal e o dono se cocem.
Caso o animal já esteja com pulgas peça ao médico veterinário um produto diferente para experimentar e certifique-se que todos os cães e gatos da casa são devidamente tratados.

- Ponha o aspirador a funcionar:
Se é daquelas pessoas que raramente aspira a casa, as pulgas são um bom pretexto para uma mudança de hábitos.
Ao aspirar regularmente a casa reduz o número pulgas e de ovos de pulgas nos tapetes, frestas do soalho, cortinas e móveis estofados e apanha as que estão por baixo da mobília. Não se esqueça de aspirar as zonas onde o seu animal come e dorme. Esvazie o saco do aspirador ou deite-o no lixo na rua de imediato para que as pulgas não possam voltar para casa.
Deve aspirar diariamente as zonas onde o seu animal passa mais tempo (cozinha, sala, etc) e as restantes zonas da casa semanalmente.
Se tiver uma infestação séria de pulgas mande lavar os seus tapetes com vapor. O calor mata as pulgas mas pode não matar todos os ovos por isso esta limpeza pode ter de ser repetida.
Caso não seja suficiente pode aplicar produtos adequados para matar as pulgas, tendo em atenção que sejam seguros para si e os seus animais ou chamar uma empresa especializada em desinfestações.

- Lavar as camas dos animais com água quente e sabão:
A água quente com sabão também mata as pulgas por isso certifique-se que lava a cama dos seus animais semanalmente à mão ou à máquina. Se o seu animal dorme na sua cama ou na dos seus filhos certifique-se que lava as camas todas lá de casa semanalmente.

- Compre um pente de pulgas
Apesar de parecer uma coisa antiquada um pente de pulgas com os dentes finos pode resultar para ajudar a remover as pulgas. Penteie o animal no exterior e concentre-se na zona do pescoço e base da cauda onde habitualmente há mais pulgas. Tenha sempre uma taça com uma solução de água e sabão onde pode ir molhando o pente para afogar as pulgas.
Ao passar o pente de pulgas regularmente no seu animal também pode verificar a evolução da situação relativamente à infestação de pulgas.

- Dê banho ao animal:
Após ter aspirado e desinfestado a casa, lavado a cama do seu animal e colocado produtos para lhe matar as pulgas pode-lhe dar um banho (respeitando o intervalo da aplicação do produto para as pulgas utilizado no animal). Não precisa de utilizar um champô para matar pulgas pois alguns são tóxicos e as pulgas morrem afogadas com água e sabão. Certifique-se só que o champô que usa é próprio para cão ou gato.

Adaptado de: WebMD Medical Reference

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Plantas - Venenos do nosso jardim

É preciso estar ciente dos potenciais perigos das plantas de Primavera para o nosso animal de estimação, para que este esteja seguro e o jardim não seja nenhuma ameaça.

1.Tulipas e jacintos: 
Ambas as plantas contêm substâncias tóxicas alergénicas, que estão em maiores concentrações no bolbo destas plantas (comparativamente com a flor ou folha). Preste especial atenção quando o seu cão desenterra alguma coisa no jardim, uma vez que a mastigação e ingestão de certas partes destas plantas causam irritação dos tecidos da boca e esófago. Os sinais típicos incluem salivação excessiva, vómitos, ou ainda diarreia dependendo da quantidade ingerida. Não há um antídoto específico, mas com os cuidados médicos apropriados (lavagem da boca, medicação para vómito, diarreia e soro), o seu animal de estimação poderá ficar bem. Com a ingestão de grandes quantidades a sintomatologia pode ser mais grave, tais como aumento da frequência cardíaca e dificuldades respiratórias sendo a ajuda do seu médico veterinário indispensável nestas situações. 

2. Narcisos
Estas plantas contêm licorina, uma substância que desencadeia o vómito. A ingestão da flor, caule ou bolbo pode causar vómito intenso, diarreia, dor abdominal, e até arritmias cardíacas e depressão respiratória. Os cristais de licorina localizam-se na camada externa dos bolbos, o que conduz a uma grande irritação e grande salivação secundária. A sua ingestão pode provocar sinais clínicos muito graves, por isso se houver contacto do seu animal com estas plantas, procure o seu médico veterinário.

