quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Boa passagem e um óptimo 2010

Se nós podíamos passar para o novo ano sem desejar um Bom Ano aos nossos amigos?
Podíamos! Mas não era a mesma coisa.
Boa passagem e um óptimo 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Obesidade – Um gordo problema

A obesidade é uma doença cada vez mais frequente nos animais de companhia. Resulta de ser dada ao animal uma alimentação com excesso de energia relativamente à que ele gasta na sua actividade diária. Assim, todas as calorias que não são gastas serão armazenadas sob a forma de gordura.
Um animal é considerado obeso quando o seu peso excede em 15% ou mais o peso ideal (um cão cujo peso ideal é de 10 kg é considerado obeso a partir dos 11,50 kg). Para além do peso existem alguns sinais de que o animal está com excesso de peso aos quais deve estar atento:
- As costelas não estarem palpáveis
- Deixar de se conseguir sentir as vértebras
- Observar que há acumulação de gordura na zona da barriga, principalmente nos gatos.


Existem raças mais predispostas a obesidade como os Labradores e os Basset Hound com as quais os cuidados nutricionais devem ser redobrados. A idade é um factor que predispõe para a obesidade pois o animal diminui a actividade física, logo necessita de uma alimentação menos calórica. Em alguns casos a esterilização/castração também pode aumentar tendência para o aumento de peso.
A obesidade acarreta riscos graves para a saúde como:
- Tendência para ter diabetes
- Problemas articulares (artrite, artrose, rupturas de ligamentos)
- Diminuição da actividade física e da tolerância ao calor
- Dificuldade respiratória e problemas cardíacos
- Problemas hepáticos (principalmente nos gatos)
- Aumento do risco cirúrgico


No caso da obesidade, prevenir é muito mais fácil que remediar. O dono deve ter em atenção:
- Dar apenas a dose diária recomendada pelo fabricante da ração para o peso do animal em 2 refeições no caso dos cães ou deixá-la à disposição no caso dos gatos.
- Dar o tipo de ração apropriada à faixa etária e condição do animal. Não dar ração junior a animais adultos. Dar ração ligth em caso de tendência para a obesidade.
- Se o animal tiver

comportamentos de pedinchar na altura das refeições poderá ser fechado noutra divisão enquanto a família come e assim evitar os deslizes de alguns elementos da família.
- Providenciar prática diária de exercício físico: nos cães pode ser através de um passeio diário longo ou de natação; nos gatos deve-se tentar perceber quais as brincadeiras favoritas e incentiva-las.
- Não dar restos das refeições nem alimentos com açúcar: as sobras normalmente contêm maior quantidade de gordura que deve ser evitada. Quando o animal comer alimentos extras (comida caseira, biscoitos, etc) deve ser reduzida a sua dose diária de ração para que a quantidade de calorias ingerida por dia seja adequada
- Reduzir a quantidade de guloseimas (biscoitos, comida enlatada, etc) que devem ser usadas só para felicitar o animal quando realiza correctamente os exercícios de aprendizagem.

A obesidade não é um problema estético. A obesidade é um problema grave que acarreta consequências negativas na saúde do seu animal, deve ser evitada e controlada pelos donos. Gordo? Só queremos o Pai Natal… Se verificar que o seu animal tem tendência para aumentar de peso deve consultar o seu médico veterinário para que ele lhe indique qual a dieta mais indicada para o seu caso.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

NATAL


Do Natal espera-se que tudo seja perfeito. Os mais nobres sentimentos, a reunião harmoniosa da família e/ou amigos, uma festa cheia de iguarias, a troca de prendas desejadas… E tudo com um toque de beleza e brilho. Mas como em tudo, quanto maiores as expectativas maior a frustração quando não concretizadas.
O ideal seria o conhecido “tou nem aí”. Aproveitar as coisas boas e aturar desportivamente as inevitáveis coisas menos boas. Como tentamos fazer o resto do ano. O Natal não tem que ser perfeito, mas podemos tentar que seja o melhor possível.

Neste Natal lembre-se:
- Não dê um animal de companhia a menos que saiba que existem todas as condições para o ter. Os animais de companhia não são objectos descartáveis, brinquedos. São seres vivos que dão trabalho e exigem dedicação e despesas. Não corra o risco de contribuir para mais um animal abandonado.
- Não dê ossos e chocolates, etc (
ver alimentos tóxicos) ao seu amigo de 4 patas. Ele pode adorar comê-los mas o mal que lhe fazem pode ser fatal. O melhor presente para o seu animal será uns minutos de brincadeira.
- Se vai para fora pense com antecedência o que vai fazer ao seu animal: deixá-lo aos cuidados de amigos/familiares, leva-lo consigo, deixa-lo num hotel para animais, pagar a alguém que cuide dele.
- Dedique algum do seu tempo a pensar nos menos favorecidos: contribuía para uma instituição de apoio a animais abandonados, passe num canil e ofereça uns miminhos.

