quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Outubro - Mês da Saúde Oral

O aparecimento de tártaro e a queda de dentes nos animais de companhia são muitas vezes vistos pelos donos como sendo normais devido ao seu envelhecimento. Na verdade, ambos os processos fazem parte de uma doença grave e podem ser evitados se for seguido um programa de higiene oral diário, tal como acontece com os seres humanos.

A doença periodontal inicia-se com o aparecimento da placa dentária, uma camada amarela que cobre os dentes dos cães/ gatos e que é formada por bactérias, restos de comida e componentes da saliva. A sua formação acontece em menos de 6 horas após a limpeza dos dentes e quando se encontra em maior quantidade é responsável pela inflamação das gengivas e mau hálito. Nesta fase a doença é reversível se for retirada a placa dentária através da escovagem dos dentes.

Quando por cima da placa dentária se começa a acumular cálcio salivar forma-se o tártaro que dá uma aparência rugosa aos dentes e facilita a aderência de bactérias. O tártaro aparece principalmente nos dentes superiores havendo uma parte visível e outra que fica por baixo das gengivas, onde crescem bactérias que causam destruição dos ligamentos que unem o dente ao osso alveolar e provocam a queda dos dentes. Nesta fase a doença periodontal torna-se irreversível.

Os sinais mais frequentes de doença periodontal são:
- Mau hálito
- Acumulação de placa dentária/ tártaro
- Salivação excessiva
- Cor vermelha no bordo das gengivas
- Sangramento em volta dos dentes
- Dificuldade em comer
- Resistência a que mexam na boca

Cães de raças pequenas têm mais tendência para acumular tártaro nos dentes do que cães de grande porte. Animais com má conformação dentária ou em que os dentes de leite não caiam têm igualmente maior predisposição para problemas dentários. Alimentação mole/húmida favorece o aparecimento de placa dentária e tártaro porque se deposita nos dentes. É mais aconselhável alimentar o seu cão ou gato com alimentos secos que necessitam de mastigação e ajudam a retirar a placa dentária.

É muito importante habituar o animal a uma rotina de higiene oral desde jovem. Devemos começar por familiarizar o cão/ gato com a escova de dentes, com o sabor da pasta de dentes e habituá-lo a uma escovagem diária. A pasta de dentes humana é contra indicada, deve ser usada uma pasta de dentes específica para animais pois estas podem ser engolidas sem perigo para a saúde. Para ajudar na higiene oral encontram-se no mercado barras dentárias, rações com componentes e consistência específica e pastas enzimáticas que ajudam a limpar os dentes mas não substituem a escovagem.

Se estas medidas de higiene oral não forem estabelecidas o animal pode vir a ter problemas de saúde generalizados e não só na boca. Os casos mais graves em que há grande multiplicação de bactérias que podem entrar na corrente sanguínea e causar lesões no coração e rins.

Quando há acumulação de tártaro recomenda-se uma destartarização que é a única forma de o remover. A destartarização é um procedimento veterinário realizado sob anestesia geral onde se remove o tártaro de todos os dentes e se podem extrair dentes que estejam em mau estado. Depois da destartarização é ainda mais importante manter a higiene oral do cão/ gato para evitar que o tártaro volte aparecer e a doença periodontal se agrave.
Aconselha-se uma visita regular ao médico veterinário para que a doença periodontal possa ser controlada e tratada o mais precocemente possível, evitando chegar a uma fase irreversível.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CAOMINHADA NO DIA DO ANIMAL NA GUARDA


A Qoasmi - (Quando os animais são o mais importante) vai organizar uma caominhada na cidade da Guarda. Não falte!

"O dia mundial do animal, 4 de Outubro, celebra-se desde 1930 em mais de 45 países.
Não podíamos deixar passar este dia sem seguir a tradição e por isso vamos aproveitar para homenagear os nossos amigos e companheiros animais. Aproveitamos também para homenagear todas as pessoas que diariamente lutam por eles.
Pretendemos, com esta Cãominhada, proporcionar um dia inesquecível a todos os intervenientes, bem como alertar e sensibilizar os munícipes para a problemática do abandono de animais de companhia.
Tínhamos deixado a promessa de seguir os passos dos lutadores que mais admiramos e por isso vimos continuar o grande esforço feito pela Engenheira Gabriela Lopes na organização da primeira Cãominhada do Distrito da Guarda e esperamos que seja igualmente um sucesso.
Pode ver o programa, o regulamento e a ficha de inscrição on line no site

http://caominhadaqoasmi.yolasite.com/
A inscrição é obrigatória.
Vai haver recolha de donativos em género e numerário durante o evento para o caso de querer contribuir. Todo o dinheiro angariado reverterá na sua totalidade para a esterilização de cadelas de rua e os géneros serão para alimentação, tratamento e promoção do bem estar dos que não contam com mais ninguém.
Contamos com a sua presença. Traga o seu cãopanheiro, a sua família, os seus amigos e a sua boa disposição.
Dia 4 de Outubro vamos cãominhar com eles e para eles.

