quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os cães são permitidos na praia?


Nesta época em que muitas pessoas vão de férias coloca-se a questão se podem ou não levar consigo o animal de estimação. No caso de ir para a praia existem restrições que os donos necessitam de ter em conta no momento da escolha do local de férias.

Para começar a legislação divide as praias em diferentes grupos:
- Praias concessionadas em que existe uma entidade responsável pela praia e pelas condições que esta apresenta aos seus utilixadores durante toda a época balnear. Neste caso o concessionário tem de corresponder a determinada legislação (obrigatoriedade de existência de balneários, vigilância, restauração, etc) e é fiscalizado pela Polícia Marítima, autoridade encarregue de todas as praias deste tipo. Caso a praia seja concessionada mas fluvial ou lacustre (lago) os responsáveis são a câmara municipal e o órgão fiscalizador a Polícia Municipal.

- Praias não concessionadas ou praias selvagens em que não há nenhum concessionário responsável durante a época balnear e a responsabilidade é da câmara municipal correspondente sendo o órgão de fiscalização a Polícia Municipal.

Feita esta distinção a lei diz que:
- Os cães não podem, sob circunstância alguma frequentar as praias concessionadas durante a época balnear, sejam elas marítimas, fluviais ou lacustres, com excepção dos abrangidos pelo Decreto-Lei nº 74/2007 do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, (DR nº 61, 1ª série) que consagra o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de Cães de Assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público.

- Os cães podem frequentar qualquer praia não concessionada, seja ela marítima fluvial ou lacustre, durante todo o ano, desde que não haja sinalização com indicações em contrário providenciada pela respectiva câmara municipal.

Se estiver numa praia concessionada com o seu cão durante a época balnear qualquer força policial poderá dirigir-se a si e aconselhá-lo a sair ou autuá-lo. Se se encontrar em transgressão permanecendo com o seu cão numa praia marítima concessionada a responsabilidade da multa é da Polícia Marítima. Por outro lado, para que o cão seja removido da praia será necessário recorrer à Polícia Municipal acompanhada do Médico Veterinário Municipal. Poderá haver também intervenção das Equipas de Fiscalização do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana) que actua normalmente caso haja uma denúncia da infracção. Além destes serviços existem ainda as autoridades locais que, embora não sejam responsáveis pelas praias especificamente, são-no pela manutenção da ordem pública e poderão também intervir no caso de uma transgressão deste tipo autuando o infractor ou chamando a sua atenção.
Conforme a zona costeira o valor da multas pode ser diferente. Por exemplo na zona que abrange as praias de Cascais até Peniche pode variar entre os 55 e os 550 euros.

Geralmente a época balnear decorre entre 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano mas pode variar conforme a praia pelo que, se quiser informar-se, deverá contactar a autarquia local.

Adaptado de www.animalia.pt

terça-feira, 19 de junho de 2012

Hipotiroidismo canino


O hipotiroidismo é uma doença em que há deficiência de produção de hormonas da glândula tiróide. Esta glândula localiza-se na zona do pescoço, em volta da traqueia e divide-se em 2 metades.
A tiróide produz 2 hormonas (T3 e T4). As hormonas produzidas pela tiróide regulam o metabolismo do organismo, se houver produção em excesso o metabolismo aumenta, se a produção estiver diminuída o metabolismo torna-se demasiado baixo.
O hipotiroidismo ocorre com maior frequência em cães de meia idade ou idosos e as raças mais predispostas são o pinscher, o golden retriever, o setter irlandês, o dogue alemão e o boxer.
A deficiência de produção de hormonas da tiróide pode ter várias causas (destruição imuno-mediada da tiróide, atrofia natural da glândula, dieta deficiente em iodo ou alterações congénitas da tiróide).

Os sinais mais frequentes desta doença são:
- Falhas de pêlo na cauda, corpo e pescoço
- Pêlo seco e quebradiço sendo muitas vezes visível apenas uma camada de pêlo muito fino e curto.
- Hiperpigmentação da pele (pele escura)
- Aumento da sensibilidade para infecções da pele e excesso de gordura na pele que leva a alteração do cheiro
- Obesidade sem aumento do apetite
- Diminuição da actividade física e fraqueza generalizada
- Intolerância ao frio
- Anemia
- Alterações neurológicas como coxear, arrastar as patas, inclinar a cabeça de lado ou perdas de equilíbrio
- Ausência de cio e infertilidade
- Depósitos de gordura no olho ou diminuição da produção da lágrima

O diagnóstico do hipotiroidismo é baseado nos sinais clínicos apresentados pelo animal e por análises sanguíneas que nos permitem verificar a existência de baixos níveis de hormonas da tiróide em circulação. Existem outras doenças que devem ser descartadas uma vez que podem levar a falsas diminuições dos níveis de hormonas da tiróide.
Para tratar o animal é necessário medicá-lo com substitutos das hormonas da tiróide para o resto da vida uma vez que não há cura definitiva. Um mês após início do tratamento deve realizar-se nova análise para medicação das hormonas da tiróide e depois anualmente para verificar se é necessário fazer ajustes na dosagem da medicação.
Em caso de haver excesso de dosagem da medicação podem surgir sinais de hipertiroidismo como hiperactividade, perda de peso ou aumentar o consumo de água diário.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Foxi - Cachorra procura dono

A Foxi é uma cachorra nascida a fevereiro de 2012. Muito meiga e brincalhona. Os pais são de porte pequeno. E está na Guarda.
Procura dono responsável.

