quinta-feira, 10 de setembro de 2009

18 de Setembro - LUTO CONTRA O ABANDONO


O Verão é tempo de férias e alegria, mas também de tristeza, para quem gosta realmente de cães. É nesta época do ano que se dão mais abandonos e a vida de muitos cães não volta a ser o que já foi.


Perdem o lar, a família que tinham e, em muitos casos, até a vida. É sem dúvida um fim de história muito triste, uma vez que, um lar e uma família são fundamentais para que um cão seja FELIZ.


Esta podia ser apenas mais uma história pronta a cair no esquecimento, mas se os animais também aprendem porque não podemos nós fazer o mesmo e, aproveitando esta oportunidade, ajudar a transformar os erros do passado na expectativa de um futuro melhor, para os cães, mas também para nós enquanto seres humanos.


É essa a razão porque contamos consigo e esperamos que participe neste movimento, passando a palavra e ajudando a espalhar uma onda de sensibilização com base em gestos simples, boa vontade e o desejo de poder transformar em sorrisos as lágrimas de muitos cães.

Porque não basta apenas lamentar, junte-se a nós e assinale também o Luto contra o Abandono. De 1 a 18 de Setembro vamos unir-nos, mostrar que estes cães não foram esquecidos e que é possível fazer um futuro melhor para muitos outros.


Contamos consigo para participar e ajudar a divulgar este movimento. Utilize a imagem do Luto contra o Abandono on-line, no carro, no local de trabalho e outros. Não se esqueça, para ajudar a sua imaginação é o limite.


Vai ver que fazer a diferença é fácil - basta ter coração


18 DE SETEMBRO – LUTO CONTRA O ABANDONO. NÃO OS ABANDONE TAMBÉM AO ESQUECIMENTO.

http://www.petnet.iol.pt/lutocontraoabandono/


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sarcoma de Sticker ou tumor venéreo transmissível canino

O sarcoma de Sticker é um tumor que afecta cães adultos e que, ao contrário de outros tumores, se transmite através do contacto entre cães. Ocorre em animais que não estão castrados/esterilizados, principalmente os que saem à rua sem a vigilância do dono e em animais errantes.

Atinge os cães na zona do pénis/prepúcio e as cadelas na vagina, podendo surgir por vezes noutras mucosas (nariz). O contágio faz-se maioritariamente por contacto sexual mas também pode acontecer quando os cães farejam e lambem a área genital de outro cão afectado ou por mordeduras.

Os sinais aos quais o dono deve estar atento são:
- Corrimento sanguinolento no pénis ou vagina
- Urina com sangue
- Inchaços na zona da vagina ou do pénis
- Nódulos avermelhados com aspecto de couve-flor na zona genital

Para tratar o tumor venéreo transmissível usa-se a quimioterapia durante algumas semanas (4 a 6) que geralmente produz bons resultados, levando à cura completa do animal. Nalguns casos pode ser necessária cirurgia.
A melhor prevenção para este tumor é não permitir que os cães/cadelas cruzem sem controlo, visto que a transmissão se faz por via sexual. Quando é diagnosticado em animais reprodutores estes devem ser retirados da reprodução até estarem totalmente curados. No caso de animais que não se destinam à reprodução a castração/esterilização é a melhor forma de evitar o cruzamento indesejável e os incómodos das saídas não supervisionadas pelos donos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Lutas de cães e Agressões por cães


A organização de lutas entre animais e as ofensas à integridade física causadas por animais passaram agora a ser considerados crime punível com pena de prisão até dez anos. Anteriormente estas infracções eram consideradas contra-ordenações punidas com coimas (multas). Espera-se que esta forma de punição seja mais eficaz na prevenção destas situações.
Os donos de cães perigosos correm o risco de ser punidos com pena de prisão no caso de os seus animais agredirem alguém, seja por dolo (intenção) ou negligência do dono. A pena será agravada se, da agressão, resultarem “ofensas graves” à integridade física da vítima.

É bom lembrar que animal perigoso é todo aquele que se encontre numa destas situações:
- Tenha mordido ou atacado uma pessoa;
- Tenha ferido gravemente ou morto outro animal fora da propriedade do dono;
- Tenha sido declarado pelo seu detentor à junta de freguesia como agressivo;
- Tenha sido considerado pela autoridade competente como um risco para a segurança.

