terça-feira, 18 de maio de 2010

Procuram dono



3 Cachorras procuram dono. Contactar: anacata75@gmail.com

segunda-feira, 17 de maio de 2010

INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL

O paracetamol é um fármaco analgésico e antipirético muito utilizado em Medicina Humana (Bem-U-ron, Panasorbe, Panadol, Tylenol, etc). É um fármaco considerado inofensivo e seguro, muito utilizado em crianças, dada a sua elevada margem de segurança no ser humano. Mas este fármaco é extremamente tóxico para os animais de companhia, principalmente para os gatos mas também para os cães.

Este medicamento é metabolizado (eliminado) por certas enzimas no fígado. Mas a actividade destas enzimas nos gatos é bastante reduzida levando a uma acumulação de produtos intermédios muito tóxicos. Metade de um comprimido de 500 mg pode ser fatal para um gato de tamanho médio.

Os sintomas são:

-cianose (coloração azulada das mucosas)

-edema da face e dos membros

-dificuldades respiratórias

-prostração

-temperatura corporal baixa

-vómitos.

- A situação pode evoluir para coma e morte.

Existe um antídoto para esta intoxicação, mas pode requer tratamento por alguns dias com internamento, fluidoterapia e oxigenoterapia. O sucesso do tratamento depende do intervalo de tempo entre a intoxicação e o início do tratamento.

Uma suposta febre, um traumatismo ligeiro podem transformar-se numa doença grave, pela administração incorrecta de medicamentos de medicina humana. Existem medicamentos específicos para os animais com as concentrações mais indicadas para o seu peso e para cada espécie.

Apenas o seu médico veterinário está qualificado para o aconselhar no tratamento do seu animal de companhia. Um telefonema pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu animal.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Concurso "Questionário sobre Leishmaniose"

Os vencedores do concurso foram:

1º Prémio:
Maria Gabriela Lopes


2º Prémio: Vanda Cristina Sá Rodrigues

3º Prémio: Maria Teresa Martins Lourenço

Para se tornar um perito em Leishmaniose e poder proteger da melhor forma o seu cão desta grave doença veja mais informações aqui, aqui e no site http://www.onleish.org/.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Imunodeficiência Felina

O vírus da Imunodeficiência felina (FIV) é um retrovírus da mesma subfamília do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), porém é específico para a espécie felina. Este vírus enfraquece o sistema imunitário do gato levando a que o animal contraia outras doenças que normalmente não afectariam um gato saudável.
A transmissão desta doença é feita através de mordeduras. Por isso, gatos machos agressivos e que tenham acesso ao exterior constituem o maior grupo de risco para esta doença. As gatas infectadas transmitem a doença à sua descendência durante a gestação e amamentação.
A Imunodeficiência felina não tem vacina nem cura. Porém, os portadores podem viver bastantes anos sem evidenciarem sinais de doença. O tratamento de gatos positivos passa por prevenir e tratar as doenças oportunistas que forem surgindo. É aconselhável castrar os gatos positivos com acesso ao exterior para diminuir a propagação da doença.
Como suspeitar que o seu gato está infectado? Não existe sintoma específico. O animal pode apresentar sinais de infecções inespecíficas ou recorrentes como: infecções na pele, boca, problemas respiratórios, perda de peso, etc.
Para prevenir a Imunodeficiência felina evite que o seu gato tenha acesso à rua e contacto com outros gatos de exterior. Os gatos machos devem ser esterilizados de forma a diminuir as saídas à procura de fêmeas e a diminuir a sua propensão para lutas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lidar com a morte do seu animal


A esperança de vida dos animais é bastante mais curta que a dos seres humanos. É quase uma certeza que vamos ter de enfrentar a morte do nosso animal. Desde que ele entra nas nossas vidas, vamos evitando pensar nesse medo, até que um dia o temido acontece. E o nosso companheiro de brincadeiras, que nos fez sorrir naqueles momentos em que mais nada correu bem, deixa de estar entre nós.


Não-aceitação e choque

A negação pode ocorrer quando animal está gravemente doente. O dono tem dificuldade em aceitar que a situação é irreversível e agarra-se a esperanças infundadas. Quando o animal morre entra em choque e não consegue perceber que o animal já não está vivo.


Culpa
A culpa é um sentimento frequente nos casos de morte. Surge a dúvida se alguma das decisões que se tomaram ou não, precipitaram ou poderiam evitar o sucedido: “Se tivesse passado mais tempo com ele”, “se o tivesse levado ao veterinário mais cedo”, “se tivesse consultado mais opiniões profissionais”, “se não o tivesse deixado sem trela”, “se não tivesse decidido operar”. A culpa que o dono sente em relação à morte do seu animal é exacerbada porque o animal está dependente inteiramente do dono e é ele que toma as decisões determinantes na vida do animal. Assim o dono sente que é o responsável pela morte do animal.