3. Lírios

Existem vários tipos de lírios, uns têm com características tóxicas e outros são menos agressivos quando em contacto com os nossos animais de estimação. Os mais inofensivos contêm cristais de oxalato que causam irritação da boca, língua, faringe e esófago, levando à salivação excessiva do animal. Os mais perigosos são potencialmente fatais e altamente tóxicos para gatos. A ingestão de pequenas quantidades (2 a 3 pétalas ou folhas) pode resultar em insuficiência renal grave, daí que se vir o seu gato a ingerir este tipo de planta deve procurar o seu médico veterinário o mais rápido possível. Se possível colha um pouco da planta e leve-a consigo, desta forma o veterinário conseguirá identificar a causa da falha renal e iniciar o tratamento o mais rapidamente possível, visto que quanto mais célere se atuar melhor é o prognóstico. A indução do vómito e a administração de substâncias (p.e. carvão activado) pouco tempo após a ingestão pode ajudar na fase de descontaminação. Para além disso a terapia agressiva com fluidoterapia, análises de monotorização renal e outros cuidados médicos, podem ajudar a estabilizar o seu animal.

4. Açafrão
A ingestão deste tipo de planta conduz a desconforto gastrointestinal, incluindo vómitos e diarreia. É necessário ter atenção à espécie que se desenvolve no Outuno (Colchicum autumnale ou Açafrão do Prado), uma vez que é altamente tóxica devido à colchicina fazer parte da sua constituição. Esta é capaz de induzir o vómito, hemorragias gastrointestinais, problemas hepáticos, renais e insuficiência respiratória. Os sinais podem começar a manifestar-se de imediato ou depois de alguns dias, desta forma se observar a ingestão desta planta leve de imediato o seu animal ao veterinário.

5. Lírio do Vale
Esta planta contém glicosídeos cardíacos que causam sinais como vómito, diarreia, diminuição da frequência cardíaca, alteração do ritmo cardíaco e possivelmente convulsões. Animais expostos a esta planta devem ser analisados, avaliados por um veterinário e tratados sintomaticamente.

Para além das plantas, os fertilizantes também são perigosos. Com a chegada da Primavera, a utilização destas substâncias aumenta, sendo necessário saber que a maioria não é tóxica, resultando em irritação gastrointestinal menor quando consumido, mas que outros são potencialmente fatais sem tratamento.

1.Farinha de sangue
Este fertilizante é sangue seco, moído e congelado, que contém 12% de nitrogénio. Embora seja um excelente fertilizante, se ingerido pode causar vómito e diarreia, mas também pancreatite (inflamação do pâncreas) que é uma doença potencialmente fatal.

2.Farinha de osso
Este fertilizante resulta do desengorduramento, secagem, moagem e congelamento de ossos moídos de animais, o que o torna tão palatável para o seu animal de estimação. Apesar de ser um bom adubo orgânico, ao ser ingerido forma uma bola de cimento a nível do estômago e/ou intestino, podendo levar a uma obstrução gastrointestinal, que apenas se resolve com cirurgia.

3. Fertilizantes de plantas e flores

Alguns destes tipos de fertilizantes contêm organofosfatos, que apesar da sua utilização ter diminuído devido aos efeitos nefastos que causam no Ambiente e consequentemente no Homem, podem ser responsáveis por alguns sinais com lacrimejamento, salivação, convulsões, dificuldade respiratória e hipertermia, que por vezes pode ser fatal.

4. Pesticidas e inseticidas

A maioria (principalmente aqueles que se apresentam em lata de spray) é irritante para os animais de estimação, e geralmente não são grande preocupação, a menos que os sinais se tornem persistentes. Alguns podem conter organofosfatos responsáveis por determinados sinais como lacrimejamento, salivação, convulsões, dificuldade respiratória e hipertermia, podendo ser potencialmente fatal. Procure de imediato o seu médico veterinário.

