segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

10 mitos sobre o comportamento dos cães (3º)


Mito 3
O meu cão é agressivo/medroso/tímido porque foi abusado quando cachorro.
Embora este facto possa ser uma possibilidade no caso de cães adoptados e cuja história anterior é desconhecida, as causas destes comportamentos nos cães são principalmente uma socialização incorrecta ou tardia. Os comportamentos de medo têm também alguma componente genética, pelo que alguns cães nascem com maior predisposição para timidez ou medo. Nestes indivíduos uma socialização adequada pode ser ainda mais crítica.


Facto: Independentemente da causa, os cães comportamentos de medo ou ansiedade normalmente estão em sofrimento e devem ser avaliados por um veterinário. Estes animais podem ser ajudados de diferentes formas.



In: revista Veterinary Medicine Janeiro/Fevereiro 2012, Valerie V. Tynes, DVM, DACVB, Premier Veterinary Behavior Counseling, P.O. Box 1413, Sweetwater, TX79556

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

10 mitos sobre o comportamento dos cães (2º)

Mito 2
Os cachorros só devem frequentar sessões de treino depois de terem completado o programa de vacinação, caso contrário ficarão doentes.
O período crítico para a socialização dos cães decorre entre a quarta e a décima quarta semanas de vida. Durante este período, o cão faz a sua aprendizagem sobre o ambiente envolvente, os outros cães e as pessoas. Quando a socialização não é bem feita, é mais provável que os cães manifestem comportamentos indesejáveis, o que resulta, muitas vezes, no seu abandono ou sacrifício. Assim, a probabilidade de morte devido a uma má socialização é mais elevada do que a probabilidade de doença ou morte devido a uma doença contagiosa, desde que o grupo seja submetido a um maneio adequado. Todos os programas de treino para cães devem:
- Ser realizados com grupos de cachorros de idades aproximadas;
- Exigir que todos os cachorros tenham sido vacinados pela primeira vez vários dias antes do início do programa de treino;
- Ser realizados num local fechado que possa ser desinfectado;
- Os dejectos dos cachorros devem ser limpos imediatamente e a área do solo desinfectada:
- Não permitir que os cães com sinais de doença frequentem as sessões de treino.



Facto: Uma socialização precoce e adequada pode poupar a vida de um cão e é a melhor forma de assegurar que o seu animal viverá de uma forma ajustada e alegre durante muitos anos.



In: revista Veterinary Medicine Janeiro/Fevereiro 2012, Valerie V. Tynes, DVM, DACVB, Premier Veterinary Behavior Counseling, P.O. Box 1413, Sweetwater, TX79556

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

10 mitos sobre o comportamento dos cães (1º)

Julga que as sessões de treino para cachorros constituem um risco para a saúde? O seu cão parece estar zangado consigo? Repreende o seu cão? Em caso positivo leia este documento e saiba a verdade sobre estes e outros mitos relativos ao comportamento dos cães.

Mito 1
Tenho vergonha de falar com o veterinário sobre o comportamento do meu cão. Receio ser eu a causa do problema
.
Diversos factores influenciam o desenvolvimento de problemas comportamentais, incluindo aspectos genéticos, experiências anteriores e o ambiente envolvente. Embora seja possível agravar um problema comportamental quando se usam métodos de treino inadequados, é muito pouco provável que um dono seja a causa dos problemas comportamentais de um cão. Várias doenças e terapêuticas podem contribuir para alterações comportamentais, pelo que o veterinário é a pessoa mais adequada com quem ser feita a primeira abordagem sobre comportamentos preocupantes.


Facto: Não hesite em questionar o seu veterinário sobre qualquer problema que possa afectar a saúde e bem-estar do seu cão. A maioria dos problemas de comportamento é, pelo menos controlável, se não mesmo curável. Quanto mais rapidamente se procurar um aconselhamento profissional, maior é a probabilidade de resolver o problema com êxito.

In: revista Veterinary Medicine Janeiro/Fevereiro 2012, Valerie V. Tynes, DVM, DACVB, Premier Veterinary Behavior Counseling, P.O. Box 1413, Sweetwater, TX79556

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os 5 cães mais perigosos do mundo

Apesar de ser uma lista controversa achamos que vale a pena ser divulgada para que todos possam saber quais são afinal os cães mais perigosos do mundo:

5. Cão com falta de exercício
Trata-se de um cão que faz muito pouco exercício tendo em conta o que come, ou seja, é alimentado como um atleta de levantamento de pesos e depois apenas lhe é permitido gastar 20% das calorias que ingere. Estes cães acumulam energia que se manifesta em súbitos ataques de hiperactividade sempre que tem oportunidade de sair de casa. Para que estes cães sejam menos nervosos, mais seguros e felizes deve-lhes ser dada menor quantidade de alimento e principalmente mais hipóteses de fazer exercício.