Os animal potencialmente perigosos são os pertencente às seguintes raças e seus cruzamentos: cão de fila brasileiro, dogue argentino, pit bull terrier, rottweiller, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu.

O detentor de animal perigoso ou potencialmente perigoso é obrigado a manter medidas de segurança reforçadas nos alojamentos e afixação de placa de aviso de presença de animal perigoso. Estes animais não podem circular sozinhos na via pública e devem ser conduzidos por alguém maior de 16 anos. Devem usar, sempre que saiam, açaime funcional e trela curta até 1 metro de comprimento.

As lutas de cães são proibidas. São um acto de crueldade. Caso tenha conhecimento de alguma situação destas denuncie-a à polícia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nancy e Meggie - ADOPÇÃO URGENTE


Alguns já devem conhecer a história da Nancy. Era uma cadela de casa que foi abandonada e como regressava sempre a casa alguém (supostamente os ex-donos) levaram-na para longe. Uma vez para Celorico e outra para o Sabugal. De Celorico veio prenha e com um problema vaginal, para ser tratada mas fugiu da Família de acolhimento temporário onde estava (FAT). E apareceu já no Sabugal com as crias e o problema vaginal piorado. As 2 amigas que queriam ajuda-la (Marisa e Andreia/ Qoasmi) providenciaram que ela fosse tratada, esforçaram-se por lhe arranjar um dono mas ninguém colaborou, até para arranjar FAT tiveram muitas dificuldades. A Nancy foi tratada e recuperou. A Nancy foi esterilizada. Mas continua sem dono. Ela e a sua filhota.

São fêmeas. A Nancy pesa 15kg portanto é uma cadela média. É meiga e está habituada a estar em casa. Não gosta de estar presa e adora fugir (para regressar a casa?)...
Depois de tudo o que passou a Nancy precisava de uma nova oportunidade. As amigas não sabem o que lhe fazer agora. Não conseguem arranjar-lhe dono nem FAT.


Será que é por as pessoas estarem de férias?

Bem agora que toda a gente regressou: Alguém quer ser dono da Nancy ou da Meggie?

Ajudem e divulguem!

Necessidades fisiológicas em local inapropriado


Quando um novo cachorro ou cão chega a uma casa, geralmente é necessário ensinar-lhe uma série de rotinas para que mais facilmente se adapte ao novo local onde vai viver. Uma delas é o local onde deve fazer as suas necessidades fisiológicas para que estas não se tornem um incómodo para quem convive com ele.
Existem diversas razões para os animais sujarem a casa como a marcação de território, alterações comportamentais ou mesmo doenças. As causas mais comuns para este comportamento podem ser:


- Treino insuficiente para viver em casa
- Falta de acesso à rua
- Marcação de território
- Medo ou ansiedade
- Alterações cognitivas em cães idosos
- Doenças renais
- Doenças hormonais
- Doenças neurológicas
- Doenças articulares.

Para evitar estes problemas deve-se ensinar desde cedo o local onde queremos que o cão faça as fezes e urina, seja dentro e/ou fora de casa. Se o cão não tem acesso à rua tantas vezes quantas as que ele necessita, deve arranjar outro local dentro de casa (caixa de areia, jornais, etc.) onde ele possa urinar/defecar. Ele deve ser felicitado e premiado com um alimento apetecível sempre que usa esse local de forma correcta.
O dono deve aprender a interpretar os sinais de que o cão quer urinar/defecar (farejar o chão, ficar de pé, olhar para o dono, bater com a pata) para que o possa levar ao local indicado sempre que ele necessite. No caso do cão não manifestar nenhum dos sinais deve ser levado ao local escolhido pelo menos de 3 em 3 horas e incentivado a aliviar-se. Quando o animal for apanhado a fazer as necessidades fora do local adequado deve ser desencorajado a fazê-lo e deve ser colocado no local adequado. A punição deve ser evitada porque quando é aplicada de forma inadequada pode agravar o problema.
Alimentar o animal com dietas de boa qualidade e ter períodos determinados para as refeições também pode ajudar a controlar as fezes pois a comida estimula a eliminação de fezes no período de 30 a 60 minutos após a refeição. Se a isto associarmos caminhadas será mais fácil estimular a excreção fora de casa. As caminhadas e o exercício devem ser feitas com dono pois o animal deve ser recompensado quando tiver o comportamento adequado. A caminhada deve prolongar-se por mais 5 minutos para que não associe o facto de fazer as necessidades com voltar para casa.
Nos casos em que o cão urina em locais específicos da casa este comportamento deve ser desencorajado, restringindo o acesso a essa zona até que seja identificada a razão desse comportamento. O local deve ser limpo de forma a que o cheiro da urina não atraia novamente o cão. Para isso podem ser usados detergentes enzimáticos ou vinagre não diluído que além de neutralizar o cheiro da urina, deixa um cheiro desagradável para o cão.
Para que este problema possa ser resolvido, os animais devem ser observados por um médico veterinário de forma a determinar a causa deste comportamento. Algumas doenças podem ser resolvidas com medicamentos, mas noutros casos a solução passa por alterações na rotina diária e treino, com o dono ou mesmo com um treinador especializado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vacinação em gatinhos