Andreia: 966761197
Marisa: 964344387

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Investigador do Politécnico da Guarda desenvolve sistema de localização de pessoas ou animais

Um investigador do Instituto Politécnico da Guarda desenvolveu um sistema de localização de baixo custo a pensar em pessoas com doença de Alzheimer mas que também pode ser usado em animais ou objectos. Este sistema dá pelo nome de magic key e a notícia sobre ele pode ser vista aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

Corpo estranho

A ingestão de corpos estranhos é relativamente frequente em todas as espécies animais de todas as idades mas é particularmente observada em cães e gatos jovens.

Como cerca de 80% dos corpos estranhos conseguem ser eliminados naturalmente os proprietários podem não se aperceber da sua ingestão e nestes casos não é necessário tratamento.

Os cães jovens podem ingerir uma grande variedade de corpos estranhos desde ossos, brinquedos, bolas, peças de roupa, pedras, fios ou anzóis entre outros. Nos gatos é mais frequente a ingestão de fios/fitas, agulhas, anzóis, ossos ou outros pequenos objectos com que brinquem.

Os sintomas variam muito de acordo com a localização do corpo estranho, se há ou não obstrução da passagem através do tracto digestivo e se o corpo estranho é ou não perfurante. O que se observa com mais frequência são vómitos persistentes, salivação excessiva, engasgos, falta de apetite, depressão e dor abdominal.

Dependendo da localização e tamanho do objecto ingerido pode ser possível senti-los por palpação ou não. Nos casos de corpos estranhos lineares (fios/fitas) nos gatos, geralmente uma das pontas fica presa debaixo da língua do animal e é visível ao examinar a boca. Caso o corpo estranho esteja no esófago, estômago ou intestino poderá ser necessárias radiografias simples ou com contraste, ecografia e até endoscopia para o identificar.

Em alguns casos, os corpos estranhos alojados no esófago ou estômago podem ser retirados por endoscopia, em situações em que se alojam a nível intestinal, que causam obstrução ou que são perfurantes será necessária uma cirurgia para os retirar.

Caso o corpo estranho não seja retirado o animal corre risco de vida quer por falta de alimentação quer por complicações como a peritonite (infecção abdominal generalizada) em caso de perfuração intestinal.

Para prevenir que o animal engula algum tipo de corpo estranho deve evitar deixar ao seu alcance brinquedos demasiado pequenos, roupa, objectos que sejam facilmente roídos e engolidos e evitar ao máximo alimentá-los com ossos.

Se suspeitar que o seu animal engoliu algum objecto estranho ou um osso contacte imediatamente o seu médico veterinário.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Acne Felino

O acne felino é uma patologia da pele que afecta as glândulas sebáceas da zona do queixo e lábios. Nesta zona existe uma grande quantidade destas glândulas que produzem sebo que mantém a elasticidade da pele, impermeabiliza os pêlos e serve para marcação de território quando os gatos se esfregam em objectos ou pessoas.
O acne felino é causado por uma alteração da queratinização que leva a uma secreção excessiva das glândulas sebáceas. Manifesta-se em vários graus podendo passar despercebido nas formas mais ligeiras e ocorre independentemente da raça, idade ou sexo do gato. Não é transmissível às pessoas.
O sintomas que se observam inicialmente são aparecimento de “pontos negros” (comedões) na zona do queixo e lábios devido à obstrução dos folículos pilosos por sebo. Os folículos obstruídos podem sofrer infecções bacterianas secundárias que provocam foliculites com aparecimento de pápulas e pústulas (borbulhas) com pus ou piodermatite (infecção generalizada da pele). Nestes casos mais graves pode haver comichão e tumefacção do queixo devido à inflamação e reacção ao nível dos gânglios do pescoço.
Nos gatos persas o sebo de cor negra pode aparecer também na face e em volta dos olhos sendo por isso chamada de dermatite facial idiopática felina.
Esta doença pode estar associadas a infecções cutâneas por fungos ou à sarna causada pelo ácaro Demodex sp. por isso pode haver necessidade de fazer testes para as despistar.
Nos casos mais ligeiros não é necessário tratamento, já nos casos mais graves o tratamento varia consoante a situação passando por desinfecção local ou medicação oral em caso de infecção secundária ou inflamação e tratamento local para evitar a acumulação excessiva de sebo nos folículos. A suplementação com ácidos gordos essenciais também ajuda a regeneração da pele e aumenta as defesas contra infecções. Nos gatos de pêlo longo é necessário tosquiar a zona para facilitar a limpeza e aplicação de tratamentos locais.
Para prevenir o reaparecimento do acne deve ser feita limpeza diária da pele da zona principalmente após as refeições e o se o comedouro for de plástico deverá ser substituído por um de metal ou cerâmica.