5. Produtos com ferro
Este ião é comumente adicionado a fertilizantes, resultando em toxicidade. Grandes ingestões podem causar vómito, diarreia com sangue e ter efeitos prejudiciais na função cardíaca e hepática.

A melhor forma de se evitar este tipo de acidentes com o seu animal de estimação é ter conhecimento das toxinas que temos em casa e no jardim. Mantenha todos os produtos rotulados, em recipientes bem fechados e fora do alcance do seu animal de estimação. Em caso de exposição do seu animal a estes venenos, procure o seu médico veterinário de imediato.

Adaptado de: http://www.petpoisonhelpline.com/pet-owners/seasons/spring/

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Carcinoma das células escamosas – tumores da pele, nariz e boca



O carcinoma das células escamosas é um tumor maligno da pele que afecta principalmente cães e gatos com pelagem branca. Nos cães é dos tumores que aparece com mais frequência na boca e nos gatos é o tumor de pele mais comum. Afecta tanto machos como fêmeas e é mais frequente em animais idosos, a partir dos 10 anos de idade. Nos cães as raças mais afectadas são Schnauzer, Basset Hound e Collie.

O principal factor que leva ao aparecimento deste tipo de tumor é a exposição ao sol (raios ultravioletas), a falta de pigmentação da pele (animais de cor branca), a falta de pelo, cicatrizes, inflamação crónica da pele e imunossupressão.

Os locais mais comuns nos gatos são o nariz, pálpebras e bordas das orelhas e nos cães podem aparecer em qualquer local da pele. As lesões iniciais podem ser semelhantes a feridas que não cicatrizam, espessas e com descamação. O tumor é muito invasivo no local onde aparece tendo um crescimento relativamente rápido e muitas vezes evolui para úlceras profundas. Não tem tendência a formar metástases (quando ocorrem são nos gânglios mais próximos). 

O diagnóstico é feito por biópsia ou punção da lesão para observar as células tumorais. O tratamento em fases iniciais pode ser feito com terapia fotodinâmica. Em fases mais avançadas deve passar pela cirurgia para retirar o tumor por completo. Se for possível retirar o tumor por completo com alguma margem é pouco provável que volte a aparecer no mesmo local. Nos casos em que já não se consegue retirar todo o tumor pode ser indicado fazer radioterapia ou quimioterapia que têm apenas efeitos paliativos. 
 
A prevenção é a melhor solução para evitar o aparecimento destes tumores. Para isso deve evitar que animais de pelo curto e branco estejam expostos ao sol (permitir a exposição apenas no início da manhã e final de tarde), usar protector solar principalmente nas orelhas e focinho e colocar película com filtros de raios UV nas janelas.

sábado, 19 de julho de 2014

Medicações Humanas que são venenos para os animais de estimação

As intoxicações com medicações Humanas são muito comuns, ou porque o animal tem acesso a eles ou porque o dono bem intencionado administra a sua medicação na tentativa de aliviar um problema de sáude, que em vez de ajudarem podem mesmo matar o seu cão ou gato.

1. Anti-inflamatórios não esteróides (Brufen, voltaren): É a medicação que usualmente se tem em casa e a que mais vezes é administrada pelo dono ao seu animal de estimação. Embora estas medicações sejam seguras para o Homem, basta que 1 ou 2 comprimidos sejam administrados ao seu cão ou gato para lhe causar grandes problemas de sáude, uma vez que podem desenvolver úlceras gástricas e intestinais muito graves, e podem inclusivé ficar insuficientes renais.

2. Paracetamol (benuron, panasorbe): Este é um medicamento muito popular para o controlo da dor. Apesar de este ser seguro, mesmo para crianças, isso não se verifica nos nossos animais- especialmente nos gatos. Nos gatos, apenas 1 comprimido pode causar lesão nas células vermelhas do sangue, limitando a sua capacidade para transportar oxigénio, insuficiência renal, hepática e até morte. No cão, o paracetamol também pode conduzir à insuficiência hepática.

