terça-feira, 4 de agosto de 2009

Coelhos - Cuidados gerais II

Higiene

A jaula deve ser limpa pelo menos uma vez por semana, ou com mais frequência quando passam muitas horas dentro dela. O piso da jaula molhado predispõe a úlceras nas patas e o risco de doenças respiratórias aumenta quando há grandes acumulações de urina. Os coelhos eliminam o cálcio na urina pelo que por vezes a sua urina pode ser bastante espessa e ter uma cor alaranjada sem estarem doentes.
De madrugada os coelhos produzem fezes mais moles, ricas em nutrientes e vitaminas, que ingerem para sofrerem uma segunda digestão. Quando há alterações nos dentes ou obesidade, o animal não consegue realizar esta rotina e estas fezes podem acumular-se no pêlo, podendo alojar insectos indesejáveis. Nestes casos deverão ser limpos com água e sabão e o pêlo deve ser bem seco.
Na maior parte dos casos os coelhos escolhem um local onde fazem as fezes e urina, por isso podem ser habituados usar uma caixa própria para esse efeito, com o fundo coberto com o mesmo material que a jaula.
O banho frequente não é aconselhado uma vez que os coelhos tratam da sua higiene diária e têm uma pele sensível. Caso haja necessidade de dar banho devem ser bem secos no final pois a humidade predispõe a problemas de pele. Devem ser escovados frequentemente para eliminar pêlos mortos, evitando a sua ingestão. Caso haja uma grande ingestão de pêlos ao fazer a sua higiene é aconselhável fornecer-lhes produtos próprios para ajudar a eliminação de pêlos do intestino, principalmente em coelhos de pêlo comprido.

Exercício

Como têm os ossos frágeis, além do suplemento de cálcio devem fazer bastante exercício (pelo menos 3 horas por dia) para prevenir a osteoporose. Para isso deve ser disponibilizada uma área da casa ou jardim onde não haja cabos eléctricos, nem plantas ornamentais ou madeiras tratadas que possa roer, uma vez que são muitas vezes tóxicas.
Caso o coelho vá ao jardim, este deve estar acompanhado ou deve ser colocada uma vedação para lhe limitar os movimentos a locais onde não corra perigo. No jardim os coelhos têm tendência para escavar buracos, por isso devem ser colocados em locais onde não seja possível fazê-los.
Devem fornecer-se esconderijos como caixas de cartão ou túneis de plástico ou cartão e estes mesmos esconderijos podem ser usados para colocar frutas e legumes de que o animal goste para que ele seja obrigado a procurá-los.

Reprodução

A sua actividade sexual inicia-se entre os 4 e 9 meses, sendo as raças mais pequenas mais precoces. As fêmeas fazem ciclos de 14 a 16 dias durante os quais estão aptas a acasalar, fazendo paragens de 1 a 2 dias entre ciclos. A gravidez dura cerca de 1 mês, após o qual nascem as crias que são totalmente dependentes do leite da mãe durante 3 semanas. A partir das 4 semanas começam a comer feno tornando-se independentes até às 6 semanas de vida.
Não é aconselhável acasalar coelhos da mesma família (pais, irmãos, etc) pois isto predispõe ao aparecimento de doenças nas ninhadas, desde problemas dentários até alterações neurológicas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Que tipo de cão você seria?


Para quem gosta de testes:

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os animais abandonados – Que solução? 2ª Parte PENALIZAÇÃO


Considera-se abandono de animais no decreto-lei n.º 315/2003 de 17/12:
- a não prestação de cuidados no alojamento
- a sua remoção efectuada pelos seus detentores para fora do domicilio ou dos locais onde costuma estar mantidos.

Constitui contra-ordenação punível com coima de 500 euros a 3740 euros (pessoas colectivas montante máximo 44890 euros):
- o abandono de animais de companhia
- as violências contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, sofrimento ou lesões a um animal.
- maneio e treino dos animais com brutalidade, nomeadamente as pancadas e pontapés

A identificação electrónica dos cães e gatos considera-se que é o método mais eficaz de identificação dos animais por permitir estabelecer de forma inequívoca a relação animal/dono, conforme o decreto-lei n.º313/2003 17/12. A criação deste sistema é essencial para prevenir e combater o abandono de animais.
É obrigatório para:
- todos os cães perigosos e potencialmente perigosos (seguintes raças e seus cruzamentos, cão de fila brasileiro, dogue argentino, pit bull terrier, rottweiller, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier, tosa inu)
- cães utilizados na caça
- cães em exposição, para fins comerciais e lucrativos, em estabelecimentos, locais de criação, feiras e concursos, provas funcionais, publicidade ou fins similares
- todos os cães nascidos após 1 de Julho de 2008
- gatos datas ainda por definir

A identificação por microchip e registo deverá ser efectuada entre os 3 e 6 meses.
O animal não poderá ser vacinado com vacina anti-rábica enquanto o animal não estiver identificado electronicamente, nos casos em que esse modo de identificação seja obrigatório.

