Existem duas vacinas para coelhos, a da mixomatose e a da doença vírica hemorrágica, ambas doenças exclusivas dos coelhos.
A mixomatose é causada por um vírus que se transmite por contacto com coelhos infectados ou através de insectos. Os animais doentes apresentam conjuntivite, corrimento purulento nos olhos e lesões em volta dos olhos, orelhas, ânus e genitais e geralmente a doença acaba por ser
fatal. A vacina deve ser dada a partir dos 2 meses de idade e repetida anualmente. A doença vírica hemorrágica é causada por um vírus. Transmite-se por: contacto entre coelhos doentes, insectos, ingestão de água ou comida contaminada ou contacto com objectos contaminados (jaulas, bebedouros, comedouros, etc). Os sinais da doença são corrimento nasal hemorrágico, prostração, falta de apetite e muitas vezes o animal acaba por morrer em poucos dias. Este vírus é muito resistente no ambiente podendo sobreviver mais de um ano em locais infectados.
A vacina para esta doença deve ser dada a partir dos 2 meses e repetida anualmente ou de 6 em 6 meses, conforme o risco de contaminação.
A desparasitação interna deve ser feita no mínimo de 6 em 6 meses, com xarope, injecção ou spot-on (pipeta) de acordo com as indicações do médico veterinário.
A desparasitação externa deve ser feita mensalmente em animais que tenham acesso ao exterior com um spot-on (pipeta).
Problemas médicos mais comuns
Crescimento dentário: a sua dentição é composta por incisivos que usam para cortar a comida e por molares que se encontram na parte de trás da boca e que moem os alimentos. Todos os dentes são de crescimento contínuo pelo que necessitam de comer alimentos ricos em fibra para os desgastar. Há ainda inúmeros brinquedos e suplementos que se porem dar para prevenir este problema (ver aqui http://bichoscaprichosvet.blogspot.com/2009/05/patologia-dentaria-em-coelhos.html)
Alterações gastrointestinais: podem ser causados por alimentos aos quais sejam sensíveis, bactérias, vírus, stress, obstrução por corpos estranhos ou pêlo.
Em casos de diarreia deve ser retirado o alimento suspeito de a ter causado e se esta não parar e o animal tiver falta de apetite deve ser levado ao médico veterinário.
Quando o coelho não come durante 24 horas também deve ser levado ao médico veterinário pois após este período o animal corre risco de vida. Este comportamento está relacionado com problemas dentários, dor ou stress.
Alterações neurológicas: podem acontecer em coelhos desde a nascença, serem súbitas ou progressivas. Os sintomas vão desde o animal pôr a cabeça de lado até convulsões e as causas podem ser golpes de calor, otites, parasitas, vírus e bactérias.

Alterações respiratórias: as causas mais comuns são vírus (mixomatose e doença vírica hemorrágica) e bactérias (Pasteurella). A pasteurelose é uma das doenças respiratórias mais comuns, sendo transmitida por contacto directo com coelhos infectados, objectos contaminados ou por secreções de animais infectados. Os sinais mais comuns são rinite, conjuntivite, corrimento purulento nos olhos ou nariz, abcessos e pneumonia.
Alterações cutâneas: tal como outros animais podem ter infestações por pulgas e carraças que se alimentam do seu sangue e podem ser eliminadas com desparasitação externa regular.
Para além disso ocorrem frequentemente infestações por ácaros e fungos, principalmente quando não conseguem fazer a sua higiene de forma adequada. Nestes casos há descamação da pele, comichão e algumas zonas sem pêlo.
Quando alojados em zonas onde o piso é irregular, está muito sujo e/ou quando são obesos, os coelhos podem apresentar pododermatites (zonas sem pêlo e inchadas nas patas traseiras) que devem ser tratadas de forma a que não se formem feridas.





esejáveis. Nestes casos deverão ser limpos com água e sabão e o pêlo deve ser bem seco.