Tal como nos cachorros, a vacinação dos gatinhos é muito importante para que eles se mantenham de boa saúde. A maior parte das doenças para que os gatos são vacinados são causadas por vírus sendo a maior parte delas graves e fatais, uma vez que o seu tratamento não é eficaz mas apenas conservativo.

Os gatinhos também recebem protecção através dos anticorpos enquanto se amamentam da sua mãe (principalmente das vacinadas). A vacinação deve começar quando estas defesas principiam a desaparecer. As vacinas dos gatinhos devem ser iniciadas às 8 ou 9 semanas (2 meses) e é conveniente que gato esteja desparasitado. As vacinas que podem ser feitas nesta fase são duas( uma com duas valências, a coriza e panleucopénia e outra que previne a leucose felina (FeLV)). As vacinas serão repetidas 3 semanas a um mês depois da primeira dose para que a protecção contra estas doenças seja completa. Todas estas vacinas devem ser repetidas anualmente durante toda a vida do animal.
Até o plano de vacinação estar completo deve-se evitar que o gato venha à rua e que contacte com outros gatos que não estejam vacinados uma vez que ainda não estão inteiramente protegidos e podem ser infectados por estes vírus.

Ao contrário dos cães, não existem vacinas obrigatórias para os gatos. O plano de vacinação do gato será diferente se este for exclusivamente de casa ou se tiver acesso ao exterior uma vez que algumas doenças são transmitidas apenas por contacto com outros gatos (FeLV). No entanto, existem doenças que os gatos podem contrair mesmo sem sair de casa, nem contactar com outros animais uma vez que os próprios donos podem trazer os vírus para dentro de casa. Ao andar na rua ou contactar com outros gatos as pessoas podem trazer vírus agarrados à roupa ou aos sapatos que resistem lá durante vários meses e que podem ser transmitidos aos gatos.

A vacina da raiva também pode ser dada a gatos a partir dos 3 meses. São vacinados animais que estejam em zonas de risco ou que viagem para países onde a vacina da raiva é obrigatória e a sua revacinação deve ser anual.

Coriza: é causada por um conjunto de dois vírus, o calicivírus e o herpesvírus felino. Atacam o aparelho respiratório e os olhos causando corrimento nasal e ocular, salivação, tosse, dificuldade respiratória, febre e perda de apetite, podendo chegar a causar pneumonia. Transmite-se através das secreções (espirros, lambidelas, lágrimas), e através de objectos ou pessoas que contactem com um gato doente. As gatas infectadas e não vacinadas eliminam o vírus após o parto contaminando os filhotes. Em gatos adultos e saudáveis pode não ser grave mas em gatinhos ou gatos idosos pode ser fatal.

Panleucopénia: a sua causa é o parvovírus felino. Os sintomas são perda de apetite, apatia, febre, vómitos e diarreia líquida que se vão agravando, podendo causar a morte. Este vírus é bastante resistente no ambiente e os animais são contaminados por contacto com gatos doentes ou com pessoas/objectos que tenham contactado com gatos doentes.