Qoasmi"

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

DIA MUNDIAL DA RAIVA - 28 de Setembro de 2009


A raiva é uma doença viral de elevada mortalidade que se transmite a Humanos sobretudo através da mordedura de animais doentes.
É uma doença infecciosa de evolução aguda, causada por um vírus, quase sempre mortal, que se manifesta entre os animais por transtornos do sistema nervoso central: alterações de comportamento, aumento da excitabilidade, agressividade, salivação excessiva, entre outros menos específicos. Transmite-se entre os animais, quase sempre através da mordedura ou contaminação de ferimentos por saliva de animais contaminados.
São susceptíveis de contrai-la os animais mamíferos em geral, porém mais de 80% dos casos assinalados pela literatura médica são carnívoros, e em especial o cão doméstico.
Existe, para prevenir esta doença, a obrigatoriedade no nosso país de vacinação anti-rábica, registo e licença para todos os canídeos nas respectivas Juntas de Freguesia, sendo que a prova de vacinação anti-rábica é um dos requisitos para a emissão da licença. O estado português tem mantido uma campanha de vacinação anual desde 1926. A referida campanha é financiada pelo estado e desempenhada actualmente pelos médicos veterinários municipais. Os veterinários privados efectuam também a vacinação anti-rábica já sem o financiamento estatal.
Portugal é um dos primeiros países do mundo a obter o estatuto de «País oficialmente indemne de Raiva». A doença no nosso país é considerada oficialmente erradicada desde 1956.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Desparasitação interna

A desparasitação do seu cão ou gato é essencial para que ele se mantenha de boa saúde e não transmita doenças a outros animais e seres humanos. Tal como devemos evitar o aparecimento de parasitas externos, os parasitas internos também devem ser prevenidos, apesar de muitas vezes não serem visíveis.
Os parasitas internos mais comuns nos cães e gatos afectam os intestinos, são geralmente vermes redondos ou achatados mas também existem parasitas microscópicos. Muitos deles podem ser transmitidos ao Homem e alguns causam-lhe doenças graves (Equinococose).


Quando aparecem em pequena quantidade, os parasitas podem não causar sintomas mas à medida que se multiplicam provocam:
- Aumento do volume abdominal
- Perda de peso
- Diarreia
- Muco ou sangue nas fezes
- Vómitos
- Dor abdominal

Quando há uma grande infestação por parasitas esta pode tornar-se fatal, especialmente para animais jovens, uma vez que impedem a absorção de nutrientes e podem causar rolhões que tapam completamente o intestino.
A maioria dos cachorros e gatinhos apanha parasitas da sua mãe, principalmente se as mães não forem desparasitadas durante a gravidez. As cadelas ou gatas gestantes devem ser desparasitadas nos dias 1, 30 e 60 da gravidez com um produto aconselhado pelo médico veterinário uma vez que nem todos os desparasitantes podem ser dados neste caso. Os gatinhos/ cachorros são desparasitados a partir dos 15 dias de idade juntamente com a mãe, com um desparasitante próprio para a idade. A desparasitação pode ser repetida 15 dias depois se for observada uma grande quantidade de parasitas nas fezes. Depois disto devem ser desparasitados mensalmente até que já não sejam visíveis parasitas nas fezes ou sintomas da sua presença.

Em adultos a infestação faz-se por contacto com outros animais, com fezes de animais, alimentação com carne crua e através da frequência de locais onde andam outros animais. Assim, a desparasitação dos adultos deve ser feita de 4 em 4 meses e caso exista mais que um animal em casa a desparasitação deve ser feita a todos em simultâneo para que seja eficaz. Sempre que haja suspeitas de parasitismo nos intervalos da desparasitação deverá proceder-se a uma desparasitação imediata e outra após 20 dias.
A desparasitação interna dos cães e gatos pode ser feita através de pastas orais, comprimidos e pipetas (spot-on). O produto a utilizar deve ser aconselhado pelo veterinário tendo em conta a idade, peso, raça e estado do animal (gestação, doenças).
Recolher as fezes do seu animal sempre que vai com ele à rua é uma forma eficaz de prevenir a contaminação de outros animais e humanos, além de ser um importante acto cívico.





