quarta-feira, 15 de julho de 2009

Alergia aos animais domésticos?


A Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico.

A seguir aos ácaros e aos pólenes, os animais (os pêlos, pele, saliva e urina) são uma causa importante de rinite, asma e eczema atópico. O gato e o cão principalmente, pois são os que estão dentro de casa, embora os outros animais também possam ser causa de alergias.
Os benefícios para o nosso bem-estar psicológico, entre outros, levam os médicos a aconselharem que se mantenham, ainda assim, os animais de estimação num contacto diário e de proximidade. Se comprovada a sua alergia a animais (estudos revelam que apenas uma minoria dos casos apontados como tal revelam uma real alergia aos animais) através de testes e exames de laboratório, a medida mais eficaz poderá ser o afastamento dos animais. Mas muitas vezes o mais eficaz não é o mais conveniente e podemos recorrer a medidas alternativas que diminuem a carga de alergenos no ambiente:

- Retirada de carpetes e cortinas de toda a residência especialmente do quarto de dormir.
- Utilização de filtros de ar apropriados nos ambientes
- Revestimento de estofados com couro ou material similar
- Lavagem semanal do animal e escovagem do animal no exterior
- Opte por aspiradores com bons filtros.
- Lave cortinas, paredes, tectos e cobertores com frequência.
- Não deixe que os animais entrem no seu quarto.
- Ventile a casa todos os dias
- Lave sempre as mãos depois de fazer festas ao animal


É importante lembrar que raramente se é apenas alérgico a animais. Consulte o médico e saiba que medicamentos o podem ajudar a diminuir as manifestações de alergia.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Doenças transmitidas por carraças

Existe uma grande variedade de doenças que as carraças podem transmitir, quer através da sua picada, quer através da sua ingestão pelo animal quando se coça. A maioria delas é transmitida pela carraça Rhipicephalus sanguineus que é a mais comum em Portugal. Todas estas doenças são causadas por organismos microscópicos, que são geralmente parasitas do sangue podendo afectar os glóbulos vermelhos ou brancos. Uma vez que estes parasitas se encontram no sangue podem ser transmitidos de um animal para outro através de uma transfusão de sangue. Muitas destas doenças podem ser transmitidas ao Homem através da picada da carraça.

A Ehrlichiose é causada por uma bactéria chamada Erlichia canis que vai infectar os glóbulos brancos dos cães e de outros animais silvestres. Quando é detectada e tratada numa fase inicial apresenta boas hipóteses de cura completa.

O agente causador da Hemobartonelose é a Haemobartonella felis, uma bactéria que se encontra dentro dos glóbulos vermelhos e que os destrói. Esta bactéria pertence à mesma família que a Ehrlichia, infecta principalmente os gatos. Esta doença é diferente das restantes pois pode ser transmitida por carraças, pulgas, mosquitos, lutas entre animais, transfusões sanguíneas e ainda de mães para filhos.

A Babesiose ou Piroplasmose é causada por um parasita dos glóbulos vermelhos, a Babesia canis que é igualmente um parasita da carraça. Ao infectar os glóbulos vermelhos vai destruí-los causando alguns sintomas específicos. As carraças transmitem a doença quando ingerem sangue do hospedeiro durante mais de 48h e quanto maior a quantidade de carraças presentes no cão, maior o risco de infecção. Os animais mais jovens também têm maior probabilidade de serem infectados do que os adultos.

A Hepatozoonose tem como agente um microorganismo (protozoário) que infecta alguns glóbulos brancos (neutrófilos) e é transmitida aos animais através da ingestão da carraça ao coçar-se. Tem sintomas pouco específicos, que muitas vezes só aparecem quando 100% dos glóbulos brancos do animal estão parasitados.

A Borreliose ou Doença de Lyme é devida a uma bactéria, a Borrelia burgdorferi e é transmitida pelas carraças Ixodes ricinus (não são muito comuns em Portugal). Esta doença afecta principalmente as articulações do animal.
Nem todos os animais afectados por estas doenças apresentam sintomas. Nos que são sensíveis à infecção, os sintomas podem só aparecer após o período de incubação que dura de uma a cinco semanas aproximadamente.

