sexta-feira, 22 de abril de 2011

BOA PÁSCOA

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CAMPANHA DE ADOÇÃO - 25 DE ABRIL


Venha conhecer a QOASMI no dia 25 de Abril no Parque Polis da Guarda

A QOASMI espera por si no dia 25 de Abril, das 11 às 19h no parque Polis na Guarda, para uma campanha de adopção aliada a uma campanha de sensibilização e informação acerca de uma doença temida pelo seu melhor amigo- A Leishmaniose Canina.

Contam com a colaboração da Husse Guarda e a presença da Médica Veterinária Drª Marta Vieira para lhe dar todas as informações acerca da prevenção e tratamento desta doença e para esclarecer todas as dúvidas para que possa cuidar melhor do seu fiel companheiro.

Procura um amigo de 4 patas? Porque não vai procura-lo nesta iniciativa?

Convide os seus amigos e vá passar uma tarde divertida e educativa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Megacólon felino


















O cólon é a parte final do intestino grosso
onde se armazenam as fezes e que intervém tam
bém na absorção de água e na defecação. O esvaziamento do cólon está dependente dos movimentos peristálticos do intestino e quando esta parte do intestino fica paralisada os animais ficam obstipados, ou seja, deixam de defecar. O megacólon é uma dilatação do cólon que ocorre secundariamente à obstipação crónica diminuindo a motilidade intestinal. Esta situação pode ocorrer em gatos de qualquer raça e de qualquer idade mas é mais comum entre os 5 e os 9 anos de idade.

A retenção prolongada de fezes no cólon leva ao aumento da absorção de água da massa fecal provocando o seu endurecimento e impactação dos quais resultam sintomas como:
- Dor e dificuldade em defecar
- Fezes muito duras, com sangue ou muco
- Defecar fora da caixa
- Distensão abdominal
- Diminuição do apetite
- Náusea e vómitos
- Letargia
- Desidratação

As causas da obstipação são muito variadas e incluem:
- Obstrução do intestino por corpo estranho, pêlos, tumores, etc
- Retenção de fezes por recusar usar o areão sujo
- Lesões na coluna
- Diminuição do diâmetro intestinal devido a tumores ou estrituras.
- Desidratação
- Doenças que causem dor ao defecar como abcessos das glândulas perianais
- Problemas ortopédicos como fracturas da bacia ou dos membros posteriores
- Alterações metabólicas como hipertiroidismo ou obesidade
- Medicamentos
- Megacólon idiopático quando não se conseguem determinar as causas da alteração da motilidade

O diagnóstico é baseado no exame clínico do animal, radiografias (com ou sem contraste), ecografia e colonoscopia.
Inicialmente faz-se tratamento médico que passa pela hidratação do gato, remoção das fezes acumuladas no cólon através de clisteres com o animal sedado (não utilizar clisteres de humanos porque são tóxicos para os gatos), alimentação rica em fibras para estimular a motilidade e laxantes. O prognóstico com este tipo de tratamento é muitas vezes reservado pois a longo prazo pode deixar de ser eficaz e há necessidade de ponderar o tratamento cirúrgico.
A cirurgia consiste na remoção do cólon que não está funcional (colectomia) mas o gato mantém o controlo da defecação uma vez que não interfere com o esfíncter anal.

Uma situação de obstipação pode por em risco a vida do seu animal pois pode causar úlceras intestinais graves e até perfuração do intestino por isso se o seu animal apresentar algum dos sintomas deve consultar o médico veterinário.

domingo, 3 de abril de 2011

Leishmaniose - começa a época de maior risco

A Leishmaniose é uma doença grave do cão, pouco conhecida pelos proprietários.

É uma doença provocada por um pequeno parasita que necessita de um pequeno mosquito para a sua transmissão (flebótomos). A época de maior risco de infecção está directamente relacionada com a época do insecto transmissor - o flebótomo. A época dos flebótomos começa com o início do calor, normalmente em Abril e estende-se até Setembro. Em anos mais quentes pode iniciar-se em Março e terminar em Novembro.

O CALOR está ai: previna o seu companheiro desta grave doença!

Consulte o seu médico veterinário.

terça-feira, 29 de março de 2011

Síndrome Urológica Felina (SUF)

Síndrome urológica felina ou doença do tracto urinário inferior dos felinos é um nome geral que designa várias patologias que afectam o tracto urinário e que podem causar dificuldade de micção. As causas de síndrome urológica felina são muito variadas e incluem infecções por bactérias/vírus, presença de cristais ou cálculos que agridem a mucosa da bexiga/uretra, traumatismos, alterações comportamentais ou neurológicas que impeçam a micção normal e ainda tumores.

Estas patologias podem ocorrer tanto em machos como em fêmeas e são mais comuns em idades entre os 2 e os 6 anos. Apesar de tudo os machos têm maior risco SUF pois tem a uretra mais comprida e fina do que as fêmeas o que pode levar à ocorrência de obstrução devido a cálculos com maior facilidade.

Os factores que predispõem para este problema são a actividade física reduzida (obesidade, ambiente pobre em estímulos ou falta de espaço para se exercitar) e a alimentação. Estes factores podem ser responsáveis por uma insuficiente ingestão de água e consequente diminuição da frequência de micção.

