quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tosse do Canil

A tosse do canil (traqueobronquite infecciosa canina) é uma doença respiratória que afecta os cães provocada por uma associação de bactérias (Bordetella bronchiseptica) e vírus (vírus da parainfluenza canina e adenovírus canino tipo 2). Geralmente a infecção começa na traqueia e pode alastrar até aos brônquios e pulmões. Muitas vezes os vírus são os primeiros a atacar e as bactérias aproveitam-se da debilidade do organismo para alastrar.
A doença existe durante todo o ano mas quando as temperaturas são mais baixas há maior propensão para a contaminação. A transmissão faz-se através de espirros ou tosse, objectos contaminados (comedouros/bebedouros, jaulas, calçado ou roupa) de forma muito rápida. Os animais mais predispostos a contrair a doença são os que estão em locais de concentração de muitos cães. Estando este facto na origem do nome da doença: Tosse do Canil. Assim os mais expostos à contaminação são cães que estejam em canis de criação, hotéis caninos, em exposições, cães de caça, ou mesmo parques onde seja habitual passearem cães. Os animais jovens, debilitados ou com alergias são mais susceptíveis a esta doença.

Os sintomas aparecem 3 a 10 dias após a infecção sendo os mais comuns:

-Tosse seca durante períodos prolongados muitas vezes após exercício ou pressão da coleira

- Vómito provocado pela tosse

- Febre

- Apatia

- Corrimento nasal e/ou ocular

- Diminuição do apetite

- Dificuldade respiratória

Se houver infecção bacteriana pode haver agravamento da doença para broncopneumonia o que pode por a vida do animal em risco.

Em muitos casos o estado geral de saúde do cão não está muito alterado e a doença resolve-se rapidamente com medicação.

Para evitar a propagação da doença, quando um animal está infectado deve ser isolado dos restantes e o espaço onde ele esteve deve ser desinfectado e mantido vazio por algumas semanas. Enquanto todos os animais não estiverem completamente curados não deve ser introduzido nenhum animal novo em casa.

A prevenção é a melhor solução por isso deve evitar:

- Dar banho ao seu cão nos dias mais frios e se for mesmo necessário secá-lo muito bem

- Expô-lo a variações de bruscas de temperatura

-Levá-lo para locais de grande concentração de cães.

Caso ele vá para locais de risco como hotéis deverá vacina-lo para esta doença. A vacina não é completamente eficaz na prevenção da doença mas caso ele a apanhe terá sintomas muito mais leves que na maior parte das vezes desaparecem sem necessitar de medicação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cuidados a ter no Inverno

Quando o Inverno chega e as temperaturas começam a baixar há cuidados especiais que se devem ter com os animais de estimação para que eles se mantenham saudáveis. O pêlo que alguns animais possuem pode ser suficiente para os proteger do frio mas há mais perigos a ter em conta.- Hipotermia: se estiverem temperaturas negativas ou mau tempo (chuva por ex.) os animais não devem ser deixados na rua ou fechados dentro de carros durante muito tempo, principalmente os jovens e idosos que são mais susceptíveis ao frio. Se o animal não puder ou não quiser entrar em casa deve-lhe ser dado um local onde se possa abrigar (casota, garagem, arrecadação) para evitar que ele fique doente ou que procure abrigos perigosos. Caso opte por uma casota, esta não deve ser demasiado grande para o animal, deve ser isoladas do vento e da chuva e deve ter a porta abrigada do vento. Dentro da casota ou da garagem deve ser posta uma cama, um cobertor seco, palha ou um estrado onde dormir para que não esteja em contacto com o frio e a humidade do chão. Em cães de pêlo curto pode ser necessário vestir roupa apropriada para os proteger do frio quando saem à rua.

- Problemas articulares: ocorrem sobretudo em animais idosos e devem ser vigiados pois muitas vezes agravam-se com o frio. Se esse for o caso do seu cão/gato deve consultar o médico veterinário para que este lhe indique quais as medidas a tomar.

- Banhos: se der banho ao seu cão/gato seque-o muito bem de seguida e não o deixe sair à rua se não tiver a certeza de que ele está completamente seco.

- Bebedouro: em dias mais frios deve ser verificado várias vezes por dia para se certificar que a água não gelou impedido o seu animal de beber.

- Anti-congelante para automóveis: é um produto químico muito tóxico para os animais de estimação mas que eles lambem por ser doce. Quando o colocar no seu automóvel deve fazê-lo em locais em que o animal não tenha acesso ou limpar bem os locais onde possa ter sido entornado. Quando passear o cão deve ter cuidado de não o deixar lamber poças de água na rua nem as patas pois podem conter este químico. Os sintomas em caso de ingestão são vómitos e andar cambaleante.

