quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os animais abandonados – Que solução? 1ªParte ESTERILIZAÇÃO

Sabia que um casal de cães pode originar em gerações sucessivas no final de 10 anos, a uma média de 2 ninhadas por ano com 2 a 8 filhotes por ninhada, 80.399.780 cachorros? 80 milhões de cachorros em 10 anos… E tudo começa com 1 casal de cães… Assustador, não é?
Quais as causas de existirem tantos animais abandonados? Para se encontrar soluções convém olhar primeiro para o que está na origem do problema. As causas são várias. O excesso de população de animais, a mentalidade das pessoas, a indiferença da sociedade em geral, etc…
Como é óbvio, se os cães e os gatos fossem poucos, de difícil reprodução, não existiriam animais abandonados. Haveria sempre alguém que desistisse da posse deles, que os maltratasse, que os abandonasse, mas haveria pessoas que cuidassem deles e os recolhessem e os protegessem. No estado actual o saldo fica negativo: 10000 pessoas que não se importam, 1000 que tratam mal, 100 que cuidam dos animais abandonados (se calhar menos). E os cães e gatos vadios a multiplicarem-se, e os cães e gatos com dono a multiplicarem-se e a serem dados e alguns a transformarem-se em animais vadios que continuam a multiplicar-se… A guerra está definitivamente perdida.
Portanto a primeira solução seria a esterilização em massa de todos os animais que não se destinem à reprodução. A iniciativa deveria ser a acção principal das entidades de protecção dos animais. Poderia ser uma actividade dos municípios pois está provado que fica mais barato e é mais eficaz, esterilizar em massa do que capturar, alojar e abater os animais errantes. Deveria ser uma preocupação de todos nós!

domingo, 31 de maio de 2009

Os resultados do nosso inquerito: Qual a principal solução para o problema dos animais abandonados?

Esperavamos que a discussão fosse mais acesa, responderam somente 22 pessoas a este nosso inquerito!
A maioria acredita na esterilização dos animais que não se destinem à reprodução.
Cá está o gráfico.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

VAI DAR BANHO AO CÃO :P

Vai dar banho ao cão, é uma expressão depreciativa que parece pretender dizer: vai chatear outro, ou vai te ocupar… Realmente dar banho a um cão pode dar trabalho e chatear os intervenientes…
Não somos de todo especialistas em banhos e em cuidados de estética dos cães, mas temos as nossas opiniões.
Os cães, em condições normais, não devem tomar demasiados banhos. O seu pelo e pele tem a gordura própria que os protege das agressões do exterior e portanto não se deve dar mais do que um banho por mês.
É necessário verificar se existem as condições necessárias ao banho do animal, como por exemplo água quente nos dias frios e tempo e condições para secar o animal. Cães de pelo longo podem demorar imenso tempo a secar e muitos não toleram secadores. Portanto programe o seu banho para de manhã ou inicio da tarde.
Primeiro molhe o pelo do animal com abundante água morna, não molhando a cabeça, nesta primeira fase. A cabeça é a parte que o cão menos gosta de molhar evitando assim que ele se aborreça logo de início. Quando molhar a cabeça do animal ele terá o instinto de se sacudir vigorosamente, portanto deixe-o para o fim. Depois de enxaguado pare a água e aplique um champô próprio para cão pelas diversas partes do corpo esfregando. Enxagúe e se necessário volte a aplicar champô. Depois desta fase, molhe a cabeça do animal, tendo o cuidado de não meter água dentro dos ouvidos e champô nos olhos do animal. Se o seu animal tiver propensão para otites pode proteger os ouvidos com tampões (rolhões de algodão, etc). Passe o champô pela cabeça e enxagúe de novo. Escorra bem o excesso de água e limpe-o bem com toalhas. Se possível seque o pelo com secador não muito quente para não queimar o pelo. Penteie e boa sorte para a limpeza da bagunça que o seu animal fez...
No caso do gato, em geral é desnecessário tomar banho. Este animal trata da sua higiene com muito esmero. E dar banho a um gato pode ser uma aventura muito desagradável caso ele não goste de água. Limpe-o com toalhas molhadas se necessário. No caso dos gatos e seus donos que gostam de banhos lave-o sempre com champô próprio para a sua espécie com os mesmos cuidados dos cães.
Não esquecer que a maioria dos produtos contra os parasitas externos (pulgas e carraças) não devem ser aplicados logo após ao banho. Principalmente os spot-on (pipetas de absorção cutânea) necessitam no mínimo de 48 horas após o banho, pois são absorvidas pela gordura cutânea, tornando o seu efeito nulo se aplicados logo de seguida.