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Maus tratos a animais, a quem denunciar?

Todos sabemos que existem casos de maus-tratos a animais e muitos de nós já presenciamos algumas situações. Por vezes não sabemos a quem denunciar. As entidades a quem deverá apresentar queixa são:
- Autoridade policial local (PSP, GNR ou Policial Municipal)
- Veterinário Municipal da área (autoridade veterinária local)
- Direcção Geral de Veterinária (autoridade veterinária nacional)

Em casos urgentes, peça a presença e assistência imediata da autoridade policial da área (PSP ou GNR).
Se não for necessário a presença imediata da autoridade policial deverá comunicar igualmente às referidas autoridades.
A autoridade policial deve dirigir-se ao local, avaliar a situação, impedir qualquer acto de violência, negligência ou abuso de animais, que seja proibido por lei, identificar os autores destas infracções, levantar o auto referente a esses casos. Por vezes, as autoridades policiais pedem a colaboração do Médico Veterinário Municipal ou da Direcção Geral de Veterinária.
Pode juntamente com a queixa às autoridades policiais denunciar o caso ao Médico Veterinário Municipal da câmara municipal da área. Ou apresentar queixa directamente à Direcção Geral de Veterinária.
Apresente sempre uma queixa escrita da situação que denuncia às autoridades: policial (PSP, GNR, PM), ao Médico Veterinário Municipal e/ou à Direcção Geral de Veterinária.
Não deixe de denunciar porque não acredita numa resposta eficaz. A legislação em vigor responsabiliza as autoridades acima referidas pela fiscalização e aplicação da legislação em vigor de protecção dos animais. Se não exigirmos nada, teremos nada. Se exigirmos, aos poucos as mentalidades vão mudando.
Não vire a cara!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Gastroenterite

A gastroenterite é uma inflamação do estômago e intestinos que impede os alimentos e a água de serem correctamente absorvidos pelo organismo. Para se manterem vivos todos os animais precisam de alimento e este tem de ser absorvido pelo organismo na forma de pequenas partículas, os nutrientes. Normalmente os nutrientes são digeridos no estômago e absorvidos no intestino mas quando há alterações nestes órgãos não é possível realizar este processo de forma correcta.
É um dos problemas gastrointestinais mais comuns e pode ocorrer em cães ou gatos de qualquer idade ou raça.

Os principais sintomas da gastroenterite são:
- Vómito
- Diarreia
- Perda de apetite ou apetite caprichoso
- Ruídos intestinais
- Esforço e dor ao defecar
- Sangue ou muco nas fezes
- Perda de peso
- Prostração


Episódios de vómito ou diarreia, podem não ser preocupantes quando ocorrem ocasionalmente mas se os sintomas durarem mais de 24 horas pode tornar-se grave pondo a vida do animal em risco. Isto acontece porque os animais desidratam rapidamente pois não têm apetite, não digerem o pouco que comem e perdem líquidos nas fezes diarreicas e no vómito. Cachorros, gatinhos, animais de pequeno porte e animais idosos correm o risco de desidratar mais rapidamente do que animais adultos saudáveis e de porte grande.

As causas mais comuns de gastroenterite são:
- Infecções por vírus (Parvovirose, infecção por Coronavírus)
- Infecções por bactérias (Salmonella por ex.)
- Infecções por parasitas (ténias, nemátodes, Giardia)
- Ingestão de comida estragada
- Alergias aos alimentos
- Reacções a medicamentos
- Ingestão de objectos estranhos (ossos, plantas, brinquedos, roupa, madeira, etc)
- Intoxicação por produtos químicos
- Ingestão de comida em excesso (indigestão)
- Doenças metabólicas (alterações no fígado, rins, etc)

O tratamento passa por fazer jejum de líquidos e sólidos até que o animal pare de vomitar. Quando o vómito parar podem ser dadas pequenas quantidades de líquidos e se o animal as aceitar pode-se tentar reintroduzir aos pouco a comida, dando-lhe pequenas porções de arroz cozido com frango várias vezes por dia durante 2 a 3 dias antes de voltar à alimentação habitual. Quando o vómito e a diarreia persistem apesar do jejum, o animal deve ser levado ao médico veterinário com urgência para que seja identificada a causa da gastroenterite e lhe seja dado o tratamento adequado.
Para prevenir as gastroenterites deve ter o seu animal devidamente vacinado e desparasitado e evitar que ele tenha acesso a caixotes do lixo, produtos químicos e outros objectos que ele possa roer, quer em casa quer na rua.