Constitui contra-ordenação punível com coima de 50 euros a 1850 euros (pessoas colectivas montante máximo 22000 euros):
- a não identificação dos animais
- a não comunicação à base de dados, falsas declarações, a não comunicação de morte ou extravio, alteração de detentor ou residência ou extravio do boletim sanitário

sábado, 25 de julho de 2009

Diagnóstico da Leishmaniose - nem sempre simples

O diagnóstico definitivo da Leishmaniose pode não ser fácil. Devem avaliar-se os sinais clínicos e o resultado dos testes laboratoriais. Os sinais clínicos podem ser variáveis ou mesmo inexistentes. E não existem testes 100% infalíveis.

Diagnóstico clínico

O diagnóstico da Leishmaniose não se deve basear somente nos sinais clínicos porque:

Os es observados podem estar aparentemente sãos. Estes es podem estar em fase de incubação, permanecendo sem sintomas.

Os sinais clínicos mais comuns, embora indiciadores, não são específicos da Leishmaniose. Podem ser devidos a outras doenças.

Têm sido descritas formas atípicas de leishmaniose canina, com lesões não habituais. Isto pode complicar ainda mais o diagnóstico clínico.

Exames Complementares de Diagnóstico

O diagnóstico da Leishmaniose não se deve basear somente no resultado de um teste de diagnóstico. Não existe um teste de diagnóstico 100% específico e sensivel disponível.

Os métodos de diagnóstico utilizados para a leishmaniose são:

Parasitológico, exame microscópico e de cultura.

Serológico, para detecção de anticorpos.

Detecção de ADN parasitário

Métodos Parasitológicos

Consiste na visualização ao microscópio do parasita num esfregaço de aspirado de medula óssea ou de linfonodo. Este é um teste rápido e barato, quando é positivo é mesmo positivo, mas o resultado negativo tem pouco significado.

Métodos serológicos

Os cães clinicamente doentes desenvolvem, geralmente, altos níveis de anticorpos circulantes no sangue. Os testes serológicos (medem os anticorpos circulantes) são uma ferramenta importante de diagnóstico.

Os testes serológicos que podem ser usados são vários. De uma forma geral, a Imunofluorescência indirecta IFI (considerado o teste de eleição), o ELISA, o DAT e o Western Blot dão os resultados mais satisfatórios e são os mais utilizados.

Quando avaliamos os resultados dos testes serológicos devemos a ter em conta que:

A detecção de um título de anticorpos considerado como positivo pode não significar que o animal esteja doente e somente indicar que o animal teve um contacto com o parasita. Ou uma reacção cruzada com anticorpos de outra doença (falsos positivos).

Os testes serológicos não são 100% sensíveis. Os cães em fases iniciais da infecção podem ser seronegativos. Devem ser seguidos e reavaliados (falsos negativos).

Kits Rápidos

Os kits comerciais para a detecção rápida de anticorpos estão a começar a ser utilizados de forma mais alargada. São fáceis de utilizar e dão o resultado em cerca de 10 minutos.

A eficácia destes kits foi recentemente avaliada. Concluiu-se que a especificidade foi razoável e a sensibilidade variou entre os 35% e os 66% (Gradoni, 2002).

Métodos de Detecção de ADN parasitário

A Polimerase Chain Reaction (PCR) é uma técnica muito útil mas cara para o diagnóstico da Leishmaniose, para o seguimento dos pacientes durante e após o tratamento.

É possível detectar ADN da leishmania nos aspirados de medula óssea, de linfonodos, bem como em amostras de sangue (menor sensibilidade). A sensibilidade e especificidade deste método são altas.

(Baseado em texto fornecido pela scalibor)

Notas:

A sensibilidade de um teste é a capacidade do teste de detectar animais doentes. Um teste com alta sensibilidade tem menos falsos negativos.

