sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Socialização em animais jovens

O comportamento social faz parte da vida dos animais de companhia e tal como aprendem a obedecer a ordens, aprendem a socializar com outros animais e pessoas ao longo da sua vida. O animal deve ser habituado desde cedo a diferentes estímulos como: ir ao veterinário, interagir com pessoas e animais da mesma espécie e de espécies diferentes. Criar estes hábitos é uma essencial para evitar problemas de comportamento na sua vida futura (agressividade, fobias, etc).


A socialização com animais da mesma espécie começa desde logo com a mãe e os cachorros/gatinhos da ninhada que o ajudam a compreender o comportamento da sua espécie. A socialização deve começar entre os 1,5 e os 4 meses de idade, sendo esta a fase decisiva no caso dos cães pois estão mais receptivos a novas experiências. Depois os cães passam por um período em que têm medo de enfrentar novas pessoas e situações em que necessitam do apoio do dono para os ajudar a ultrapassar os seus receios.

Para os gatos deve ser iniciada entre os 10 dias os 2 meses pois nesta idade começam a perder o medo e a conhecer o ambiente. A socialização por vezes é dificultada porque nesta idade os cachorros/gatinhos ainda não completaram o seu plano de vacinação e não podem andar na rua e ter contacto com outros animais livremente. Contudo podem vir à rua ao colo, andar de carro, contactar com pessoas e com outros animais saudáveis, vacinados e desparasitados. De cada vez que o animal contacta com um novo ambiente, uma nova pessoa ou animal devemos tentar que a experiência seja positiva, qualquer experiência negativa neste período irá deixar marcas no comportamento do animal que queremos evitar.

Devemos certificar-nos que a pessoa ou animal com quem vai contactar irá reagir bem ao nosso cão/gato e dar recompensa se o animal se comportar bem (festas, biscoitos, etc). Ao socializar os animais com pessoas devemos tentar expô-los a diferentes tipos de pessoas, desde crianças a idosos, familiares ou desconhecidos e que usem todo o tipo de roupas e acessórios para que o animal se habitue às diferenças. O mesmo deve ser feito em relação a outros animais, tentando que o cachorro/gatinho contacte com diferentes animais da mesma espécie e de espécies diferentes da sua. Até aos 6 meses de idade os animais devem continuar a ser expostos a todo o tipo de estímulos (barulhos, ambientes diferentes, etc) de forma gradual para que possam ir perdendo o medo.

Se não conhecer outros animais com quais o seu cão/gato possa socializar deve inscreve-lo numa escola de treino onde ele possa ter contacto com outros animais.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quando levar o seu animal ao veterinário

Consultas de rotina – muito importante!
Os animais devem ser levados pelo menos uma vez por ano, para uma consulta de rotina ao veterinário. Prevenir é melhor que remediar, um exame ao seu animal pode permitir detectar precocemente uma doença ou um problema. Nessa consulta de rotina pode pedir conselhos de alimentação, maneio, comportamento, etc… Deve efectuar regularmente a vacinação e desparasitação interna e externa do seu animal. Prevenindo doenças graves para eles e para nós humanos.

Dirija-se ao veterinário ao primeiro sintoma!
Os animais não manifestam a dor e a doença como os seres humanos. Isto deve-se também aos instintos selvagens dos cães: na Natureza e em matilha os animais que exibem dor e fraqueza são muitas vezes expulsos da matilha pelo que aprendem a mascarar a dor. Muitas vezes, só apresentam sintomas evidentes de estarem doentes quando a doença já está em estado muito avançado.
Muitas pessoas ignoram os primeiros sintomas de doença ou mal-estar e só se dirigem ao veterinário quando já é demasiado tarde. Além disso, nunca deverá medicar o seu animal por conta própria, pois estará a colocar a vida dele em sério risco. Muitos medicamentos inofensivos para nós humanos, podem ser fatais para eles. Procure assistência veterinária imediatamente após detectar algum sinal de doença.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Alterações dentárias

Os animais de companhia, tal como os humanos podem ter alterações dentárias muito variadas como má conformação da boca, permanência dos dentes de leite e alterações da estrutura dos dentes.

Permanência dos dentes de leite: até aos 8 meses todos os dentes de leite devem ter caído mas por vezes isso não acontece. Nestes casos os dentes definitivos nascem e os dentes de leite não caem, ficando os dois lado a lado. É um problema comum em cães de pequeno porte (Yorkshire terrier, Lhassa Apso, Shitzu e caniche) e raro em gatos. Geralmente sucede nos dentes incisivos e caninos, mas pode acontecer em todos os dentes. A persistência pode acarretar alterações na oclusão (dentes mal posicionados, desgaste dos dentes e traumas da gengiva) e aumento da deposição de tártaro por isso deve proceder-se à extracção dos dentes de leite sempre que se detecte esta alteração.


Prognatismo: ocorre quando a mandíbula do animal é mais comprida que a o maxilar fazendo com que os dentes superiores fiquem mais recuados que os inferiores. Num cão ou gato com uma conformação normal da boca a mandíbula deve ser mais pequena que o maxilar permitindo aos incisivos e caninos inferiores e superiores encaixar perfeitamente. Quando existem estas alterações que causam mau posicionamento dos dentes que podem levar a perfurações do céu-da-boca, dificuldade de mastigação, desgaste anormal de outros dentes e problemas na articulação da mandíbula. Há determinadas raças em que isto é uma característica comum mas este problema é hereditário por isso cães com esta característica não devem ser usados para reprodução.

