quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como exercitar o seu cão idoso


Apesar da idade todos os animais devem continuar a fazer exercício para manter a boa forma física e mental. Por vezes podem existir algumas limitações que devem ser contornadas adaptando os exercícios de acordo com as capacidades do seu animal.



Condições que limitam a mobilidade:

- Osteoartrite: é uma doença degenerativa das articulações que pode ocorrer naturalmente e é mais grave em animais com excesso de peso. Problemas congénitos como a displasia da anca e displasia do cotovelo, que em animais jovens tem sintomatologia ligeira, ao longo do tempo tendem a piorar. Outras doenças como a artrite reumatóide e a febre da carraça podem causar problemas articulares se não forem diagnosticadas e tratadas atempadamente.



- Ruptura do ligamento cruzado do joelho: pode ocorrer quando o seu animal escorrega/desliza sobre uma estrutura ou se vira demasiado rápido. A ruptura destes ligamentos origina muita dor e tende a acontecer mais frequentemente em animais com excesso de peso.



- Doença cardíaca: a função cardíaca pode estar diminuída num animal com doença cardíaca, o que conduz à perda da tolerância ao exercício. Doenças das válvulas cardíacas são mais frequentes em cães de raças pequenas, enquanto que doenças do músculo cardíaco tendem a ser mais prevalentes em raças de grande porte. Se notar que o seu cão se cansa mais rápido do que o normal e não passeia como habitualmente, procure um médico veterinário.



Exercícios que pode fazer em casa:

-  Enriquecimento ambiental: permite estimular física e mentalmente o seu animal, levando-o a estar mais activo. Para isso, pode comprar brinquedos que permitam a colocação de pequenas quantidades de comida no seu interior, de forma a promover a actividade, assim como a perda de peso em animais mais pesados.

- Subir e descer escadas: (caso o seu cão consiga) favorece o movimento das articulações e músculos. Se não consegue, invista em algumas rampas para que ele possa deslocar-se em casa sem ter tantas dores. 



Exercícios que pode fazer fora de casa:

- Caminhadas: os animais idosos devem continuar a fazer as suas caminhadas habituais que podem ser mais curtas devido a limitações físicas que possam ter. Se tiver dúvidas sobre quanto tempo e qual a distância mais confortável para o passeio do seu cão fale com o seu médico veterinário.

- Natação: também é uma actividade excelente que ajudará a exercitar os músculos sem provocar dor nas articulações e ossos.



Quando levar o seu animal a passear fora de casa esteja atento à sensibilidade que ele possa ter para temperaturas altas e/ou baixas, mantenha-o hidratado e em alturas de maior calor proteja-o do sol, especialmente se têm excesso de peso ou se pertence a raças do tipo braquicéfalas, como o Bulldog ou o Pug.



Para manter o seu cão idoso saudável deve ter alguns cuidados como:

- Controlo do peso: certifique-se que tem a condição corporal ideal, de forma a que seja capaz de se movimentar confortavelmente.

- Cuidados de higiene: verifique a tem as unhas devidamente aparadas para não dificultar o movimento.

- Cama. Deve ser cómoda para ajuda a diminuir as dores quando estão a dormir ou a descansar.



Fale com o seu médico veterinário sobre exames ortopédicos, radiografias (se necessário) e medicamentos ou suplementos que possam ser recomendados para manter o seu animal activo e saudável. Para além disso, pode definir com ele um programa de reabilitação, que inclui exercícios, natação, entre outros.

A detecção precoce do problema é essencial para estabelecer e manter um bom plano de reabilitação.



Adaptado de: http://www.petmd.com/


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sinais de envenenamento em cães e gatos


Os sinais de envenenamento podem variar muito consoante o tipo de veneno subjacente. Quando o seu gato ou cão tem acesso e/ou ingere venenos deve procurar ajuda imediata do seu médico veterinário, uma vez que quanto mais cedo for tratado mais hipóteses temos de obter um bom resultado.
Embora esta lista não seja exaustiva ou completa, alguns sinais mais comuns de intoxicação incluem:

Sinais gastrointestinais:
Vómito
Diarreia
Aumento da salivação
Prostração
Náusea.

Hemorragias internas:
Tosse com sangue
Vómito com sangue
Mucosas pálidas
Aumento da frequência cardíaca
Fraqueza e prostração
Colapso.

