terça-feira, 27 de outubro de 2009

O gato das bruxas

Dificilmente alguém, ao imaginar a casa de uma bruxa, deixaria de ver, ao seu lado, a dormir preguiçosamente ou atento ao caldeirão, um gato.
As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos.
Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território. A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.
O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato. Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristãos e inquisidores. A sua associação às práticas de bruxaria, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato.
Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça às bruxas. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos.
Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular. Apesar de em Portugal ser mais comum associar o gato preto a um mau presságio, são várias as superstições que lhe são favoráveis noutros países.
A história de vida do gato preto é impressionante. Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um sítio quente, junto à janela.
… A ver as bruxas passarem?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tumores da cavidade oral

Nos animais mais idosos, além dos problemas dentários inerentes a uma higiene oral deficiente, podem aparecer problemas mais graves como os tumores da boca. Estes tipo de tumores é um dos mais comuns nos amimais e é mais frequente em cães do que em gatos.

Os tumores que afectam a boca podem ter origem nas gengivas, nos dentes, no osso da maxila ou mandíbula ou nos vasos sanguíneos e podem ser benignos ou malignos. Alguns aparecem na forma de grandes massas e outros podem ter aspecto de pequenas massas espalhadas por vários locais da boca.

Há vários sinais que podem chamar a atenção para que um destes problemas se esteja a desenvolver na boca como:
- Mau hálito
- Salivação excessiva
- Feridas nas gengivas que não curam
- Inchaços nas gengivas ou focinho
- Sangramento da boca
- Dificuldade em mastigar e/ou engolir
- Dor

Estas alterações passam muitas vezes despercebidos aos donos dos animais pelo que se torna importante que se faça periodicamente um exame à cavidade oral do seu animal. O diagnóstico definitivo é feito através de radiografias e de biopsia do tecido alterado. O tratamento varia conforme o tipo de tumor mas geralmente passa pela remoção da massa existente.
Se o seu animal tem algum desses sintomas ou se é idoso visite o seu veterinário com frequência e peça um exame oral.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Somos um PONTO VERMELHO da PATA VERMELHA


O que é a PATA VERMELHA?
A PATA VERMELHA é um projecto totalmente dedicado à angariação de fundos para tratamento médico de animais domésticos abandonados ou animais de companhia cujos donos não tenham meios financeiros para os tratamentos que necessitem.

O que faz?

Criaram uma “Farmácia” com donativos de medicamentos que estão a sobrar nas nossas casas e que revertem para os animais deles necessitados.

Quem beneficia?
Os principais beneficiários são as pequenas associações que vivem em permanentes dificuldades financeiras e particulares sem meios. (A nossa conhecida Nancy teve o apoio da PATA VERMELHA)

Como ajudar?
Entregue os medicamentos que lhe sobram em casa nos PONTOS VERMELHOS (Bichos & Caprichos, Clínica Veterinária, na Guarda e outros pontos por todo o país). Podem salvar a vida de milhares de animais.
Fazem falta medicamentos de medicina humana (antibióticos, etc), de medicina veterinária, desparasitantes internos e externos, consumíveis (seringas, ligaduras, desinfectantes) e rações de tratamento.
Pode também tornar-se sócio ou ajudar de outras formas.
Saiba mais em:
www.patavermelha.com

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como ver a idade através dos dentes nos cães

Tanto os cães como os gatos apresentam uma dentição de leite e uma dentição definitiva. Sabendo qual é a dentição normal destes animais podemos saber algumas informações acerca deles, inclusivamente fazer uma estimativa da sua idade.
Até aos 7 meses de idade facilmente conseguimos saber a idade do cão através da
erupção dos dentes de leite e da sua muda pois cada tipo de dente de leite tem um tempo de erupção e queda.


A partir do ano de idade não é tão fácil ver a idade exacta do animal pela sua dentição mas mesmo assim podemos chegar a um valor aproximado tendo com base o desgaste dos dentes incisivos. Os incisivos definitivos dos cães jovens têm um recorte denominado de flor-de-lis que desaparece devido ao desgaste que sofre à medida que o animal envelhece.


O estado geral dos dentes definitivos vai variar muito com o tipo de alimentação do animal, o tipo de brinquedos que rói, os cuidados de higiene oral que lhe são prestados e ainda com alterações dentárias que possa ter (má oclusão, permanência de dentes de leite, etc). Quando todos estes cuidados são descurados podemos ser levados a pensar que os cães têm mais idade do que realmente têm pois pode haver um desgaste e queda acrescida de dentes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Abcesso do dente carniceiro

Os dentes carniceiros dos cães são o 4º pré-molar superior que tem 3 raízes e o 1º molar inferior com duas raízes. Estes dentes chamam-se assim porque têm como função rasgar a carne de que os cães se alimentam.

Os abcessos nos dentes carniceiros ocorrem quando se acumula pus nas suas raízes e são mais comuns nos carniceiros superiores. Este pus forma-se devido à acumulação de bactérias junto da raiz do dente que acontece de várias maneiras:
- Fractura do dente (por roem objectos duros, traumatismos, etc)
- Doença periodontal (má higiene oral)
- Inflamação da raiz
- Bactérias na corrente sanguínea.

Como as raízes do dente carniceiro superior vão até à zona do olho por vezes a acumulação inicial de pus evolui e origina um inchaço na pálpebra inferior do olho do lado afectado. Este inchaço pode por vezes ver-se no interior da boca na gengiva por cima do dente afectado. Quando este inchaço é muito grande pode formar-se uma fístula (abertura) por baixo do olho por onde o pus vai drenar.

O abcesso do carniceiro causa muita dor e desconforto aos animais apesar de muitos deles não a demonstrarem claramente. Os sinais mais comuns são:
- Inchaço na zona inferior do olho ou na gengiva
- Fístula na zona inferior do olho
- Escurecimento do dente
- Salivação
- Coçar o focinho
- Dificuldade em mastigar

Nestes casos os animais devem ser observados pelo médico veterinário podendo ser necessária uma radiografia para confirmar o diagnóstico.
O tratamento passa geralmente por remover o dente para drenar o pus acumulado na raiz e antibioterapia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cãominhada Qoasmi - Um dia fantástico!

De mãos dadas, de mão na pata... Com um simples gesto, podemos...
... fazer um mundo melhor!

domingo, 4 de outubro de 2009

4 DE OUTUBRO DIA DO ANIMAL - O exemplo de solidariedade que os animais nos dão!


Bonnie e Clyde foram resgatados depois de uma tempestade no Reino Unido. Estavam a vaguear sozinhos e não foram reclamados pelo dono.

São 2 border collie inseparáveis que fazem tudo juntos. Clyde está sempre uma passo mais atrás. Isso porque ele é cego - e sua companheira Bonnie actua como seu cão-guia. Ela leva-o à comida ou água, e deixa-o descansar a cabeça no seu lombo quando ele se sente um pouco perdido. Eles são inseparáveis e, se Bonnie não está por perto, Clyde recusa-se a mover uma pata.

Os dois estão alojados num centro de acolhimento para cães em Londres, Norflok chamado Green Meadow Dog Rescue Centre.

Este caso de solidariedade e amizade sem limites entre animais é uma linda história para festejarmos o Dia do Animal. Os humanos deviam por os olhos nestas atitudes de fidelidade e dedicação!


Leia mais em: http://www.dailymail.co.uk/news/article-1201750/The-inseparable-Bonnie-Clyde-A-blind-border-collie--guide-dog.html#ixzz0SCnJtDQl