Os principais sintomas são perda de apetite, perda de peso, febre, cansaço, vómitos, mucosas pálidas e/ou com manchas vermelhas, icterícia (mucosas amarelas), sangue na urina (urina cor de vinho do Porto), sangue nas fezes, corrimento ocular purulento, hemorragia ou descarga nasal, tosse, claudicação, paralisia dos membros posteriores, dificuldade respiratória e mesmo morte.

A prevenção deve ser feita usando desparasitantes externos que protegem contra as carraças: coleiras, sprays e "spot on"- pipetas ou bisnagas que são aplicadas no animal.
Algumas destas doenças transmitidas pelas carraças também possuem vacina, como a vacina contra a Piroplasmose ou a Doença de Lyme. A eficácia da vacina varia entre 70% a 100%. O animal para poder ser vacinado contra esta doença deve estar de perfeita saúde, e ter mais de 5 meses. A primeira vacinação requer duas injecções e a protecção só ocorre passado uns dias depois da segunda injecção. As seguintes revacinações são anuais.
A prevenção é a chave para evitar o risco, quer para o seu animal, quer para a sua família por isso deve aconselhar-se com o médico veterinário para saber qual a melhor opção em cada caso.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Participação d'A Casota na Beirartesanato


"Pelo 2º ano consecutivo A Casota vai participar na 19ª Beirartesanato.A Feira de Artesanato decorre entre os dias 11 e 19 de Julho das 18 às23.30 horas durante a semana e das 15 às 24 horas ao fim-de-semana. Terá lugar no Parque Urbano do Rio Diz. Contamos com a sua visita no nosso stand, onde poderá adquirir alguns artigos que temos para venda, desde peças de artesanato elaboradas por colaboradoras e voluntárias da associação e também os artigos de merchandising d’Casota (top’s, esferográficas, isqueiros, fitasporta-chaves, entre outros) com o logotipo e desenho do nosso designer Gonçalo Soares. (...)

Teresa Durán

Presidente da Direcção (A Casota) "

Começa amanhã!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CãoMinhada


Amanha vamos todos caominhar! E você? Vai ficar em casa a passear o cão?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Carraças: um perigo à espreita

As carraças pertencem ao grupo dos artrópodes com maior importância dentro dos que afectam a saúde animal. Todos os tipos de carraças têm efeitos nocivos, nomeadamente a ingestão de sangue e a transmissão de doenças aos animais e ao Homem, vulgarmente conhecidas como febre da carraça. A ingestão de sangue por uma grande quantidade de carraças pode causar anemia levando a que o animal se torne mais susceptível a contrair outras doenças.

As carraças adultas diferenciam-se em machos e fêmeas, sendo a fêmea responsável por pôr os ovos. Escolhem locais com elevada temperatura e humidade onde põe milhares de ovos. Após eclodirem do ovo, as carraças vão passar por diferentes fases de desenvolvimento ao longo da vida (larva, ninfa e adulta) tendo de ingerir sangue de um hospedeiro para sobreviver e evoluir. A ingestão de sangue faz-se durante vários dias, no final dos quais a carraça cai no solo para passar para a fase seguinte de desenvolvimento. Quando não estão sobre o animal as carraças são dependentes do ambiente. Se as condições ambientais forem favoráveis, elas empoleiram-se na parte mais alta da vegetação para se fixarem num novo hospedeiro que passe por aquele local.
Em Portugal podemos encontrar:

Rhipicephalus sanguineus ou carraças pardas do cão: são as mais comuns. Parasitam cães alojando-se muitas vezes nas orelhas e pescoço. Têm preferência por viver em zonas citadinas, com pouca vegetação como jardins e parques onde habitem ou passem cães podendo inclusivamente viver dentro dos canis. Quando vivem dentro das construções podem completar o seu ciclo de vida mais rapidamente (1 ano). São mais activas na Primavera e Outono sendo transmissoras da Piroplasmose (babesia) e Ehrlichiose, doenças que também podem transmitir ao Homem.