A especificidade de um teste é a capacidade do teste detectar animais não doentes. Um teste com especificidade elevada representa menor número de falsos positivos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Coelhos – Cuidados gerais I

Os coelhos são animais herbívoros, presas naturais da maior parte dos carnívoros e que vivem geralmente em grandes grupos. Vivem em média 5 a 8 anos, chegando alguns aos 10 anos.

Alimentação

Têm um sistema digestivo muito eficiente podendo alimentar-se por curtos períodos de tempo, para não serem apanhados pelos predadores. Comem várias pequenas refeições por dia pois o seu estômago não tem grande capacidade de dilatação. Por dia devem comer cerca de 50g de alimentos por kg de peso e beber até 50 mililitros de água por kg de peso.
As rações mais indicadas são as que não têm grãos diferenciados porque tendem a ser selectivos escolhendo os componentes mais saborosos da ração, que são os mais pobres em fibra e cálcio. A ração deve ser colocada em taças de metal ou cerâmica que são mais higiénicas e a água deve estar sempre à disposição em garrafas apropriadas, tipo biberão. O feno também deve estar sempre a disposição pois é rico em fibra e estimula a digestão. Quando a sua dieta é pobre em feno, tendem a ter distúrbios intestinais.
Existem pedras de minerais próprias para roerem que ajudam no desgaste dos dentes e suplementam a dieta em cálcio.
Como suplemento vitamínico podem comer a maior parte das frutas e legumes (alface, cebola e alho não são aconselhados).




Alojamento
Os coelhos devem ter uma jaula onde possam ser deixados em segurança enquanto estão sozinhos, de preferência com um fundo em plástico e não em arame para não magoarem as patas. A jaula deverá ter o maior tamanhão possível principalmente se passarem muitas horas dentro dela. O fundo da mesma deve ser forrado com material absorvente como raspas de madeira, papel de jornal cortado ou palha, não sendo aconselhável serradura nem areia pois podem causar problemas se forem ingeridas.
Os coelhos sofrem facilmente golpes de calor pois não aumentam o consumo de água quando a temperatura aumenta nem são capazes de suar. Portanto, devem ser colocados em locais onde as temperaturas rondem os 15 a 20º C e não haja exposição solar directa. No Inverno devem evitar-se locais frios, pois apesar de tolerarem melhor o frio que o calor, estes animais não têm grandes depósitos de gordura e começam logo a tremer.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Resposta ao inquerito "O seu animal de estimação é para si..."

"Achei piada à vossa questão no Blog... O seu animal estimação é para si... Não posso responder a essa questão porque:
- É uma grande carga de trabalhos quando chego a casa e vejo que o Sr. Pipoca espalhou a areia da caixa pela casa fora. Quando me acorda ás 5h da manha porque teimou em ver nascer o sol da varanda. Quando passo a noite acordada a deambular pelas ruas porque o sr não regressou a horas do seu passeio nocturno. Quando vou de férias a casa dos meus pais e arma guerra com os gatos deles, deixando o pobre e velhinho Duphy a amaldiçoar a minha chegada (com o Pipoca). Ou quando deita a minha jarra favorita ao chão porque achou que o lugar onde ela estava era o sitio ideal para dormir uma sesta.
- É um pertence porque fico com ciumes quando ele prefere o colo de outra pessoa em vez do meu. Porque preciso de o saber por perto para ficar sossegada. é um pertence porque fico assustada apenas com a lembrança que não irá estar ali para sempre... Porque não o trocaria por nada... Meu e só meu.
- É também um elemento integrante da família porque cada canto também conta uma história dele. Porque o cantinho dele não é o mesmo sem a presença dele lá. Porque a história da minha família seria tão diferente sem ele nela.
- Mas é também o grande companheiro, porque está ali sempre sem questionar, sem julgar, sem exigir... E porque ao lado dele superei dores que não me atreveria a mostrar a mais ninguém... "
Rosalina 20/07/09

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Gatos: Higiene ou vaidade?


"Beleza a quanto obrigas...
As estatísticas valem o que valem e, em ano eleitoral, esta é uma verdade repetida até à exaustão. Ainda assim, deixamos-lhe um dado divertido, que fala bem sobre a vaidade dos felinos. Segundo alguns levantamentos sobre os hábitos dos gatos, estes despendem, em média, 30% do tempo que passam acordados a tratar da sua higiene, lambendo-se e penteando-se. Mas também já foi dito por cientistas que essa actividade descontrai os gatos. Seja qual for a razão, no final, vale sempre a pena."