3. Antidepressivos: Apesar desta medicação ser ocasionalmente administrada aos seus animais por um médico veterinário, uma dose mais elevada e tóxica pode ser facilmente alcançada e provocar problemas neurológicos sérios como: sedação, incoordenação, tremores e convulsões. Alguns antidepressivos têm efeito estimulante, levando a um aumento perigoso da sua frequência cardíaca, pressão sanguínea e temperatura corporal. 

4. Ansiolíticos (Xanax): No Homem este tipo de medicação ajuda a reduzir a ansiedade e a dormir melhor, no entanto, nos animais pode ter o efeito oposto. Cerca de metade dos cães que o ingerem acidentalmente fica agitado em vez de tranquilizado. Para além disso, podem causar: letargia, incoordenação, e leva-os a respirar mais lentamente. Em gatos, algumas formas de ansiolíticos podem causar insuficiência hepática quando ingeridos.

5. Pílula (estrogénios, estradiol, progesterona): As medicações para o controlo da gravidez vêm normalmente em blisters, e os cães acham-nos irresistíveis. Felizmente a ingestão de pequenas quantidades não causam problemas. No entanto, a ingestão de grandes quantidades pode causar a supressão da medula óssea, impossibilitando-a de produzir as células que habitualmente constituem o sangue.

6. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) (enalapril, captopril): Estes fármacos são administrados ao Homem para controlar a pressão sanguínea e, ocasionalmente, são administrados em animais. Embora estas substâncias possam levar à diminuição acentuada da pressão arterial, a tonturas e fraqueza, esta categoria de medicamentos é bastante segura. Os animais que as ingerem devem ser monitorizados pelo seu médico veterinário, principalmente animais que sofram de doença cardíaca ou renal.

7. Bloqueadores beta-adrenérgicos (carvedilol): São utilizados no controlo da pressão sanguínea, mas contrariamente aos IECAs, basta a ingestão de pequenas quantidades para causar intoxicações. Estes medicamentos podem ser fatais, uma vez que diminuem de forma acentuada a pressão sanguínea e a frequência cardíaca.

8. Hormonas da tiróide (Levotiroxina sódica): Os animais, especialmente o cão, necessitam de uma dose superior de hormonas tiroidéias do que o Homem, assim quando o animal ingere acidentalmente este tipo de medicação, raramente causa problemas. No entanto, doses elevadas levam a tremores musculares, nervosismo, respiração acelerada, frequência cardíaca aumentada e agressividade.

9. Medicação para diminuir o colesterol (Sinvastatina; Lovastatina): Apesar dos animais não terem grandes elevações do colesterol, eles podem ter acesso à sua caixa de medicação. Felizmente, a sua ingestão apenas costuma causar vómitos e diarreia. Efeitos secundários mais graves apenas costumam aparecer após a administração a longo prazo.

Mantenha sempre as medicações fora do alcance do seu animal de estimação e não administre medicações sem consultar o seu médico veterinário. Em caso de ingestão pelo seu animal de estimação, consulte o seu médico veterinário o mais rápido possível. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Hot spots em cães - feridas causadas pela comichão

Os Hot Spots, também designados de Dermatites Húmidas Agudas ou Piodermatites  Caninas Superficiais geralmente aparecem como feridas húmidas avermelhadas, bem localizadas. Quando alguma coisa irrita a pele do seu cão, ele fica com comichão, o que faz com que ele se lamba ou arranhe, contribuindo para o aparecimento de feridas avermelhadas com um aspecto muito feio, que normalmente resultam duma infecção bacteriana.

Factores de risco:
O seu animal de estimação pode ter comichão cutânea devido a alergias a alimentos ou a qualquer alérgeno ambiental e/ou pulgas. Outros factores como a sarna, a doença das glândulas perianais, a presença de carraças ou picada de mosquitos e até as temperaturas mais altas podem predispor o seu animal a iniciar o ciclo repetitivo de arranhadelas e lambeduras do local. Animais com pêlo mais denso e longo estão mais predispostos ao desenvolvimento desta condição. Em algumas situações a lambedura excessiva pode ter por base um problema comportamental.