Nas situações em que a eutanásia foi colocada como opção, o dono pode sentir-se culpado, quer por ter terminado o sofrimento do animal, quer por ter insistido no tratamento.


Raiva

Sentir raiva ou ficar zangado é uma fase normal do luto. A raiva pode ser dirigida para diversas direcções. O dono pode sentir raiva do animal porque o abandonou, do resto da família, do vizinho porque nunca gostou do seu animal, do veterinário, da sociedade em geral ou até de Deus. A raiva é completamente irracional implicando que na maioria das vezes seja injusta.


Tristeza

Nesta fase o dono sente-se triste por ter perdido o seu amigo. Pode ajudar falar com outras pessoas que passaram pelo mesmo.

Se esta fase se prolongar ou se aprofundar em demasia pode conduzir a uma depressão que requer acompanhamento médico.

Oh! Era só um animal…

As pessoas que não têm animais, podem não entender o sofrimento que a morte do ente querido de 4 patas pode trazer. Por vezes ouvem-se observações: “oh, era só um animal”.

Os donos têm o direito de sofrer com a morte do seu animal. A opinião do vizinho ou de colega de trabalho não deve interferir no seu direito de sofrer pela perda. Se tem vontade chore. Procure o apoio de pessoas que o compreendam ou que já tenham passado por situações similares. Você tem todo o direito de sofrer por aquele “só um animal” que o recebeu sempre contente, que nunca o criticou, que lhe lambeu as mãos depois de um dia difícil.


Aceitação

A recuperação passa pela aceitação da morte. Aconteceu e não temos o poder de alterar o sucedido. Implica encarar a vida tal como ela é, e seguir em frente.

Seguir em frente não implica esquecer o seu animal. Não necessita eliminar as fotografias do animal, mas também não deve manter indefinidamente o cantinho dele como se ele fosse voltar. Arrumar as “ideias” ajuda a ultrapassar esta fase. Separe as coisas dele que lhe vão dar prazer em rever e recordar. Arrume ou dê tudo o resto que não necessite.

Pode doar algum dinheiro a instituições de apoio a animais abandonados, apadrinhar um animal ou qualquer outra coisa que faça sentido para si. Fazer algo de positivo faz com que as pessoas se sintam melhor com elas próprias.

O tempo é o melhor remédio e cura tudo. A dor vai diminuindo e progressivamente vai recordar os bons momentos e não a morte.


Estas fases podem não se suceder e o dono pode saltar entre as várias fases. Podendo ainda não experimentar todas estas etapas, passar muito tempo numa fase e pouquíssimo noutra. A forma como se lida com a morte de um ente querido difere de indivíduo para indivíduo.


A recuperação terá de partir da própria pessoa e não de pressões externas. Não deixando de ser importante o apoio de amigos e familiares.


Novo animal

Os animais são insubstituíveis e o animal que arranjar nunca será igual ao anterior. Mas quando chegar à fase de recuperação pode pensar em ter um novo animal. Se gosta de animais não deve privar-se dos bons momentos que poderão passar juntos só para evitar o sofrimento que a perda lhe trouxe. A vida sem momentos bons e sem momentos menos bons não é uma vida plena. Mas não se precipite. Toda a família deve querer um novo membro e estar disponível para as tarefas que um cachorro/gatinho ainda não educado implicam.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Erliquiose

É uma doença também conhecida como febre da carraça e é causada por uma bactéria chamada Erlichia canis que infecta os glóbulos brancos dos cães e de outros animais silvestres. É transmitida pela picada da carraça Rhipicephalus sanguineus ou por transfusões sanguíneas.


Tem um período de incubação que vai de 8 a 20 dias e os sintomas são:
- Apatia
- Perda de apetite
- Febre
- Perda de peso
- Hemorragias (nasais, sangue na urina ou fezes)
- Gânglios aumentados
- Manchas vermelhas na pele (petéquias)
- Anemia
- Alterações no fígado e rim

O diagnóstico faz-se através de análises específicas ao sangue que permitem detectar a bactéria, embora numa fase inicial da doença os testes possam ser negativos. Por vezes é necessário realizar ecografia para avaliar o fígado e baço ou análises à medula óssea em casos mais graves.
O tratamento é feito com antibióticos e anti-inflamatórios apropriados durante um mês. Nos casos em que há anemia grave pode ser necessário realizar transfusões sanguíneas.
O prognóstico é bom e os animais começam a melhorar após 3 dias de tratamento caso não haja alterações da medula óssea ou insuficiência renal associada.
A prevenção desta doença é a melhor solução e uma vez que não existe vacina deve-se apostar em colocar no cão produtos que impeçam a carraça de picar transmitindo a bactéria.