Insuficiência renal:
Halitose (cheiro urémico)
Prostração
Vómito
Diarreia
Excesso de sede e aumento da urina
Ausência ou diminuição de urina.

Insuficiência hepática:
Mucosas amarelas/ictéricas
Fraqueza ou colapso secundária à falta de açucares
Vómito
Diarreia
Sangue nas fezes
Comportamento anormal

Sinais neurológicos
Salivação
Tremores
Fraqueza
Perda de consciência
Convulsões 


Caso detecte algum sintoma destes no seu animal contacte o médico veterinário o mais rápico possível. Nunca dê nada ao seu animal sem o conselho do médico veterinário pois certos venenos podem actuar ainda mais rapidamente em conjunto com outros produtos como o azeite ou o leite por exemplo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Epilepsia canina - que cuidados ter com um animal que tem convulsões? (2ª parte)

O meu cão tem epilepsia : e agora?

Uma vez que o diagnóstico de epilepsia tenha sido feito o foco é gerir a doença e manter o animal com qualidade de vida. Se se tratar de epilepsia secundária pode ser possível tratar a doença causadora e impedir que ocorram mais convulsões. Quando são casos de epilepsia idiopática em que a causa é desconhecida a decisão de medicar e o tipo de medicação depende da gravidade e frequência das convulsões.
O lado bom da situação é que, apesar da maioria dos cães precisar de tratamento para o resto da vida, a medicação dada de forma adequada diariamente pode controlar a maioria dos casos. No entanto deve ser tido em conta que tratar um cão epilético requer uma atenção especial aos horários da medicação e à frequência com que tem de ser feitas análises sanguíneas de controlo das doses de medicação. Há uma grande variedade de medicamentos para a epilepsia e cada um tem recomendações específicas quanto às precauções a ter e sintomas que sevem ser monitorizados. É importante relembrar que qualquer aumento ou diminuição da dose, paragem na medicação ou o facto de se falhar uma dose pode fazer com que um animal que estava controlado volte a ter convulsões por isso se tiver dúvidas relativamente a doses ou horários da medicação deve sempre consultar o seu médico veterinário.
Além disso qualquer medicamento para a epilepsia pode ter efeitos secundários ou perder a sua eficácia ao longo do tempo pelo que é extremamente importante cumprir as datas estipuladas para as análises de monitorização do fígado e dos níveis de medicação no sangue.

Como lidar com as convulsões:

- Não se esqueça que em média uma convulsão dura cerca de 2 minutos ou mais
- Certifique-se que o cão está num lugar onde não se possa magoar (cair do sofá ou das escadas por ex.)
- Não coloque as mãos na boca ou perto dela para não correr o risco de ser mordido
- Alguns cães podem sofrer alterações de comportamento logo antes e após a convulsão. A melhor coisa a fazer nestes casos é deixar o cão num lugar calmo e não interagir com ele. Se tiver alguma dúvida contacte o seu médico veterinário.
- Se a convulsão durar mais do que alguns minutos ou o animal tiver mais do que uma convulsão durante um dia deve imediatamente ser levado ao médico veterinário para ser observado.
- A melhor forma de transportar um animal em convulsão para a clínica veterinária é dentro de uma caixa de transporte. 

Outros cuidados a ter:

Além de controlar o estado de saúde do cão e a sua medicação é também importante monitorizar a sua dieta. Por exemplo o aumento de sal na dieta do cão pode influenciar o metabolismo de alguns medicamentos para a epilepsia e por outro lado há medicamentos que podem aumentar o apetite e a sede do cão. O resultado disto é a possibilidade de aparecimento de obesidade que provoca mais sobrecarga sobre o coração do animal. Para evitar esta situação deve seguir cuidadosamente as recomendações do seu médico veterinário relativamente à dieta do seu animal.
Ao seguir todas as recomendações que lhe forem dadas relativamente ao controlo da doença será possível que, na maior parte dos casos, possa viver uma vida normal com ele.

Adaptado de: PetsMatter Nov/Dec 09 - Volume 4 Issue 6, published by the American Animal Hospital Association. Copyright © 2009 AAHA.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

FEVEREIRO - MES DO COMPORTAMENTO

Durante o mês de fevereiro passe na nossa clínica e responda a um pequeno questionário e habilite-se a prémios.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Epilepsia canina - que cuidados ter com um animal que tem convulsões? (1ª parte)



O que é a epilepsia?