- Neve/gelo: podem provocar queimaduras nas patas, orelhas e nariz se o animal permanecer muito tempo em contacto com uma superfície gelada. Evite passear o seu animal em zonas onde é espalhado sal e químicos para derreter a neve que são prejudiciais para a saúde. Quando o seu cão/gato regressar da rua deve lavar-lhe as patas.

- Carros: nos dias frios deve-se ter cuidado pois os gatos muitas vezes procuram abrigo dentro do motor o que pode tornar-se fatal. Para evitar que isso aconteça é aconselhável bater no capot ou buzinar antes de arrancar para os tentar assustar.


Aproveite esta época de frio e venha visitar a cidade mais alta de Portugal mas venha agasalhado.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Hiperplasia mamária felina

O que é?
A hiperplasia mamária felina (ou hiperplasia fibroepitelial) é uma doença benigna que resulta de um crescimento exagerado e rápido do tecido mamário (mama).


Qual a causa?
Esta doença é causada por aumento de uma hormona (progesterona) ou resposta exagerada a esta hormona. Este aumento pode ser provocado por administração de contraceptivos (pílula) ou por produção exagerada no organismo.

Quem afecta?
Na maior parte dos casos ocorre em gatas jovens logo após o primeiro cio, em gatas que estão a tomar contraceptivos ou em início de gravidez. Muito raramente pode acontecer em machos que estejam a fazer terapêutica hormonal.

Como se manifesta?
Este aumento do volume pode suceder numa ou em ambas as cadeias mamárias e pode não ser igual em todas as mamas. A maioria das gatas apresenta desconforto devido à esta situação, chegando em alguns casos a haver dificuldades de locomoção e úlceras infectadas na pele quando o aumento do volume é muito acentuado.

Como se diagnostica?
Muitas vezes o diagnóstico é feito através dos sintomas e exame físico, podendo ser realizada uma biopsia. Esta situação é benigna e deve ser diferenciada de outras doenças inflamatórias, infecciosas ou tumorais.

Qual o tratamento?
O tratamento é hormonal (medicamentos antiprogesterona).
Nas gatas sujeitas a tratamento anticoncepcional este deve ser parado imediatamente pois é muitas vezes a causa desta doença. Quando o volume mamário regride é recomendada a esterilização pois retira o estímulo das hormonas endógenas e evita o uso de contraceptivos que têm contra-indicações devido à grande concentração de hormonas que possuem. Em casos em que já existem úlceras pode ser necessário retirar o tecido afectado.

Qual o prognóstico?
Quanto mais cedo for identificada a doença melhor é o seu prognóstico e mais simples se torna o seu tratamento por isso, caso veja algum dos sintomas no seu animal deve levá-lo ao veterinário.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo, Vida Nova


Ano Novo… Vida Nova…
Este novo ano, eu prometo tentar: não roer a mobília, ladrar só aos ladrões, deixar-me escovar, não perseguir gatos, fazer só 2 buracos no jardim, … Prometo correr.
Prometo tentar não te lamber a cara se não gostares. Prometo saltar-te em cima mas vou tentar não te deitar a baixo. Prometo solenemente que te vou adorar mesmo que me ralhes.
Juro que prometo.
E tu dono que prometes?
Au! Au!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Lipidose Hepática

A lipidose hepática, também conhecida como fígado gordo, é uma doença que ocorre nos gatos e que consiste na acumulação de gordura nas células do fígado devido a alterações no metabolismo da energia. Estas alterações acontecem quando, por algum motivo o animal fica sem comer durante vários dias e o seu organismo começa a usar a gordura corporal como fonte de energia. A gordura vai ser mobilizada para o fígado em grande quantidade e como não é possível metabolizá-la normalmente vai-se acumular nas células do fígado impedindo-as de realizar as funções normais.

Esta doença surge com mais frequência em gatos com excesso de peso, de interior e com mais de dois anos de idade. Pode ser secundária a outras doenças que causem anorexia (perda de apetite) como:
- Diabetes
- Pancreatite
- Insuficiência renal
- Doenças neurológicas
- Tumores
- Peritonite infecciosa felina
Em alguns casos o motivo da anorexia pode ser apenas uma situação de stress para o animal como uma mudança de ambiente, um novo animal em casa, a ausência do dono por mais tempo que o habitual, etc.
Os sintomas a que deve estar atento são:
- Anorexia (principalmente se durar mais que um dia)
- Perda de peso
- Vómitos
- Apatia
- Icterícia (mucosas das gengivas e olhos amarelas)
Em casos mais graves pode haver sinais neurológicos como salivação, convulsões, coma e até a morte.

O diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível para que se possa iniciar imediatamente o tratamento que varia conforme a sua gravidade e a existência ou não de outras doenças. Em muitos casos é necessária hospitalização e uma alimentação rica em proteínas e com as calorias adequadas. Em casos em que o animal se recuse a comer, mesmo com estimulantes do apetite, é necessário colocar uma sonda de alimentação (esofágica ou nasal) para administrar comida ao animal até que ele recomece a mostrar interesse pela comida.
Para prevenir a lipidose hepática deve:
- Manter o gato com um peso adequado
- Não deve fazer mudanças bruscas no seu ambiente e hábitos
- Quando mudar a ração deve fazê-lo ao longo de uma semana e não de forma brusca
- Se tem um gato com mais de 8 anos de idade deve fazer um check up anual, incluindo análises.
Caso o seu gato apresente alterações de apetite ou de peso deve levá-lo ao veterinário o mais rapidamente possível pois o sucesso do tratamento depende muito do diagnóstico precoce.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Boa passagem e um óptimo 2010

Se nós podíamos passar para o novo ano sem desejar um Bom Ano aos nossos amigos?
Podíamos! Mas não era a mesma coisa.
Boa passagem e um óptimo 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Obesidade – Um gordo problema

A obesidade é uma doença cada vez mais frequente nos animais de companhia. Resulta de ser dada ao animal uma alimentação com excesso de energia relativamente à que ele gasta na sua actividade diária. Assim, todas as calorias que não são gastas serão armazenadas sob a forma de gordura.
Um animal é considerado obeso quando o seu peso excede em 15% ou mais o peso ideal (um cão cujo peso ideal é de 10 kg é considerado obeso a partir dos 11,50 kg). Para além do peso existem alguns sinais de que o animal está com excesso de peso aos quais deve estar atento:
- As costelas não estarem palpáveis
- Deixar de se conseguir sentir as vértebras
- Observar que há acumulação de gordura na zona da barriga, principalmente nos gatos.


Existem raças mais predispostas a obesidade como os Labradores e os Basset Hound com as quais os cuidados nutricionais devem ser redobrados. A idade é um factor que predispõe para a obesidade pois o animal diminui a actividade física, logo necessita de uma alimentação menos calórica. Em alguns casos a esterilização/castração também pode aumentar tendência para o aumento de peso.
A obesidade acarreta riscos graves para a saúde como:
- Tendência para ter diabetes
- Problemas articulares (artrite, artrose, rupturas de ligamentos)
- Diminuição da actividade física e da tolerância ao calor
- Dificuldade respiratória e problemas cardíacos
- Problemas hepáticos (principalmente nos gatos)
- Aumento do risco cirúrgico


No caso da obesidade, prevenir é muito mais fácil que remediar. O dono deve ter em atenção:
- Dar apenas a dose diária recomendada pelo fabricante da ração para o peso do animal em 2 refeições no caso dos cães ou deixá-la à disposição no caso dos gatos.
- Dar o tipo de ração apropriada à faixa etária e condição do animal. Não dar ração junior a animais adultos. Dar ração ligth em caso de tendência para a obesidade.
- Se o animal tiver

comportamentos de pedinchar na altura das refeições poderá ser fechado noutra divisão enquanto a família come e assim evitar os deslizes de alguns elementos da família.
- Providenciar prática diária de exercício físico: nos cães pode ser através de um passeio diário longo ou de natação; nos gatos deve-se tentar perceber quais as brincadeiras favoritas e incentiva-las.
- Não dar restos das refeições nem alimentos com açúcar: as sobras normalmente contêm maior quantidade de gordura que deve ser evitada. Quando o animal comer alimentos extras (comida caseira, biscoitos, etc) deve ser reduzida a sua dose diária de ração para que a quantidade de calorias ingerida por dia seja adequada
- Reduzir a quantidade de guloseimas (biscoitos, comida enlatada, etc) que devem ser usadas só para felicitar o animal quando realiza correctamente os exercícios de aprendizagem.

A obesidade não é um problema estético. A obesidade é um problema grave que acarreta consequências negativas na saúde do seu animal, deve ser evitada e controlada pelos donos. Gordo? Só queremos o Pai Natal… Se verificar que o seu animal tem tendência para aumentar de peso deve consultar o seu médico veterinário para que ele lhe indique qual a dieta mais indicada para o seu caso.