Sinais clínicos:
Se o seu animal não parar de lamber e/ou arranhar uma zona específica do corpo, se identificar uma zona do corpo sem pêlo e com irritação da pele (pele avermelhada), não hesite em procurar o seu médico veterinário. 

Diagnóstico e tratamento:
O veterinário irá tentar determinar o que o leva o seu cão a lamber-se e/ou arranhar-se através de avaliações microscópicas, testes sanguíneos e eventualmente testes alérgicos. A zona deve ser tosquiada, limpa e desinfectada. O tratamento consiste em medicações que combatam a infecção secundária e que diminuam a comichão. Poderá ainda ser necessário utilizar um colar isabelino para impedir a lambedura excessiva.

Prevenção:
Uma pele saudável é o elemento chave para prevenir estas lesões. Nesse sentido, certifique-se que o seu animal está livre de pulgas e carraças. Os cuidados da pelagem como escovagem e/ou tosquia são importantes, principalmente em animais de pêlo comprido. Em caso de dúvida, fale com o seu médico veterinário de forma a tentar-se encontrar a causa do problema antes que a comichão faça grandes estragos. 

Adaptado de: http://www.pethealthnetwork.com/dog-health/hot-spots-dogs


sexta-feira, 30 de maio de 2014

O MEU CÃO/GATO PODE SOFRER DE ALZHEIMER? - Disfunção Cognitiva no Cão e no Gato



Com o passar do tempo todos os órgãos vão envelhecendo. No cérebro esse envelhecimento ocorre devido à deposição de determinadas substâncias tóxicas, assim como pelo aparecimento de processos imunomediados, diminuição das defesas e devido a factores genéticos. Como resultado do envelhecimento cerebral surgem alterações comportamentais nos cães idosos (como mais de 7 anos) e nos gatos idosos (com 8 – 9 anos). 

Quando surgem alterações comportamentais num cão ou gato idoso deve dirigir-se ao seu médico veterinário para que este consiga fazer um diagnóstico que permita determinar o grau de disfunção cognitiva. Desta forma podem trabalhar em conjunto para garantir o melhor tratamento e as alterações ambientais que proporcionam ao seu animal a melhor qualidade de vida possível. Através de análises sanguíneas, da avaliação da capacidade locomotora (devido às artroses) e odontológica (lesões dentárias), é possível determinar certas condições responsáveis por alterações comportamentais de cães e gatos geriátricos. É essencial a realização de um exame neurológico completo, de forma a descartar causas centrais, como tumores cerebrais, etc. 

A síndrome de disfunção cognitiva resulta da degradação das capacidades cognitivas, caracterizado por alterações comportamentais, às quais não foram atribuídas causas médicas. Esta síndrome é o análogo da Doença de Alzheimer em Humanos. Desta forma é definida por um conjunto de sinais e o seu diagnóstico faz-se por exclusão de outras causas de alterações comportamentais, sendo necessário a presença de uma ou mais queixas, como:

1 - Desorientação: o animal fica “perdido” ou confuso em casa ou no local onde costuma estar habitualmente. Nota-se dificuldade em reconhecer pessoas ou locais familiares.

-  - Interacção: verificam-se mudanças na capacidade do cão/gato “cumprimentar” os membros da família, solicitar atenção, ou responder à atenção;

   - Alterações padrões de sono: dorme excessivamente durante o dia, mas fica acordado toda a noite;

  - Perda de hábitos de higiene e de eliminação: verifica-se que o cão/gato faz a eliminação dentro de casa/fora da liteira. E deixa de sinalizar a necessidade de eliminação.

   - Diminuição da actividade..
    A causa desta síndrome continua a ser desconhecida, sendo provavelmente devida a um conjunto de factores.

Tratamento:

Esta doença não tem cura e o tratamento tem como objectivos normalizar os níveis de neurotransmissores cerebrais e atrasar a progressão da doença. De uma forma geral, isto consegue-se com alteração da dieta e enriquecimento ambiental.