A epilepsia é uma anomalia nos impulsos eléctricos do cérebro que causa convulsões, espasmos musculares e perda do controlo motor do corpo. O principal sintoma são as convulsões que também podem ser causadas por envenenamento ou traumatismo.
Um cão é considerado epilético quando tem vários episódios de convulsão num determinado período de tempo. As convulsões podem ser causadas por problemas cardíacos, renais, hepáticos (do fígado) ou tumores cerebrais sendo neste caso epilepsia secundária, que ocorre principalmente em cães mais velhos. Quando não se conseguem encontrar razões para o seu aparecimento trata-se de epilepsia primária ou idiopática que é mais comum em cães entre 1 e 5 anos de idade. Os animais com epilepsia primária estão normais entre os episódios, enquanto que nos casos de epilepsia secundária os animais podem ter sintomas associados à doença causadora. Pode ainda haver um componente genético, sendo mais frequente em algumas raças.
O diagnóstico de epilepsia é feito com base na história clínica e outros exames complementares como análises sanguíneas, ecografia, TAC ou ressonância magnética.
O dono também pode ajudar o médico veterinário a chegar ao diagnóstico prestando atenção ao cão sempre que ele tem uma convulsão para poder transmitir detalhadamente a situação. Dar a informação das circunstâncias em que ocorreu, qual foi o comportamento do animal antes e depois da convulsão irá dar pistas que permitem classificar a epilepsia e gerir da melhor forma a doença. Em geral os animais perdem a consciência, o controlo dos movimentos e podem urinar e defecar durante a convulsão.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Diabetes Insípida



A diabetes insípida é uma doença rara em cães e gatos e com sintomas parecidos com a diabetes mellitus, mas muito diferente dela tanto na causa como no tratamento. É uma condição em que o organismo não consegue manter o equilíbrio de água, o animal urina muito mais do que o normal e consequentemente bebe uma quantidade superior de água. Pode ser devido à baixa produção da hormona anti-diurética (ADH), que é responsável pela absorção de água a nível dos rins; e também pode ocorrer devido à incapacidade do rim responder à hormona, apesar de esta ser produzida pelo organismo e estar presente na corrente sanguínea.
A diabetes insípida pode ser central (quando há uma produção insuficiente de ADH), ou nefrogénica (quando os rins não respondem à ADH apropriadamente). A forma central da doença pode dever-se a um traumatismo, malformações cerebrais congénitas, tumores, ou não ter causa conhecida (idiopático). Por outro lado, a diabetes insípida nefrogénica é primária (familiar- no Huskie Siberiano) ou secundária (adquirida secundariamente a outras doenças e certos medicamentos). 
O sinal mais comum é a micção de grandes quantidades de urina diluída e clara, assim como o consumo excessivo de água, que muitas vezes leva o proprietário a acreditar que o seu animal é incontinente. Em gatos, uma queixa frequente é a necessidade de trocar a areia com mais frequência. Outros sinais clínicos como, os neurológicos (desorientação, convulsões) são os mais preocupantes. Alguns animais podem demostrar desidratação, se a perda de água pela urina não é compensada pelo aumento do consumo da mesma, o que pode causar coma e até mesmo a morte.
O diagnóstico inicial deve ter o intuito de excluir todas as causas de diabetes insípida secundária a outras doenças, sendo recomendado a realização de um exame físico completo, exame de sangue e urina, radiografia e/ou ecografia abdominal, assim como alguns testes hormonais e TAC.
A diabetes insípida central pode ser controlada com a administração da forma sintética da ADH, em comprimidos, spray nasal e gotas oculares. É importante ter em conta que não tem cura, mas que pode ser controlada de forma eficaz desde que seja diagnosticada e tratada atempadamente. Se o proprietário optar por não tratar o animal, este deve ter acesso ilimitado à água e estar num ambiente que lhe permita urinar grandes quantidades de urina sem problemas. O livre acesso à água é de extrema importância, uma vez que bastam pequenos períodos de restrição para que o animal fique extremamente desidratado e apresente sinais neurológicos.