Hipoplasia do esmalte: o esmalte é o revestimento externo do dente e é a substância mais dura existente no corpo. A hipoplasia do esmalte consiste na formação incompleta do esmalte do dente devida a lesões causadas durante o desenvolvimento. Acontece em animais jovens, enquanto os dentes estão em crescimento e permanece por toda a vida. Pode ser causada por infecções virais (esgana), medicamentos e por factores genéticos. Os sinais mais visíveis são sulcos horizontais nos dentes que têm cor amarelada ou acastanhada.

Anodontia: ausência de um ou mais dentes definitivos. Não é hereditária e é frequente em Collies, Setters e Dobermans.

Dentes supranumerários: existência de maior número de dentes do que o normal. Se causarem problemas (má oclusão) têm de ser removidos.

Dentes inclusos: dentes que permanecem dentro da gengiva. Podem ser detectados por radiografia e retirados se causarem problemas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O gato das bruxas

Dificilmente alguém, ao imaginar a casa de uma bruxa, deixaria de ver, ao seu lado, a dormir preguiçosamente ou atento ao caldeirão, um gato.
As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos.
Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território. A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.
O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato. Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristãos e inquisidores. A sua associação às práticas de bruxaria, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato.
Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça às bruxas. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos.
Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular. Apesar de em Portugal ser mais comum associar o gato preto a um mau presságio, são várias as superstições que lhe são favoráveis noutros países.
A história de vida do gato preto é impressionante. Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um sítio quente, junto à janela.
… A ver as bruxas passarem?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tumores da cavidade oral

Nos animais mais idosos, além dos problemas dentários inerentes a uma higiene oral deficiente, podem aparecer problemas mais graves como os tumores da boca. Estes tipo de tumores é um dos mais comuns nos amimais e é mais frequente em cães do que em gatos.

Os tumores que afectam a boca podem ter origem nas gengivas, nos dentes, no osso da maxila ou mandíbula ou nos vasos sanguíneos e podem ser benignos ou malignos. Alguns aparecem na forma de grandes massas e outros podem ter aspecto de pequenas massas espalhadas por vários locais da boca.

Há vários sinais que podem chamar a atenção para que um destes problemas se esteja a desenvolver na boca como:
- Mau hálito
- Salivação excessiva
- Feridas nas gengivas que não curam
- Inchaços nas gengivas ou focinho
- Sangramento da boca
- Dificuldade em mastigar e/ou engolir
- Dor

Estas alterações passam muitas vezes despercebidos aos donos dos animais pelo que se torna importante que se faça periodicamente um exame à cavidade oral do seu animal. O diagnóstico definitivo é feito através de radiografias e de biopsia do tecido alterado. O tratamento varia conforme o tipo de tumor mas geralmente passa pela remoção da massa existente.
Se o seu animal tem algum desses sintomas ou se é idoso visite o seu veterinário com frequência e peça um exame oral.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Somos um PONTO VERMELHO da PATA VERMELHA


O que é a PATA VERMELHA?
A PATA VERMELHA é um projecto totalmente dedicado à angariação de fundos para tratamento médico de animais domésticos abandonados ou animais de companhia cujos donos não tenham meios financeiros para os tratamentos que necessitem.

O que faz?

Criaram uma “Farmácia” com donativos de medicamentos que estão a sobrar nas nossas casas e que revertem para os animais deles necessitados.

Quem beneficia?
Os principais beneficiários são as pequenas associações que vivem em permanentes dificuldades financeiras e particulares sem meios. (A nossa conhecida Nancy teve o apoio da PATA VERMELHA)

Como ajudar?
Entregue os medicamentos que lhe sobram em casa nos PONTOS VERMELHOS (Bichos & Caprichos, Clínica Veterinária, na Guarda e outros pontos por todo o país). Podem salvar a vida de milhares de animais.
Fazem falta medicamentos de medicina humana (antibióticos, etc), de medicina veterinária, desparasitantes internos e externos, consumíveis (seringas, ligaduras, desinfectantes) e rações de tratamento.
Pode também tornar-se sócio ou ajudar de outras formas.
Saiba mais em:
www.patavermelha.com

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como ver a idade através dos dentes nos cães

Tanto os cães como os gatos apresentam uma dentição de leite e uma dentição definitiva. Sabendo qual é a dentição normal destes animais podemos saber algumas informações acerca deles, inclusivamente fazer uma estimativa da sua idade.
Até aos 7 meses de idade facilmente conseguimos saber a idade do cão através da
erupção dos dentes de leite e da sua muda pois cada tipo de dente de leite tem um tempo de erupção e queda.


A partir do ano de idade não é tão fácil ver a idade exacta do animal pela sua dentição mas mesmo assim podemos chegar a um valor aproximado tendo com base o desgaste dos dentes incisivos. Os incisivos definitivos dos cães jovens têm um recorte denominado de flor-de-lis que desaparece devido ao desgaste que sofre à medida que o animal envelhece.


O estado geral dos dentes definitivos vai variar muito com o tipo de alimentação do animal, o tipo de brinquedos que rói, os cuidados de higiene oral que lhe são prestados e ainda com alterações dentárias que possa ter (má oclusão, permanência de dentes de leite, etc). Quando todos estes cuidados são descurados podemos ser levados a pensar que os cães têm mais idade do que realmente têm pois pode haver um desgaste e queda acrescida de dentes.