Leucose felina: é uma doença mortal causada pelo vírus da leucemia felina. A vacina é a única forma de prevenir a doença pois não existe tratamento. O vírus pode originar tumores malignos, enfraquecer o sistema imunitário e provocar anemia nos gatos. Os sintomas mais comuns são falta de apetite, fraqueza, diarreias e febre. Os animais infectados podem viver vários anos sem demonstrar sintomas, mas continuam a espalhar o vírus. A transmissão faz-se através do contacto com saliva, lágrimas, urina e fezes de gatos infectados, sendo a principal via as mordeduras entre gatos. Também pode ser transmitida de mães para filhos ainda durante a gravidez ou através do leite.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Coelhos - Cuidados Gerais III

Vacinação e desparasitação
Existem duas vacinas para coelhos, a da mixomatose e a da doença vírica hemorrágica, ambas doenças exclusivas dos coelhos.


A mixomatose é causada por um vírus que se transmite por contacto com coelhos infectados ou através de insectos. Os animais doentes apresentam conjuntivite, corrimento purulento nos olhos e lesões em volta dos olhos, orelhas, ânus e genitais e geralmente a doença acaba por ser fatal. A vacina deve ser dada a partir dos 2 meses de idade e repetida anualmente.

A doença vírica hemorrágica é causada por um vírus. Transmite-se por: contacto entre coelhos doentes, insectos, ingestão de água ou comida contaminada ou contacto com objectos contaminados (jaulas, bebedouros, comedouros, etc). Os sinais da doença são corrimento nasal hemorrágico, prostração, falta de apetite e muitas vezes o animal acaba por morrer em poucos dias. Este vírus é muito resistente no ambiente podendo sobreviver mais de um ano em locais infectados.
A vacina para esta doença deve ser dada a partir dos 2 meses e repetida anualmente ou de 6 em 6 meses, conforme o risco de contaminação.

A desparasitação interna deve ser feita no mínimo de 6 em 6 meses, com xarope, injecção ou spot-on (pipeta) de acordo com as indicações do médico veterinário.
A desparasitação externa deve ser feita mensalmente em animais que tenham acesso ao exterior com um spot-on (pipeta).

Problemas médicos mais comuns
Crescimento dentário: a sua dentição é composta por incisivos que usam para cortar a comida e por molares que se encontram na parte de trás da boca e que moem os alimentos. Todos os dentes são de crescimento contínuo pelo que necessitam de comer alimentos ricos em fibra para os desgastar. Há ainda inúmeros brinquedos e suplementos que se porem dar para prevenir este problema (ver aqui http://bichoscaprichosvet.blogspot.com/2009/05/patologia-dentaria-em-coelhos.html)

Alterações gastrointestinais: podem ser causados por alimentos aos quais sejam sensíveis, bactérias, vírus, stress, obstrução por corpos estranhos ou pêlo.
Em casos de diarreia deve ser retirado o alimento suspeito de a ter causado e se esta não parar e o animal tiver falta de apetite deve ser levado ao médico veterinário.
Quando o coelho não come durante 24 horas também deve ser levado ao médico veterinário pois após este período o animal corre risco de vida. Este comportamento está relacionado com problemas dentários, dor ou stress.

Alterações neurológicas: podem acontecer em coelhos desde a nascença, serem súbitas ou progressivas. Os sintomas vão desde o animal pôr a cabeça de lado até convulsões e as causas podem ser golpes de calor, otites, parasitas, vírus e bactérias.


Alterações respiratórias: as causas mais comuns são vírus (mixomatose e doença vírica hemorrágica) e bactérias (Pasteurella). A pasteurelose é uma das doenças respiratórias mais comuns, sendo transmitida por contacto directo com coelhos infectados, objectos contaminados ou por secreções de animais infectados. Os sinais mais comuns são rinite, conjuntivite, corrimento purulento nos olhos ou nariz, abcessos e pneumonia.

Alterações cutâneas: tal como outros animais podem ter infestações por pulgas e carraças que se alimentam do seu sangue e podem ser eliminadas com desparasitação externa regular.
Para além disso ocorrem frequentemente infestações por ácaros e fungos, principalmente quando não conseguem fazer a sua higiene de forma adequada. Nestes casos há descamação da pele, comichão e algumas zonas sem pêlo.
Quando alojados em zonas onde o piso é irregular, está muito sujo e/ou quando são obesos, os coelhos podem apresentar pododermatites (zonas sem pêlo e inchadas nas patas traseiras) que devem ser tratadas de forma a que não se formem feridas.