sábado, 23 de maio de 2009

Corte de unhas

Os nossos animais devem poder desgastar as unhas de forma natural, através de passeios (cães) e de brinquedos para afiar as garras (gatos). Por vezes isso nem sempre é possível. E então torna-se necessário efectuar o corte das unhas aos animais, de forma a evitar que as mesmas não se tornem um empecilho à deslocação. Principalmente os cães possuem as unhas do 5º dedo que não entrando em contacto com o chão crescem desmesuradamente, podendo enterrar-se na pele e fazer feridas. Existem ainda algumas doenças que podem provocar crescimento excessivo das unhas (leishmaniose) e desgaste anómalo de algumas (claudicações e lesões que fazem evitar o correcto apoio daquele ou aqueles membros).
Para cortar as unhas é necessário um corta unhas específico para o efeito (à venda em lojas e clínicas veterinárias) e alguma destreza. As unhas possuem uma parte irrigada (sabugo) que nas unhas claras se nota facilmente (parte rosada) que nunca deve ser cortada. Se está parte for atingida a unha sangrará profusamente e provocará dor ao animal sendo necessário por vezes efectuar um penso compressivo. Nas unhas negras esta parte não se distingue o que torna desaconselhado que o corte se faça por alguém sem experiência. Nas unhas claras deve deixar-se uma margem de segurança para evitar o sangramento pois nem sempre a parte irrigada é visivelmente distinguível. Deverá haver ainda alguém, capaz de conter o animal, a ajudar nesta tarefa pois muitas vezes eles não colaboram…
O corte de unhas feito correctamente não provoca grande dor ao animal, mas causa algum desconforto pois toda a unha (e uma parte é irrigada e sensível) é apertada.
Caso receie das suas capacidades e tinha dúvidas peça ao seu médico veterinário que avalie se é necessário cortar as unhas ao seu animal e verifique se é capaz de o fazer em casa. O seu veterinário poderá faze-lo sempre que seja necessário, não necessita faze-lo se não se acha apto.
Vigie as unhas do 5º dedo do seu animal e proporcione-lhe meios de desgaste natural das unhas. Ele agradece os passeios extra que só lhe fazem bem à saúde e ao animo…

terça-feira, 19 de maio de 2009

Patologia dentária em coelhos

Os coelhos são animais que possuem dentes de crescimento permanente, ou seja, que crescem durante toda a sua vida. Por causa desta característica muitas das patologias que se encontram nestes animais estão relacionadas com os dentes.
A sua dentição é composta por 28 dentes, entre molares, pré-molares e incisivos que se desgastam através da mastigação e do contacto entre os dentes superiores e inferiores. Quando o alinhamento entre dentes superiores e inferiores não se faz correctamente o desgaste não ocorre havendo um sobrecrescimento dentário. Esta má oclusão pode dever-se a deformações congénitas, deficiências alimentares (falta de cálcio ou de alimentos fibrosos), traumas, fracturas mandibulares, infecções dos dentes ou tumores afectando a boca.


Os sintomas são geralmente discretos e passam por:
- Diminuição do apetite ou alterações dos hábitos alimentares
- Diminuição da ingestão de água
- Alterações nos seus hábitos de higiene
- Feridas nas bochechas

- Maior abertura do maxilar
- Perda de peso.
Quando as alterações se dão nos incisivos pode ainda haver projecção para fora da boca ou feridas no palato.


Em casos mais graves o crescimento excessivo pode ocorrer ao nível das raízes, como consequência da falta de desgaste. Quando isto acontece pode haver:
- salivação excessiva
- inflamação na zona afectada
- abcessos nas raízes
- sintomas oculares ou nasais.



O tratamento dentário nos coelhos depende das alterações observadas, estando o sucesso do mesmo relacionado com o diagnóstico precoce. Para isso deve ser feito um exame à cavidade oral do animal periodicamente, muitas vezes recorrendo também a radiografias caso se suspeite de envolvimento das raízes dentárias.
Como prevenir é o melhor remédio os animais devem ter a disposição feno, cubos de alfafa, pedras de minerais, madeiras não tratadas para roer e outro tipo de brinquedos próprios para o desgaste dos dentes. Além de os ajudar a manter os dentes saudáveis ajudam-nos a manterem-se activos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Golpe de calor

Com a chegada do calor aumentam os riscos de os animais sofrerem golpes de calor. O que pode ser fatal! É importante lembrar que enquanto nós temos mecanismos extra para mantermos a temperatura do nosso corpo estável, como por exemplo a transpiração, os nossos amigos peludos não possuem o mesmo mecanismo. Os cães fazem troca de calor pela respiração e precisam de trocar o ar quente "dentro deles" pelo ar frio. Por isso é tão importante que o seu animal esteja sempre num local bem ventilado. Qualquer animal é susceptível de sofrer um golpe de calor, contudo os mais susceptíveis são:
- animais muito jovens ou idosos,
- animais com excesso de peso,
- pertencentes às raças braquicefalas (com focinho achatado),
- animais com problemas de coração e respiratórios.

Os principais sintomas de golpe de calor são:
- respiração ofegante e salivação,
- olhar arregalado ou ansioso,
- falta de resposta a ordens, incapacidade de andar, inconsciência, colapso,
- pele muito quente, febre alta,
- batimento cardíaco acelerado.

Nunca deixe o seu animal sozinho no carro - a temperatura dentro de um automóvel sobe rapidamente.
Nunca deixe o seu animal preso ao sol.
Mantenha sempre disponível água limpa e fresca.
Quando animal se encontrar fechado (num canil ou outro recinto) certifique-se de que tem ventilação e circulação do ar adequadas.
Evite exercício excessivo nas horas de maior calor.

O que fazer?
Em caso de golpe de calor, tente reduzir a temperatura molhando o seu animal gradualmente com água fria, mas não demasiado fria. Depois leve o seu animal de estimação imediatamente ao veterinário. Ele corre risco de vida!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Para adoptar no canil municipal da Guarda

Riquita - Foi mãe no canil. Os bébés já têm um mês e já têm dono. Quem quer adoptar esta menina e salvar uma vida?


Amarela. Jovem fêmea. Está muito triste porque entrou no canil com a Preta e a amiga já arranjou dono! Ninguém quer ser dono dela?