  1. Dieta: deve ser pobre em gorduras, conter antioxidantes como vitaminas C e E, carotenóides e flavonóides, para além de ácidos gordos, condroportectores, L-carnitina e lisina. 
  2. Estimulação mental e suporte comportamental: como o aumento da frequência e da duração dos passeios e brincadeiras; o ensino de novas tarefas, novos brinquedos e recompensas, em cães. Nos gatos as mudanças espaciais devem ser evitadas, uma vez que geram confusão. Nestes, pode recorrer-se ao uso de feromonas e à redução do espaço onde o gato se move, de forma a diminuir a ansiedade.
  3. Fármacos: existem uma série de medicamentos que ajudam no atraso desta condição.

O prognóstico depende da gravidade das alterações observadas no momento do diagnóstico mas a esperança média de vida é de 18 a 24 meses.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Doenças comuns em cães seniores



Em cães com mais idade os sinais de envelhecimento são inevitáveis, o que pode predispô-los a certas doenças. Dai que seja importante estar atento e preparado para identificar os problemas de envelhecimento do seu companheiro. Nesta fase é particularmente importante que o seu animal tenha acesso a cuidados veterinários, no mínimo uma vez por ano, visto que algumas doenças (resumidas abaixo) são as que mais comumente atingem os cães mais velhos.

1. Nutrição: é um factor muito importante no cuidado de um cão geriátrico. A obesidade é um problema comum e sério porque diminui a longevidade e contribui para uma série de doenças. Assim, um maneio nutricional adequado é uma parte muito importante do seu cão geriátrico.

2. Doenças dentárias: Doença dentária e gengivite (inflamação das gengivas) são alterações frequentes num animal idoso. Se a doença dentária não for controlada e tratada pode levar à perda de dentes e serve como um reservatório de infecção para o organismo, colocando em riscos outras partes do corpo. 

3. Artrose: A doença degenerativa articular, também conhecida como artrite, é outro problema frequente em animais idosos. Os sinais de artrite incluem a dificuldade em andar, subir e descer escadas. Existe medicação que o seu veterinário lhe pode prescrever de forma a diminuir a dor e a aumentar a qualidade de vida dele nesta fase tão importante.

4. Problemas oculares: Como o aumento da idade a visão tende a ficar cada vez pior. Como nas pessoas, as cataratas podem aparecer levando a uma visão turva. Por vezes, a produção de lágrima deixa de ser suficiente e a superfície do olho não é bem lubrificada. O olho seco resultante (queratoconjuntivite seca) é um problema comum em animais mais velhos, especialmente em animais de pequeno porte como o Shih-Tzu, Pequinois e o Pug.

5. Doença renal: A doença renal é a patologia metabólica mais comum em cães geriátricos. Quando detectada e tratada atempadamente, alguns animais conseguem manter a qualidade de vida com uma dieta e medicação apropriada. A chave para a resolução da doença é ser diagnosticada o mais cedo possível, sendo necessário fazer análises ao sangue de rotina em cães mais velhos.

6. Cálculos na bexiga: Com a idade estes cálculos na bexiga tendem a aparecer, que pode mesmo levar à obstrução da uretra impossibilitando o seu animal de urinar. Para controlar pode ser necessário fazer uma análise de urina e por vezes outros exames complementares, de forma a instituir o tratamento adequado.

7. Doenças endócrinas: Em animais com mais idade as doenças hormonais mais frequentemente diagnosticadas são a diabetes, o hiperadrenocorticismo (sindrome de Cushing) e hipotiroidismo. Estas doenças são tratáveis, e o tratamento instituído pode melhorar drasticamente a saúde do seu cão.

8. Doenças do Coração. A doença cardíaca mais comum no cão sênior é a doença cardíaca valvular crônica. Espessamento e irregularidades das válvulas do coração pode levar a fluxo sanguíneo anormal dentro das câmaras cardíacas, eventualmente causando aumento do coração e insuficiência cardíaca. A detecção precoce da doença e tratamento adequado pode retardar a progressão da doença cardíaca.