4. Cão que nunca teve amigos
Também conhecido como cão que nunca foi socializado.
São cães que tinham mau feitio quando eram cachorros e por isso os seus donos optaram por não lhe permitir contactar com outros cães. Geralmente estes cães estão sempre presos e ficam obcecados em perseguir outros animais. Quando se soltam acabam por perseguir tudo o que se move e podem causar problemas.
Estes cães não tem qualquer tipo de capacidade social pois não lhes foi permitido aprendê-las com outros cães quando eram mais jovens, logo cada encontro com outros cães vai torna-se num verdadeiro pesadelo.

3. Cão que ladra a tudo o que mexe
É um cão que, de cada vez que ladra, em troca recebe os gritos dos donos a ralhar com ele. Este tipo de cão assume que quando os donos lhe gritam estão a recompensar o seu excelente trabalho e que o dono está tão chateado e nervoso por haver outros animais ou pessoas a passar à porta de casa como ele. Por ter a atenção do dono, sempre que exibe o comportamento de ladrar, ele sente-se feliz e, tal como o cão que não tem amigos, passa os dias a sonhar com o dia em estará frente a frente com os objectos da sua ira.

2. Orgulho dos donos
Este cão fica tão sentido por alguém invadir os seus domínios sem ser anunciado que facilmente é capaz de mutilar quem se atreva a entrar na sua casa sem todos os papéis de autorização.
Geralmente atacam os carteiros, as pessoas encarregadas de ler o contador ou quem vá fazer algum tipo de entrega. Felizmente para eles os donos recusam-se a acreditar que possam ser agressivos e deixam-nos à solta para que possam aplicar justiça a alguém mais imprudente que se atreva a aproximar de casa.

1. Cão mimado
Estes cães pensam: “ Isto é meu e aquilo também, eu tenho direito aquilo, fui eu quem vi primeiro, eu sou o dono de tudo isto por direito…”
Simplificando ele pensa que pode ter tudo o que quer e ai de quem tenteLink dizer o contrário! Os seus donos são tímidos e nunca se atreveram a dizer-lhe que no mundo dos humanos não basta mostrar os dentes ou dar uma rosnadela para se ter direito a tudo o que se queira. Eles deixam o cão fazer tudo o que lhe apetece e colocar tudo o que considera seu num local onde mais ninguém pode aceder.
Infelizmente, o cão mimado um dia irá conhecer alguém que não sabe que tudo lhe pertence e esta pessoa irá perceber isso da pior maneira. Se por acaso uma criança desatenta tentar agarrar um dos brinquedos deste cão a ida ao hospital para levar uns pontos irá certamente servir de ensinamento para que nunca mais toque em nada que lhe pertença.

(adaptado de: http://www.totaldog.co.uk/dog-articles/talking-points/most-dangerous-dogs/)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Intoxicação por pesticidas insecticidas

Os organofosforados e os carbamatos são pesticidas insecticidas que se encontram frequentemente em produtos de uso doméstico e agrícola na forma de pós, sprays, coleiras, champôs e soluções usadas para matar pulgas e carraças em animais e outros insectos indesejados, com os mais variados nomes comerciais.

Tanto os organofosforados como os carbamatos são altamente tóxicos para os animais (principalmente gatos) e para o Homem mas pelo seu baixo preço e facilidade de compra são ainda muito utilizados tanto na agricultura como nos animais. Estes compostos causam intoxicação tanto por absorção cutânea como por ingestão ou por via respiratória, sendo depois distribuídos pela corrente sanguínea a todos os órgãos.
O efeito tóxico é devido ao bloqueio da inibição dos estímulos nervosos e estes ficam descontrolados causando:
- Hipersalivação
- Lacrimejar, corrimento nasal
- Cólicas e diarreia
- Anorexia, náuseas e vómito
- Diminuição da frequência cardíaca
- Dificuldade respiratória devido a acumulação de secreções
- Hiperactividade, ansiedade ou depressão
- Convulsões

Estes insecticidas tem efeitos muito prolongados pelo que havendo exposições repetidas aos produtos a intoxicação é cumulativa, ou seja, os efeitos serão cada vez mais graves. Em casos de exposição a grandes quantidades destes produtos pode haver morte imediata do animal devido a paragem respiratória.

O diagnóstico da intoxicação por carbamatos ou organofosforados é feito com base na história de exposição a um ou mais produtos contendo estes insecticidas, sinais clínicos e análises sanguíneas. Em caso de morte o diagnóstico pode ser feito através de análises a alguns órgãos onde estes químicos se acumulam, sendo mais difícil detectar a presença de carbamatos pois degradam-se mais rapidamente.

Em caso de exposição através da pele o animal deve ser lavado com água abundante e sabão para impedir a absorção do produto, em caso de ingestão não se deve provocar o vómito mas dar medicação que diminua a absorção intestinal.

O tratamento passa pela administração de soro, de antídotos que ajudam a reverter alguns sinais clínicos e medicação para controlar as convulsões. O prognóstico é reservado em todos os casos de intoxicação por estes produtos.
Para prevenir este tipo de intoxicação deve-se evitar o uso de produtos contendo este tipo de pesticidas nos animais e em todos os locais com que os animais possam contactar. Estes pesticidas também devem ser manuseados com muito cuidado pelos humanos evitando qualquer contacto com a pele ou mucosas.