E porque a perfeição e a felicidade total não existem, desejamos-lhe a si e aos seus um Natal imperfeito mas bom.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Educação na hora das refeições

A educação dos animais de companhia é muito importante para que a sua relação com todas as pessoas que moram com eles seja bem sucedida. Apesar de as cadelas/ gatas ensinarem os seus filhotes a comer e lhes imporem algumas regras, cabe aos donos continuar e aperfeiçoar a educação iniciada pelas mães.
Para começar devemos ter em conta que os comportamentos alimentares dos cães e dos gatos são muito diferentes. Os cães adultos devem comer a sua dose diária de alimento numa ou duas refeições por dia enquanto que os gatos devem ter a dose diária de comida à disposição pois podem fazer cerca de 15 pequenas refeições por dia.
Mesmo entre gatos existem diferenças pois os de exterior tendem a alimentar-se menos pois distraem-se na caça de pequenas presas. No caso dos gatos de interior é benéfico dar-lhes brinquedos e actividades para os distrair, diminuir a quantidade de alimento ingerido e incentivá-lo a praticar exercício físico prevenindo a obesidade.
Como os alimentos são necessários para a sua sobrevivência, alguns animais podem demonstrar um comportamento agressivo perante a comida, principalmente se houver falta de alimento. Estas situações são mais frequentes em cães e a agressividade (rosnar, ladrar, morder) pode ser dirigida tanto às pessoas como a outros animais e pode acontecer com a ração ou apenas com os seus petiscos favoritos. Estas situações podem acontecer desde cachorro por isso devem ser tomadas medidas para as prevenir logo cedo:
- Alimentar o cão em 2 ou 3 refeições por dia e não deixar comida à disposição- Caso haja mais do que um cão em casa a refeição deve ser dada em 1º lugar ao animal dominante da matilha.
- Em cães que tenham mostrado agressividade com petiscos apenas lhe podem ser dados os que forem consumidos rapidamente (não dar ossos de roer por ex.).
Além disso o cão deve ser habituado desde muito jovem a deixar o dono retirar e colocar o prato da comida, quer esteja cheio ou vazio, para que ele perceba que o dono não é uma ameaça e que não o vai impedir de se alimentar.
Outra situação que deve ser evitada, tanto em cães como em gatos é o hábito de pedinchar comida pois além de se tornar aborrecida para os donos predispõe à obesidade do animal. Para impedir ou acabar com este comportamento:
- Não pode ser dada nunca qualquer recompensa ou atenção quando o animal implora comida
- No caso dos cães devem ser sempre mantidos os horários das refeições a que estão habituados- Pode ser dado um petisco de longa duração (brinquedo dispensador de comida por ex.) para manter o animal ocupado enquanto o dono cozinha ou come
- O animal pode ser incentivado a fazer exercício antes da hora da refeição do dono pois se estiver cansado diminui a probabilidade de pedinchar
- O cão/gato pode ser fechado numa divisão diferente enquanto o dono come
Não se deve ralhar ou bater pois o animal pode entender que lhe estão a dar atenção e piorar o seu comportamento.



As alterações de comportamento relacionadas com a comida como a agressividade ou o pedinchar podem estar ligadas a doenças ou medicamentos que façam aumentar a fome. Se o seu animal manifestar alguma destas alterações é aconselhável contactar o seu médico veterinário.

Carta ao Pai Natal dos Gatos


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alimentos tóxicos para cães e gatos

Ao contrário do que muitas pessoas pensam não são só os químicos e detergentes que temos em casa que são venenosos para os animais de estimação. Existem mais perigos espalhados pela casa, disfarçados de alimentos que comemos no dia-a-dia e que os cães e gatos muitas vezes gostam, mas que podem ser mortais.

Chocolate ou alimentos contendo cacau: quanto mais rico em cacau mais tóxico é para os cães e gatos pois mais teobromina tem. Causa intoxicações graves podendo ser causa de diarreias, vómitos, alterações cardíacas, convulsões e até causar a morte, dependendo da dose ingerida.


Café e chá: as substâncias tóxicas nestes casos são a cafeína e a teofilina, respectivamente. Causam sintomas semelhantes aos da intoxicação por chocolate mas a dose necessária para causar sintomas num cão ou gato é muito menor.

Uvas e uvas passas: apesar de não se saber qual o componente tóxico, uma pequena quantidade é suficiente para causar intoxicação que se manifesta por vómitos, diarreia, insuficiência renal e podem também causar a morte.

Cebola e alho: ambos têm um sulfoxido, um componente que causa destruição dos glóbulos vermelhos. Pode provocar fraqueza, anemia, respiração ofegante e sangue na urina.

Bebidas alcoólicas: a maioria dos animais manifesta depressão ou excitabilidade, alterações cardíacas e/ou respiratórias quando as ingerem, devido ao etanol que contêm. Não é necessária uma grande quantidade para causar sintomas e em casos graves pode provocar a morte.

Ossos e espinhas: ao mastigá-los ficam com pontas afiadas que ao ser engolidas podem ficar alojadas na garganta ou causar ruptura do estômago ou intestinos. Quando isto não acontece tornam as fezes muito secas e duras levando muitas vezes à paragem do trânsito intestinal.

Alimentos estragados: devem ser mantidos longe do alcance dos cães e gatos pois podem conter fungos e bactérias causadores de infecções graves.

Estes são os principais alimentos perigosos para os cães e gatos por isso deve evitar dar-lhos e em caso de eles os ingerirem deve consultar o seu médico veterinário.