Ixodes ricinus: são abundantes nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança sendo ainda encontrada em zonas do Alentejo junto da fronteira. Preferem bosques onde haja grande quantidade de folhas caídas, com temperaturas amenas e humidade. Os cães são hospedeiros das ninfas e os adultos são parasitas de aves, roedores selvagens e ruminantes (veados e bovinos). As ninfas são pequenas e difíceis de detectar e estão mais activas na Primavera. Este género de carraças transmite alguns vírus e a Borreliose ou doença de Lyme, que pode afectar o Homem de forma muito grave.

Dermacentor reticulatus: são as únicas carraças com um padrão de manchas escuras e claras. No nosso país restringem-se às zonas húmidas dos distritos da Guarda, Vila Real, Bragança e Viana do Castelo. Preferem zonas de grande humidade, sem árvores e com pouca vegetação. Geralmente são vistas entre Outubro e Março, parando a sua actividade caso haja neve. São parasitas exclusivos dos carnívoros domésticos (cão e gato) e silvestres (raposas) transmitindo a Piroplasmose (Babesia).

A eliminação destes parasitas do animal deve ser feita o mais rapidamente possível, antes que tenham possibilidade de lhe transmitir alguma doença ou de lhe causar anemia. Ao eliminar as carraças consegue-se ainda evitar que a fêmea sobreviva e ponha ovos no ambiente ou no canil. Para isso existem vários produtos no mercado, em forma de coleiras, sprays e pipetas (spot-on) que são eficazes a eliminar e a repelir carraças e também pulgas, piolhos e o mosquito que transmite a Leishmaniose. Para saber qual o produto mais adequado para o seu cão ou gato informe-se junto do seu médico veterinário.
Falaremos das doenças que as carraças transmitem em breve.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ser veterinário!


“É ganhar amigos de pêlos e penas…”

É ganhar lambidelas no rosto, arranhadelas nas mãos, é levar dentadas.
É pedir-lhes que digam o que lhes dói e receber o silêncio.
É dar-lhes carinho e recebe-lo com juros escandalosos. É dar-lhes mimos e receber desconfianças.
É falar e perceber a sua linguagem muda. E ser por vezes tradutor.
É ser descriminado pela cor da sua roupa de trabalho e pelo local onde sempre se encontram.
É vê-los entrar de costas viradas e arrastados pelas trelas. É vê-los receber injecções, ser suturados, palpados e magoados com o rabo a abanar.
É conhece-los pelo nome e saber que eles nunca conhecerão o nosso.
É rir a bandeira despregadas com as histórias insólitas. É ter vontade de chorar com as tristezas (de espírito?).
É ser o sol que ilumina um dia de verão quando tudo corre bem. É ser o culpado da tempestade que se abate nessa hora.
É ter medo de não vencer a luta a favor da imortalidade. É ficar feliz quando se ganha uma dessas batalhas.
É sentir-se impotente quando os que mandam nessas vidas desistem.
É o mágico que adivinha os pensamentos, que descobre as inverdades, que transforma o partido em inteiro. Que tira o coelho da cartola e o transforma de seguida em pomba.
É ter que saber de 1001 espécies todas diferentes.
É tratar do mais pequeno e usar lupa. É tratar do maior e usar escadote.
É ser tomado a sério, e não ver seguidas as suas instruções.
É explicar mil vezes e ver mil vezes que não alcançaram.
É o ombro amigo do amigo dos 4 patas. Que o ouve num domingo, numa noite, que tenta perceber se é grave ou inofensivo por um telefonema.
É ser-se profissional e amigo do peito.
É ter o peso nos ombros de ter de ser capaz. É ter que descobrir uma agulha num palheiro, sem gastar muito dinheiro.
É ver que esperam que seja o sistema nacional de saúde, ter todos os meios, estar sempre disponível e ser gratuito…
É importar-se e ir para casa preocupado. É falhar e ter que viver com a falha.
É ter vontade de desistir! Mas continuar!
É ser-se compensado, por aqueles olhares, por aquele miado, por aquela lambidela… daqueles amigos com pêlos e penas…