Em qualquer dos casos os sintomas observados podem ser:

- Hematúria (sangue na urina)

- Polaquiúria (urinar mais vezes mas em menor quantidade)

- Anúria (não urinar)

- Urinar fora do local habitual

- Dor ao urinar

- Dor/desconforto na zona abdominal

- Diminuição do apetite

- Depressão

- Hipotermia

- Vómito

Os casos em que o animal urina muito pouco ou deixa de urinar são situações de emergência que devem ser resolvidas o mais rapidamente possível pois a acumulação da urina na bexiga leva a que o rim deixe de fazer a filtração de substâncias tóxicas do sangue (ureia, creatinina, etc) causando insuficiência renal que progride para coma e morte em poucos dias.

Para diagnosticar as doenças que podem causar SUF, além de um exame físico completo ao animal pode ser necessário fazer análises à urina, análises sanguíneas, raio x e ecografia para avaliar a existência de cálculos na bexiga ou rim, infecções e alterações renais.

O tratamento é muito variado dependendo do estado do animal e da causa da doença. Se houver obstrução da uretra é necessária a algaliação do gato para esvaziar a bexiga, muitas vezes sob sedação devido ao desconforto causado. Caso existam cálculos que necessitem de ser retirados da bexiga ou rim o tratamento poderá ser cirúrgico, dependendo da localização e tipo de cálculo.

Tanto para tratar como para prevenir estas situações muitas vezes é necessário mudar os hábitos do animal:

- Incentivar o gato a beber mais água (mudar a água mais vezes, colocar fontes de água corrente ou recipientes atractivos, dar água de cozer carne/peixe) e dar alimentação húmida que tem grande teor em água.

- Dar uma ração apropriada a gatos com problemas urinários (principalmente em gatos com cálculos ou alterações renais) pois tem baixo teor de minerais e modifica o pH da urina de forma a dissolver os cálculos e impedir a sua formação.

- Dosear a quantidade diária de alimento para que o animal não fique gordo

- Incentivar as brincadeiras e o exercício.

- Evitar situações que desencadeiem stress e caso não possam ser evitadas preparar o animal previamente (viagens, introdução de novos animais, mudança de casa, mudanças de rotina, etc)

- Manter a caixa da areia sempre limpa e ter pelo menos uma por cada gato que há em casa.

Muitos dos gatos que têm uma patologia do tracto urinário inferior têm recaídas por isso deve-se aconselhar com o médico veterinário quais as medidas a tomar em cada caso para as evitar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Hérnia Perineal

A Hérnia Perineal é uma doença comum em cães machos, especialmente os não castrados. Ocorre em animais com uma certa idade, entre os sete e nove anos e é rara em fêmeas. O processo pode ser uni ou bilateral.

A cavidade abdominal é um grande espaço onde ficam os intestinos, a bexiga, o fígado e outros órgãos. Esta cavidade encontra-se fechada por aponevroses, músculos, fáscias e por ossos, havendo somente orifícios naturais que permitem a passagem de vasos e outras estruturas. Mas quando, por qualquer motivo, ocorre um enfraquecimento desta parede ou um alargamento desses orifícios as estruturas que estão dentro do abdómen tendem a sair por esse orifício, criando uma protrusão visível.

A hérnia perineal resulta de um enfraquecimento e separação dos músculos e fáscias que formam a parede que separa a zona pélvica/abdominal da zona perineal. O diafragma pélvico fica incapaz de suportar a parede rectal. Em casos avançados o conteúdo pélvico e/ou abdominal sai ao lado do recto, mantendo-se debaixo da pele. Verifica-se assim um abaulamento subcutâneo ao lado e abaixo do ânus que pode variar de dimensões ou nem ser perceptível aos donos.

A causa exacta da fraqueza muscular é desconhecida, mas alguns factores parecem favorecer esta situação, como atrofia muscular neurogênica ou senil, miopatias, aumento de volume da próstata, alterações hormonais e obstipação crónica. Algumas raças apresentam predisposição, tais como o boston terrier, o pequinois e o boxer.

Os sinais clínicos mais frequentes são tenesmo (dificuldade e dor na defecação), obstipação e aumento de volume perineal, que pode ser redutível ou não. Se houver envolvimento da bexiga urinária haverá dificuldade ou impossibilidade de urinar.

O diagnóstico baseia-se na história clínica, sinais clínicos, exames físicos e exames complementares de diagnóstico tais como a radiografia e a ecografia, sendo a palpação rectal um dos exames mais importantes, para a determinação das estruturas que formam o aumento de volume perineal.

O tratamento é cirúrgico, existindo várias técnicas
. É uma cirurgia que pode ser muito complicada, principalmente se houver envolvimento de ansas intestinais e bexiga. As recorrências são comuns e está indicada a castração do animal para tentar evitar recidivas. Entre as possíveis complicações pós-operatórias de maior relevo, destacam-se a infecção da ferida, a incontinência fecal, o tenesmo, o prolapso rectal e a paralisia do nervo ciático.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Número Solidário - QOASMI













Já está activo um número solidário para que possam contribuir para ajudar os animais protegidos pela QOASMI.

É uma chamada de valor acrescentado com o custo de 0.60€+IVA e que com esta ajuda estará permitir que continuem a trabalhar em prol dos que mais necessitam. A QOASMI acolhe, trata e esteriliza animais de rua recorrendo apenas a donativos de sócios e amigos QOASMIcos.

Seja você também é um amigo QOASMIco contribua com a ponta do dedo. Sempre que marcar o número 760 501 525 estará a contribuir.

Os animais agradecem.